Sejam todos muito bem vindos! Pretendo que seja aqui o nosso novo espaço de pesquisa, troca de idéias e informações.E não deixe de ler meu livro "DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ".Você vai gostar! Abraços!
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terça-feira, 25 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
QUANDO A REALIDADE AINDA NÃO PERMITIU... A GENTE INVENTA. A GENTE SONHA.
A paixão enorme pelo trem é coisa que atinge "meio mundo". Ou "todo mundo", se considerarmos BICAS e todas as cidades que, como ela, respiram a fumaça de locomotivas que não mais trafegam. Escutam os apitos de locomotivas que por ali não passam mais. Embarcam em sonhos e memórias quando o presente não dispõe de trilhos que nos levem a algum lugar.
Compartilho dessa paixão até meu último fio de cabelo. Como já disse aqui e ali, inúmeras vezes, sou neta, filha, sobrinha, prima e irmã de ferroviários. Não um avô: os dois. Não um tio: mas dois. Não um primo, mas tres. Não um irmão, mas os dois queridos que a vida me deu. E foi um deles, AMARILDO, que mais uma vez me fez embarcar. Numa delícia de viagem para a qual quero convidá-los. Nossos bisavós DOUSSEAU chegaram de trem a BICAS, já em 1885. Na mesma estação que, graças mil vezes a Deus, deixaram quase intacta através dos anos. Estação de mil memórias pessoais e familiares. Estação anexa às extintas oficinas e ao extinto e onipresente LICEU. Digamos que tudo isso compunha "a alma de BICAS". E mesmo hoje está ali, zelando com inteiro comprometimento pelo MUSEU FERROVIÁRIO DE BICAS, nossa prima historiadora e também ligada à ferrovia "pelo umbigo", ROSÁLIA MAYRINK CORRÊA. Então, posto isso, tendo a certeza de que vocês poderão entender a sensação que me acometeu ao ver o que se segue. A sensação de, ao menos virtualmente, termos, como cidadãos biquenses, recuperado "a alma". Porque é preciso dizer: essa minha realidade familiar é também a de quase a totalidade dos habitantes de BICAS. E recuperarmos também um pouquinho da vida de cidades que até MONTEIRO LOBATO um dia foi obrigado a classificar como mortas. Por razões outras mas com resultados idênticos.
Vamos embarcar? Todas as composições fotográficas são de autoria de AMARILDO MAYRINK. E posso imaginar seu prazer, debruçado no computador, enquanto criava asas... E, no meio disso tudo, o emocionante poema que lhe foi dedicado muito recentemente em função disso. Agradeço enormemente ao autor, HUMBERTO CARINO MOREIRA, e lhe parabenizo porque o poema é, de fato, inspirado e competente. Enfim... vocês dois foram ótimos! MUITÍSSIMO OBRIGADA! Começo de viagem, então:
O trem, chegando de SANTA HELENA, está passando pelo BAIRRO
SANTANA. Está prestes a chegar à ESTAÇÃO DE BICAS.
Agora, ele já está parado na ESTAÇÃO DE BICAS.
Vindo agora de ROCHEDO DE MINAS, ele está passando pelo BAIRRO DA RETA.
Já parou de volta na ESTAÇÃO DE BICAS e volta para SANTA
HELENA, pelo mesmo BAIRRO SANTANA.
Mas então... vendo essas maravilhas, alguma coisa ficou me faltando. Quase doendo na alma. Gritando para ressurgir. O que? Meu "amado idolatrado salve salve" vagão de madeira! E então... ei-lo que surge! No mesmo BAIRRO SANTANA. Saindo da ESTAÇÃO DE BICAS em direção a SANTA HELENA. Garanto a vocês: embarquei nele. Obrigada pela viagem, AMARILDO!
Para fecharmos essa postagem com chave de ouro e bilhantes, o lindíssimo poema de
HUMBERTO CARINO MOREIRA, "como uma pequena homenagem a todos que, de alguma forma, preservam a memória da ferrovia". Em suas palavras:
Corre pelas bocas
Que há um Trem rodando em Bicas,
Trazendo vagões de outro tempo,
Sobre firmes novos dormentes,
Uma saudade nada passageira...
Corre pelas bocas
Que há homens suando em Bicas
No trabalho de não deixar morrer
A memória desse Trem...
Sonho que em meio à fumaça e fuligem
Vive num ciberespaço de nuvem,
Em trilhos fincados num link
Uma composição pop art nouveau
Com partida de um coração Mayrink
E chegada na mente de um Dousseau.
Compartilho dessa paixão até meu último fio de cabelo. Como já disse aqui e ali, inúmeras vezes, sou neta, filha, sobrinha, prima e irmã de ferroviários. Não um avô: os dois. Não um tio: mas dois. Não um primo, mas tres. Não um irmão, mas os dois queridos que a vida me deu. E foi um deles, AMARILDO, que mais uma vez me fez embarcar. Numa delícia de viagem para a qual quero convidá-los. Nossos bisavós DOUSSEAU chegaram de trem a BICAS, já em 1885. Na mesma estação que, graças mil vezes a Deus, deixaram quase intacta através dos anos. Estação de mil memórias pessoais e familiares. Estação anexa às extintas oficinas e ao extinto e onipresente LICEU. Digamos que tudo isso compunha "a alma de BICAS". E mesmo hoje está ali, zelando com inteiro comprometimento pelo MUSEU FERROVIÁRIO DE BICAS, nossa prima historiadora e também ligada à ferrovia "pelo umbigo", ROSÁLIA MAYRINK CORRÊA. Então, posto isso, tendo a certeza de que vocês poderão entender a sensação que me acometeu ao ver o que se segue. A sensação de, ao menos virtualmente, termos, como cidadãos biquenses, recuperado "a alma". Porque é preciso dizer: essa minha realidade familiar é também a de quase a totalidade dos habitantes de BICAS. E recuperarmos também um pouquinho da vida de cidades que até MONTEIRO LOBATO um dia foi obrigado a classificar como mortas. Por razões outras mas com resultados idênticos.
Vamos embarcar? Todas as composições fotográficas são de autoria de AMARILDO MAYRINK. E posso imaginar seu prazer, debruçado no computador, enquanto criava asas... E, no meio disso tudo, o emocionante poema que lhe foi dedicado muito recentemente em função disso. Agradeço enormemente ao autor, HUMBERTO CARINO MOREIRA, e lhe parabenizo porque o poema é, de fato, inspirado e competente. Enfim... vocês dois foram ótimos! MUITÍSSIMO OBRIGADA! Começo de viagem, então:
O trem, chegando de SANTA HELENA, está passando pelo BAIRRO
SANTANA. Está prestes a chegar à ESTAÇÃO DE BICAS.
Agora, ele já está parado na ESTAÇÃO DE BICAS.
Vindo agora de ROCHEDO DE MINAS, ele está passando pelo BAIRRO DA RETA.
Já parou de volta na ESTAÇÃO DE BICAS e volta para SANTA
HELENA, pelo mesmo BAIRRO SANTANA.
Mas então... vendo essas maravilhas, alguma coisa ficou me faltando. Quase doendo na alma. Gritando para ressurgir. O que? Meu "amado idolatrado salve salve" vagão de madeira! E então... ei-lo que surge! No mesmo BAIRRO SANTANA. Saindo da ESTAÇÃO DE BICAS em direção a SANTA HELENA. Garanto a vocês: embarquei nele. Obrigada pela viagem, AMARILDO!
Para fecharmos essa postagem com chave de ouro e bilhantes, o lindíssimo poema de
HUMBERTO CARINO MOREIRA, "como uma pequena homenagem a todos que, de alguma forma, preservam a memória da ferrovia". Em suas palavras:
Corre pelas bocas
Que há um Trem rodando em Bicas,
Trazendo vagões de outro tempo,
Sobre firmes novos dormentes,
Uma saudade nada passageira...
Corre pelas bocas
Que há homens suando em Bicas
No trabalho de não deixar morrer
A memória desse Trem...
Sonho que em meio à fumaça e fuligem
Vive num ciberespaço de nuvem,
Em trilhos fincados num link
Uma composição pop art nouveau
Com partida de um coração Mayrink
E chegada na mente de um Dousseau.
terça-feira, 18 de junho de 2013
PENSANDO SOBRE A IMIGRAÇÃO
Trago hoje para vocês as reflexões de ISABEL (AUDEBERT) PINTO sobre a questão da imigração. É interessante que todos pensemos, ainda que as conclusões a que cheguemos nem sempre sejam as mesmas. Aliás, nem sei se a História, com "H" maiúsculo, tem "conclusões". É sempre "a vista a partir de um ponto". Ou, como costumamos apelidar, "um ponto de vista". Por isso vamos coletando aqui e ali, árduamente, fotos, cartas e documentos. Para ao menos nos aproximarmos da visão do que de fato consiste o drama da imigração. A que se mantém até nossos dias e a de nossos antepassados franceses do Périgord. Obrigada por dividir conosco suas percepções, ISABEL. Boa leitura a todos!
"A partir de 1870, com o comércio internacional do café e o acúmulo de capitais oriundos desta atividade, muitos fazendeiros brasileiros (cafeicultores) buscaram imigrantes em toda a Europa e, para tanto, conseguiam enormes quantias do governo brasileiro para subsidiar a mão-de-obra assalariada.
É sempre bom lembrar que até 1850, quando ocorreu a vedação de contratação de imigrantes sem famílias, para cá vieram muitos mercenários - condenados na Europa. Uma ralé - se é que podemos dizer assim - da pior espécie, que não costuma ser mencionada nos "artigos genealógicos". Mas, essa é outra história, afinal o nosso país acolheu degredados por mais de 300 anos. Só era permitida a introdução de imigrantes com suas famílias, geralmente pais, irmãos e filhos
O certo é que no ciclo do café, tais fazendeiros foram subsidiados pelo governo imperial. As quantias que recebiam eram altas, suficientes para que custeassem as passagens dos imigrantes e suas famílias nos navios - embora de terceira classe - além do transporte para as fazendas.
FONTE: WEB
Eu consegui os relatórios das despesas do governo de 1880 em diante com os imigrantes. Uma fábula. O Império estava se desmoronando. Os "barões do café" (que adquiriram o título pagando caro) contrataram muita gente.
Na verdade, veio muita gente de Portugal mesmo. Mas, ninguém fala disto. Um pouquinho portugueses nós também já éramos.
GLI EMMIGRANTI - de ÃNGELO TOMMASI - 1895
Quando meu bisavó português (MANOEL PEREIRA GOMES) veio para cá, em 1870, no mesmo navio havia cerca de 88 portugueses imigrantes.
O Brasil é assim.
Até hoje, embora em 1930 o governo tenha cortado qualquer subsídio, a imigração não parou.
Recentemente, vi uma matéria sobre a "mão-de-obra" dos bolivianos (cerca de 300 mil no Brasil - 50 mil só em São Paulo). Tratava do trabalho escravo nas lojas e fábrica de roupas de São Paulo.
Eles são explorados por quem? Pelos coreanos..... Imigrantes que começaram a chegar aqui por volta de 1960 e já são mais de 40 mil só em São Paulo.
Nova "onda" imigratória bem recente é dos haitianos - todos refugiados - que ao chegar em nosso solo, recebem não só uma carteira de trabalho, como dinheiro, alimentação e hospedagem, ainda que precárias.
Recentemente, soube que um supermercado de Brasília contratou 5 haitianos. Na mesma ocasião, teria demitido pelo menos uma funcionária (brasileira), com a justificativa que deveria abrir mais vagas para os estrangeiros. Se verdadeira a informação há sério risco de um impacto no mercado de trabalho.
Deixo registrado, que pessoalmente não tenho nenhum preconceito.
Não apoio nenhuma ideia de expulsão, como a que ocorreu na França em 2011, com a expulsão de mais de 32 mil imigrantes.
Enquanto que os EUA e a Europa estão expulsando novos imigrantes, o Brasil tem sido visto como novo destino para melhores oportunidades de trabalho, tanto para estrangeiros que possuem propostas profissionais quanto para os que não possuem proposta e nem visto para entrar em nosso país.
QUE VENHAM!!!!!!!!!!!
Já era assim no passado.
O que eu não gosto é que o nosso país ainda seja retratado por algumas "potências europeias", como uma grande SENZALA. Não é verdade! Existe trabalho escravo? Claro que sim, mas essa não é uma chaga brasileira. Basta ver nos relatórios da OIT.
No nosso país, ainda tem muito trabalhador safrista sendo recrutado para ganhar abaixo do salário-mínimo, vivendo em galpões sem higiene e, em péssimas condições. Várias denúncias do Ministério Público são feitas todos os anos.
Mas, e na Europa? Ano passado a BBC informou que aproximadamente 270 mil pessoas eram vítimas de trabalho escravo na Europa.
Enfim, nosso país não está sozinho.
Só para descontrair, eu também sou uma migrante. Não foi minha opção. Mas, de meus pais.
Pai potiguar, que morou no Rio de Janeiro por mais de 25 anos, "apostou" na NOVA CAPITAL: BRASÍLIA.
Meu pai contava que, quando optou por morar definitivamente em Brasília, seus colegas do Rio diziam que ele ia virar "índio", que iria comer "muita poeira".
Ele veio com a família toda. Chegamos aqui a tempo para comemorar os 15 anos da cidade.
Quem "apostou" em Brasília - e veio para cá com a intenção de trabalhar e estudar- se deu bem.
Hoje, saiu uma reportagem na REVISTA VEJA. O grau de satisfação de quem mora aqui é grande.
Dificuldades? Nossa foram muitas nos primeiros anos. Mas, superamos todas.
Meus ancestrais em linha reta- tanto paternos como maternos- foram todos migrantes. De uma região para outra dentro de um mesmo país, ou mesmo para outro país .... Sempre em busca de "novas oportunidades". E, ninguém voltou para o local de origem, embora todos, sem exceção, tivessem mantido os laços com suas "raízes".
Acho que é isto que, para mim, faz a diferença na minha família, onde numa mesma mesa já se reuniram (e ainda reunem) cariocas, paulistas, mineiros, goianos, potiguares, paraibanos, brasilienses, portugueses e franceses. Todos acolhidos e respeitados em suas diferenças.
Pelo que eu pesquisei - nenhum dos meus ancestrais em linha reta nasceu e morreu na mesma cidade - em mais de 200 anos.
Penso que isso possa ocorrer nas próximas gerações (meus filhos e netos). Mas, só o tempo virá a confirmar minhas suspeitas, já que estamos ainda na primeira geração nascida em Brasília, sendo ainda muito prematuro de minha parte afirmar que meus filhos não seguirão o mesmo caminho trilhado por seus ancestrais.... Afinal, um velho ditado diz que "filho de gato nascido no forno, não é biscoito. É gatinho!".
terça-feira, 4 de junho de 2013
MERITA DOUSSEAU
Mais uma vez tenho o prazer de postar um "milagre". Fruto de minha viagem a IPATINGA, para conhecer melhor nossa prima MARIA DE FÁTIMA (DOUSSEAU) FILGUEIRAS ROCHA, a Fatinha, filha de nossa tia LUZIA DOUSSEAU FILGUEIRAS. A irmã caçulinha de minha avó MERITA DOUSSEAU DUQUE.
A tempos atrás, logo após ter estado lá, no mês de Fevereiro, postei aqui mesmo nessa página uma foto inédita de minha avó, lindinha demais com seu chapéuzinho... Dessa mesma viagem, fruto da garimpagem de FATINHA em seus álbuns antigos, deparamo-nos com essa maravilha que trago hoje. Vocês hão de perguntar: porque tanto tempo depois?? Então vamos às explicações. A dedicatória no verso da foto (veja abaixo) mais confundia que esclarecia de quem se tratavam as ditas mocinhas. Num primeiro momento, acreditei que que as iniciais M D que assinam se referiam a MARGARIDA FILGUEIRAS, esposa de SEBASTIÃO DOUSSEAU. Enviei a foto anexada para a neta dela, SIMONE DOUSSEAU, por e-mail, pedindo que a apresentasse a sua avó e que esta dissesse se era ela ou não. A resposta negativa foi taxativa. Mesmo tentando atender ao meu pedido, não pode reconhecer nenhuma das três. Ora, SEBASTIÃO era um dos filhos mais novos de ANNET e SUZANNA. MARGARIDA, sua esposa, nem chegou a conhecer uma ou duas das irmãs DOUSSEAU (ALICE e outra MARGARIDA) que faleceram antes que ela viesse a namorar com tio TIÃO.
Fiquei então num impasse: a quem perguntar, já que não resta mais ninguém da geração filhos, filhas, genros e noras de ANNET e SUZANNA?????
Um dia, já no mês de Abril, acordei de súbito com a foto em minha cabeça e o nome: MERITA DOUSSEAU. MD. Simples assim. Daí em diante foi só ampliar o rosto nas duas fotos (a menina com a boneca que posto hoje e a do chapéuzinho que postei em fevereiro) e constatar que eram a mesma linda menina. Não satisfeita, revirei cartas antigas de minha avó e constatei também a identidade da letra. Considerando é claro as décadas transcorridas entre uma e outra. E considerando-se também que a menininha que escreve a dedicatória nem ao menos sabia escrever direito, ainda...
E porque ainda então não a publiquei? Porque desejei demais identificar as outras duas mocinhas. Nesse feriadão de Corpus Christi estive em BICAS e apresentei a foto aos meus tios SERRAT e ANNET (NEZINHO). Nada. Procurei insistentemente por nosso primo ÉDSON (MANINHO) e sua sempre tão disponível esposa ENY. Não foi possível encontrá-los.
Sendo assim, resolvi não adiar mais a publicação. Direi, abaixo da foto, as conclusões a que cheguei. Pelo menos até prova em contrário. Sua opinião a respeito seria muito bem vinda.
Entendo agora que as pessoas na foto são MARGARIDA MARIA DOUSSEAU (provávelmente a da direita), FRANCISCA GUILHERMINA DOUSSEAU (ou NINI, provávelmente a do meio) e aquela que assina, MERITA DOUSSEAU, minha mais que querida avó, na foto com uma boneca no colo. Entendo também que quem escreveu a dedicatória foi ela, que também a assinou com suas iniciais.
MERITA nasceu em 1916, sendo provávelmente a sexta filha de ANNET e SUZANNA.
FRANCISCAGUILHERMINA nasceu em 1914, sendo provávelmente a quinta filha.
A data de nascimento de MARGARIDA é desconhecida até o momento. Mas podemos afirmar que se deu entre 1910 e 1913. Eu apostaria em 1913. E ela seria então a quarta filha.
A madrinha a quem foi dedicada a foto?? Impossível saber. Lembro-me de já haver escutado, em minhas andanças dos tempos de pesquisa para o livro, que a mãe de SUZANNA, MARIE DELPÉRIER MANDRAL, era chamada por muitos de MADRINHA.
Comprometo-me a continuar averiguando todas essas possibilidades. E, caso novos indícios venham a ser descobertos, trarei ao conhecimento de vocês.
Por enquanto deixo para vocês mais essa imagem de minha avó MERITA. Aquela que "fui chamada a buscar" em IPATINGA. Obrigada, FATINHA!
A tempos atrás, logo após ter estado lá, no mês de Fevereiro, postei aqui mesmo nessa página uma foto inédita de minha avó, lindinha demais com seu chapéuzinho... Dessa mesma viagem, fruto da garimpagem de FATINHA em seus álbuns antigos, deparamo-nos com essa maravilha que trago hoje. Vocês hão de perguntar: porque tanto tempo depois?? Então vamos às explicações. A dedicatória no verso da foto (veja abaixo) mais confundia que esclarecia de quem se tratavam as ditas mocinhas. Num primeiro momento, acreditei que que as iniciais M D que assinam se referiam a MARGARIDA FILGUEIRAS, esposa de SEBASTIÃO DOUSSEAU. Enviei a foto anexada para a neta dela, SIMONE DOUSSEAU, por e-mail, pedindo que a apresentasse a sua avó e que esta dissesse se era ela ou não. A resposta negativa foi taxativa. Mesmo tentando atender ao meu pedido, não pode reconhecer nenhuma das três. Ora, SEBASTIÃO era um dos filhos mais novos de ANNET e SUZANNA. MARGARIDA, sua esposa, nem chegou a conhecer uma ou duas das irmãs DOUSSEAU (ALICE e outra MARGARIDA) que faleceram antes que ela viesse a namorar com tio TIÃO.
Fiquei então num impasse: a quem perguntar, já que não resta mais ninguém da geração filhos, filhas, genros e noras de ANNET e SUZANNA?????
Um dia, já no mês de Abril, acordei de súbito com a foto em minha cabeça e o nome: MERITA DOUSSEAU. MD. Simples assim. Daí em diante foi só ampliar o rosto nas duas fotos (a menina com a boneca que posto hoje e a do chapéuzinho que postei em fevereiro) e constatar que eram a mesma linda menina. Não satisfeita, revirei cartas antigas de minha avó e constatei também a identidade da letra. Considerando é claro as décadas transcorridas entre uma e outra. E considerando-se também que a menininha que escreve a dedicatória nem ao menos sabia escrever direito, ainda...
E porque ainda então não a publiquei? Porque desejei demais identificar as outras duas mocinhas. Nesse feriadão de Corpus Christi estive em BICAS e apresentei a foto aos meus tios SERRAT e ANNET (NEZINHO). Nada. Procurei insistentemente por nosso primo ÉDSON (MANINHO) e sua sempre tão disponível esposa ENY. Não foi possível encontrá-los.
Sendo assim, resolvi não adiar mais a publicação. Direi, abaixo da foto, as conclusões a que cheguei. Pelo menos até prova em contrário. Sua opinião a respeito seria muito bem vinda.
Entendo agora que as pessoas na foto são MARGARIDA MARIA DOUSSEAU (provávelmente a da direita), FRANCISCA GUILHERMINA DOUSSEAU (ou NINI, provávelmente a do meio) e aquela que assina, MERITA DOUSSEAU, minha mais que querida avó, na foto com uma boneca no colo. Entendo também que quem escreveu a dedicatória foi ela, que também a assinou com suas iniciais.
MERITA nasceu em 1916, sendo provávelmente a sexta filha de ANNET e SUZANNA.
FRANCISCAGUILHERMINA nasceu em 1914, sendo provávelmente a quinta filha.
A data de nascimento de MARGARIDA é desconhecida até o momento. Mas podemos afirmar que se deu entre 1910 e 1913. Eu apostaria em 1913. E ela seria então a quarta filha.
A madrinha a quem foi dedicada a foto?? Impossível saber. Lembro-me de já haver escutado, em minhas andanças dos tempos de pesquisa para o livro, que a mãe de SUZANNA, MARIE DELPÉRIER MANDRAL, era chamada por muitos de MADRINHA.
Comprometo-me a continuar averiguando todas essas possibilidades. E, caso novos indícios venham a ser descobertos, trarei ao conhecimento de vocês.
Por enquanto deixo para vocês mais essa imagem de minha avó MERITA. Aquela que "fui chamada a buscar" em IPATINGA. Obrigada, FATINHA!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
12.000 VISITAS
Mais uma vez aqui, profundamente agradecida. Que nossos propósitos sejam motor de nosso prosseguir. Muitíssimo obrigada a todos vocês.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
SÃO JOÃO MARCOS
A tempos desejo fazer essa publicação. Entretanto me perguntava porque, visto que a ligação direta de SÃO JOÃO MARCOS com os imigrantes franceses é mínima. E, de forma indireta, também não e tão grande assim.
Mas... o que é que a gente faz quando é tomada de encantamento total por um retalho de história? Foi o que aconteceu comigo, desde o primeiro contacto com a história tão encantadora quanto assombrosa desse "lugarzinho no meio do nada".
A ligação direta dos franceses com essa ex-vila veio ao meu conhecimento através de um registro de casamento encontrado na IGREJA DE SANTANNA, em BARRA DO PIRAÍ, onde noiva e mãe da noiva pertenciam a família ALIBERT. Eram sobrinha e irmã de FIRMIN FRANÇOIS. Um achado inesperado, visto que o registro, ainda do final do século XIX, assenta um matrimônio que, na verdade, foi realizado na capela de uma fazenda em SÃO JOÃO MARCOS.
Daí comecei a aprofundar a ideia da relação direta e íntima entre ALIBERT e a família BREVES. Necessário registrar aqui que JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES (BREVES), dono da FAZENDA MONTE CRISTO (em MARIPÁ DE MINAS) e contratador declarado de nossos bisavós, era proprietário de diversas fazendas em SÃO JOÃO MARCOS. Assim como seu poderoso tio e cunhado, conhecido como "O REI DO CAFÉ". Inúmeros processos relacionados à posse dessas terras nunca foram concluídos, como provam documentos encontrados no ARQUIVO NACIONAL.
Um dia vindo, de BANANAL em direção à RIO CLARO e MANGARATIBA pela SERRA DO PILOTO, pensei realizar o sonho de conhecê-la. Ela. A mítica SÃO JOÃO MARCOS. Mas, infelizmente, como na época ela ainda não havia se tornado o PARQUE que é hoje, e como tal sem sinalização que facilitassem o acesso... passou sem ser vista. Embora pressentida, posso garantir. A região é maravilhosamente linda. Lembro-me especialmente de um pequeno trecho no cume da serra, com uma linda cachoeira lá no fundo do vale sendo sobrevoada por inúmeros e grandiosos pássaros que, da altura em que eu me encontrava, mais parecia um sonho que uma visão real. Digamos que experimentei ali aquela sensação arquetípica de "paraíso perdido".
Gostaria demais de voltar. Mas preciso de condução e cicerone. Procurarei me informar à respeito. Parece que já existe algum tipo de serviço organizado para isso.
Na foto acima, vocês podem ver um exemplar das preciosidades que podemos encontrar ao longo do caminho da "ESTRADA IMPERIAL". Aquela que leva de SÃO JOÃO MARCOS ao mar e seus portos, muitas vezes clandestinos. Onde, entre mercadorias que sobem e descem, podemos incluir os escravos contrabandeados pelo BARÃO DO CAFÉ. Vale a pena lembrar, para exercitar nossa imaginação, que literalmente TODAS essas terras, acima e abaixo, interior e litoral, pertenciam todas a uma mesma e única familia: os BREVES.
Enfim...
A quantidade de material, tanto escrito quanto fotográfico na web sobre SÃO JOÃO MARCOS é imensa. Deixo um link muito bom, apenas como sugestão de leitura:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/289/uma-cidade-ressurge-do-po
Mas... o que é que a gente faz quando é tomada de encantamento total por um retalho de história? Foi o que aconteceu comigo, desde o primeiro contacto com a história tão encantadora quanto assombrosa desse "lugarzinho no meio do nada".
A ligação direta dos franceses com essa ex-vila veio ao meu conhecimento através de um registro de casamento encontrado na IGREJA DE SANTANNA, em BARRA DO PIRAÍ, onde noiva e mãe da noiva pertenciam a família ALIBERT. Eram sobrinha e irmã de FIRMIN FRANÇOIS. Um achado inesperado, visto que o registro, ainda do final do século XIX, assenta um matrimônio que, na verdade, foi realizado na capela de uma fazenda em SÃO JOÃO MARCOS.
Daí comecei a aprofundar a ideia da relação direta e íntima entre ALIBERT e a família BREVES. Necessário registrar aqui que JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES (BREVES), dono da FAZENDA MONTE CRISTO (em MARIPÁ DE MINAS) e contratador declarado de nossos bisavós, era proprietário de diversas fazendas em SÃO JOÃO MARCOS. Assim como seu poderoso tio e cunhado, conhecido como "O REI DO CAFÉ". Inúmeros processos relacionados à posse dessas terras nunca foram concluídos, como provam documentos encontrados no ARQUIVO NACIONAL.
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| FONTE: http://www.job.com.br/sjm/ |
Um dia vindo, de BANANAL em direção à RIO CLARO e MANGARATIBA pela SERRA DO PILOTO, pensei realizar o sonho de conhecê-la. Ela. A mítica SÃO JOÃO MARCOS. Mas, infelizmente, como na época ela ainda não havia se tornado o PARQUE que é hoje, e como tal sem sinalização que facilitassem o acesso... passou sem ser vista. Embora pressentida, posso garantir. A região é maravilhosamente linda. Lembro-me especialmente de um pequeno trecho no cume da serra, com uma linda cachoeira lá no fundo do vale sendo sobrevoada por inúmeros e grandiosos pássaros que, da altura em que eu me encontrava, mais parecia um sonho que uma visão real. Digamos que experimentei ali aquela sensação arquetípica de "paraíso perdido".
Gostaria demais de voltar. Mas preciso de condução e cicerone. Procurarei me informar à respeito. Parece que já existe algum tipo de serviço organizado para isso.
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| FONTE: FABIO RODRIGUES |
Na foto acima, vocês podem ver um exemplar das preciosidades que podemos encontrar ao longo do caminho da "ESTRADA IMPERIAL". Aquela que leva de SÃO JOÃO MARCOS ao mar e seus portos, muitas vezes clandestinos. Onde, entre mercadorias que sobem e descem, podemos incluir os escravos contrabandeados pelo BARÃO DO CAFÉ. Vale a pena lembrar, para exercitar nossa imaginação, que literalmente TODAS essas terras, acima e abaixo, interior e litoral, pertenciam todas a uma mesma e única familia: os BREVES.
Enfim...
A quantidade de material, tanto escrito quanto fotográfico na web sobre SÃO JOÃO MARCOS é imensa. Deixo um link muito bom, apenas como sugestão de leitura:
Deixo também essa sugestão de vídeo, embora tenhamos outros publicados na sessão própria desse blog:
http://www.youtube.com/watch?v=jd-mLDZXSH8
E, como a porção mais saborosa é sempre bom deixar pro final... Para o deleite de todos vocês, fotos recentes e inspiradas daquela que acabou por se tornar símbolo da queda de um império econômico de proporções gigantescas, onde o rei, ao contrário do que pobres mortais proclamaram, não era esse ou aquele Barão. Mas sim, o café. Como num macabro castelo de cartas, o que vimos aqui podemos ver por todo o VALE DO PARAÍBA. Pela ZONA DA MATA MINEIRA. E por outros pontos esparsos. Ruínas. Belas, sim. Mas ruínas. Vamos ao nosso álbum, então:
sábado, 4 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
CHRISTOPHE (DOUSSEAU) LeCANNE
Hoje, dia 25/09/2013, venho relatar para vocês a sentença enfim determinada para CARLOS BERTONATTI, no dia 12 de setembro de 2013, ou seja, 1333 dias depois do fatídico 17 de Janeiro de 2010. O réu foi condenado a 12 anos de prisão fechada, incluindo os 27 meses que já se passaram, seguidos de 2 anos em regime semi-fechado e ainda mais 8 anos de controle policial permanente. O que perfaz um total de 22 anos.
FONTE: NICOLE (DOUSSEAU) Le CANNE
Nesses dias, uma triste coincidência acontece, para todos os DOUSSEAU. Na verdade, a história de dor de parte da família DOUSSEAU francesa se desenrola desde o final da primeira quinzena de Janeiro de 2010, quando CHRISTOPHE (DOUSSEAU) Le CANNE, filho primogênito de nossa prima NICOLE, nascido em 01-08-1965, foi morto de forma brutal, aos 45 anos, num revoltante atropelamento por um jovem motorista embriagado, CARLOS BERTONATTI, numa manhãzinha tranquila de domingo em KAY BISCAINE, MIAMI, onde residia a muitos anos anos com sua esposa e filha. CHRISTOPHE era ciclista experimentado, fazendo parte de um grupo que realizava esses passeios em grupos, habitualmente. Como naquele dia. Seu atropelador acabara de deixar uma boate e fugiu do local do atropelamento, abandonando o veículo. Isso, somado à demora do serviço de socorro, foi mais do que suficiente para que CHRISTOPHE falecesse antes de chegar ao hospital.
![]() |
| FONTE: NOTICIÁRIO DO DIA NA WEB |
A família se deslocou para os ESTADOS UNIDOS, a fim de acompanhar sua esposa e filha nesse momento desesperador e de enorme repercussão. E ficou por alguns dias, acompanhando os procedimentos para o translado de seu corpo para o PÉRIGORD.
No dia 24 de Janeiro de 2010, isto é, alguns dias depois do ocorrido, uma inesquecível manifestação foi levada a cabo por uma concentração de ciclistas, maratonistas e atletas em geral. Como homenagem ao amigo CHRISTOPHE. Mas também como pedido de justiça e de providências, visto que ele não havia sido a primeira vítima naquelas circunstâncias. E infelizmente, sabemos hoje, não foi a última. Veja abaixo.
Em seguida, fizeram essa singela homenagem, como podemos sentir na foto abaixo, no exato local em que ele foi morto.
FONTE: NOTICIÁRIO DO DIA NA WEB
O julgamento de CARLOS BERTONATTI, marcado para o dia 19 de Fevereiro de 2013 com previsão de durar vários dias, sofreu uma reviravolta quando o mesmo confessou sua culpa e "pediu perdão" à família de CHRISTOPHE então presente, vinda da FRANÇA (seus pais) e da ARGENTINA (seu irmão).. Pelas leis do país, ele não deve mais então ser julgado por um corpo de jurados. Mas a família espera justiça e, exatamente nesses dias (começo de Maio) estará sendo pronunciada a sentença final, com a presença apenas do juiz, promotor e advogados. Veja no link abaixo a reportagem e o vídeo feito no dia do julgamento que teria havido em 19 de Fevereiro de 2013. Com o pronunciamento da família.
http://miami.cbslocal.com/2013/02/19/key-biscayne-man-to-plead-guilty-in-deadly-hit-run/
No dia 21 de Fevereiro de 2013, esta era a repercussão nos jornais:
http://miami.cbslocal.com/2013/02/21/family-of-cyclist-killed-on-rickenbacker-reacts-to-suspects-guilty-plea/
Hoje estamos no dia 02 de Maio de 2013. O monumento provisório foi substituído por um permanente, com o aval da prefeitura de MIAMI, como vocês podem ver abaixo. Assim como podem observar que CHRISTOPHE não foi a única vítima.
FONTE: NOTICIÁRIO DO DIA NA WEB
Aqui no BRASIL, no RIO DE JANEIRO olímpico, nos últimos dias, temos tido notícias de uma "overdose" de acidentes envolvendo ciclistas. E nem todos eram ciclistas amadores. Se é que isso faz alguma diferença. Foi essa triste coincidência que me fez tomar a decisão de publicar esse nosso drama familiar. Até então, tinha dúvidas sobre se seria adequado, ainda que tivesse o aval de NICOLE para o uso exclusivo no blog. Não tenho mais.
Fica aqui como uma forma de protesto. A pena prevista para CARLOS BERTONATTI pode chegar a 37 anos. E aqui? Ficamos em quanto?
CHRISTOPHE? Esse... foi velado em TERRASSON e sepultado na terra de nossos antepassados, PEYRIGNAC. No nosso PÉRIGORD de memórias ancestrais. Que Deus ampare e console seus pais e irmãos nos dias que virão. E para sempre.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
MARC FERREZ
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| FONTE: FACEBOOK RIO ANTIGO |
Tenho cruzado com ele muitas e muitas vezes... Já é quase um velho amigo... Admiro-o e agradeço-o pelo valor incalculável de sua obra para os apaixonados pela história do RIO DE JANEIRO. Esse é MARC FERREZ. Um ídolo, no mínimo. Sim, houveram outros excelentes fotógrafos e ilustradores de todo tipo, desde a abençoada MISSÃO FRANCESA vinda com DOM JOÃO VI. Maravilhosos todos com suas técnicas precisas e de rara beleza e realismo, anteriores ao advento do daguerreótipo. E das modernas técnicas de fotografia. Mas NENHUM como ele. Onipresente. Emblemático.
Desde meus primeiros passos na pesquisa histórica, soube que sem ele meu RIO seria sem face. E hoje, quando esse mesmo RIO sofre tão grande transformação, espero que haja entre nós artistas do mesmo calibre que ele. Tornando possível que esse nosso RIO que em breve será só fumaça e história (mesmo que mude quem sabe para melhor...) permaneça vivo nas entranhas da imaginação ou de traços abençoados e precisos. Como só ele foi capaz.
Os dados bibliográficos que transcrevo agora, foram extraídos do site do INSTITUO MOREIRA SALLES:
Nasceu no RIO DE JANEIRO em 1843, filho de pais franceses. Após sua prematura orfandade, viveu alguns anos em PARIS com a família DUBOIS. Tendo voltado em 1863, já em 1867 estabelecia-se por conta própria na RUA SÃO JOSÉ, no CENTRO, e em seguida torna-se fotógrafo oficial da MARINHA DO BRASIL. Em 1873 casa-se com a jovem francesa MARIE LEFÈBVRE. Mesmo tendo sofrido o revés de um enorme incêndio que destruiu todas as chapas de seus primeiros anos de atividades, recomeça. Em 1875 e 1876 integra a COMISSÃO GEOLÓGICA DO IMPÉRIO. É desse período a maior parte das preciosas obras que retratam um BRASIL que sempre foi mais que apenas o RIO DE JANEIRO. E das quais leh ficou como lembrança uma doença que lhe aocmpanharia pelo resto da vida. Os dois filhos lhes nascem em 1881 e 1884. Foi agraciado com a ORDEM DA ROSA e em 1905 edita o folheto "1MÁQUINAS E ACESSÓRIOS PARA FOTOGRAFIA". Em 1907 monta o CINE PATHÉ. Também introduziu no BRASIL, em 1912 as "chapas autocromo de LUMIÈRE", realizando fotografias em cores. Em 1914 morre sua esposa. Em 1915 ele parte para uma estadia de 15 anos em PARIS, de onde retorna já doente. Morre no RIO DE JANEIRO em 1923.
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| EM SEU ESCRITÓRIO, NO ANO DE 1895. FONTE: FACEBOOK RIO ANTIGO. |
Quer conhecer sua obra por inteiro? Encantar-se com a sensibilidade de suas tomadas, não só do nosso encantado RIO ANTIGO como também de outras paragens brasileiras? Visite a passeie pela página toda. Será bom, tenha a certeza! Endereç? Aqui está: http://ims.uol.com.br/hs/marcferrez/marcferrez.html
terça-feira, 2 de abril de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
ELES ROUBARAM A BORRACHA. NÓS PIRATEAMOS O CAFÉ
...Voltando ao tema das "incorreções de nossa história"... Vou compartilhar com vocês a página 232 do livro citado na postagem anterior, o "GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL". Porque nela o autor trata de um tema ligado a nós, descendentes de imigrantes vindos à partir da segunda metade do século XIX. Vamos lá?
"Ainda hoje há brasileiros que lamentam o roubo das sementes de seringueiras cometido em 1876 pelo botânico inglês HENRY WICKHAM. Os seringais que ele montou na ÁSIA se tornaram mais competitivos que os do BRASIL, o que fez a AMAZÔNIA parar, de repente, de exportar borracha. Não se pode, na verdade, atribuir a decadência exclusivamente a esse famoso caso de biopirataria. Muitos empreendedores, como o americano HENRY FORD, tentaram criar uma extração intensiva de borracha na AMAZÔNIA plantando seringueiras lado a lado. Sempre acabaram em fracasso. O que não se sabia na época é que as seringueiras só conseguem vencer pragas naturais se forem plantadas a uma boa distância uma da outra. Juntas, acabam devastadas por ácaros e percevejos. A solução seria levar a planta para uma região exótica, onde as pragas não existissem. Foi realmente o que fez o brilhante HENRY WICKHAM.
Pintura a óleo do artista HENRIQUE CAVALLEIRO, datado
de 1943, retratando o sargento-mor PALHETA, recém-chegado
da GUIANA, plantando as primeiras mudas de café em solo
brasileiro.
FONTE: plantarecultivaopinioes.blogspot.com.br
Não se deve, portanto, incriminar o espertinho botânico inglês. Até porque o BRASIL, naquela mesma época, ganhava muito dinheiro com o café, cujas primeiras mudas nós também piratemos. No século 18, o grão era a grande novidade entre os franceses (são dessa época os tradicionais cafés parisienses). Produto caro e lucrativo, a FRANÇA e a HOLANDA o plantavam em suas colônias na AMÉRICA, proibindo que sementes e mudas de café atravessassem fronteiras coloniais. Em 1713, FRANCISCO DE MELLO PALHETA, o sargento-mor do vice-reino do Grão-Pará, conseguiu vencer esse bloqueio. Ao viajar para a GUIANA FRANCESA para discutir questões de fronteiras, recebeu uma missão secreta: trazer o grão para o BRASIL. Conquistando a confiança da mulher do governador da GUIANA, madame d'ORVILLIERS, conseguiu que ela lhe desse mudas de café como presente. A planta foi logo cultivada no PARÁ e, trinta anos depois, no RIO DE JANEIRO. Por boa parte do século 19,mais de 60% das exportações brasileiras vinham dos cafezais. Ainda hoje, o BRASIL é o maior exportador de café do mundo.".
"Ainda hoje há brasileiros que lamentam o roubo das sementes de seringueiras cometido em 1876 pelo botânico inglês HENRY WICKHAM. Os seringais que ele montou na ÁSIA se tornaram mais competitivos que os do BRASIL, o que fez a AMAZÔNIA parar, de repente, de exportar borracha. Não se pode, na verdade, atribuir a decadência exclusivamente a esse famoso caso de biopirataria. Muitos empreendedores, como o americano HENRY FORD, tentaram criar uma extração intensiva de borracha na AMAZÔNIA plantando seringueiras lado a lado. Sempre acabaram em fracasso. O que não se sabia na época é que as seringueiras só conseguem vencer pragas naturais se forem plantadas a uma boa distância uma da outra. Juntas, acabam devastadas por ácaros e percevejos. A solução seria levar a planta para uma região exótica, onde as pragas não existissem. Foi realmente o que fez o brilhante HENRY WICKHAM.
Pintura a óleo do artista HENRIQUE CAVALLEIRO, datado
de 1943, retratando o sargento-mor PALHETA, recém-chegado
da GUIANA, plantando as primeiras mudas de café em solo
brasileiro.
FONTE: plantarecultivaopinioes.blogspot.com.br
sábado, 2 de março de 2013
PROIBIÇÃO DO TUPI : "INCORREÇÕES" DE NOSSA HISTÓRIA
Bom dia! Li recentemente o famoso livro "GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL", de LEANDRO NARLOCH. O livro é incômodo em sua ironia. Considero o "mergulhar na história", através do estudo, um embate infinito entre o que se conta e o que está realmente registrado em documentos. O que já é, por si, tarefa hercúlea. Mas, se considerarmos honestamente que nem só porque está documentado um dado fato é por si só verdadeiro... aí podemos considerar a tarefa de recompor a história realmente impossível. Não é preciso um encontro muito "íntimo" com os registros de todo tipo para saber o quanto são falhos e contaminados por uma miríade de fatores. Talvez menos do que nos relatos verbais passados de geração em geração, é lógico. Mas por isso mesmo mais graves, porque escondidos sob o selo da lei e pelos ares de sagrado que adquire a palavra escrita quanto mais o tempo transcorre entre ela e o fato/pessoa que descreve.
Isto posto, o que já instala o olhar crítico necessário a toda leitura, extraio aqui para vocês, do dito livro, duas questões bem interessantes, a meu ver.
A primeira delas diz respeito a questão da supremacia da língua portuguesa sobre o tupi. Vejamos. A história "oficial" diz que "São Paulo fala português a menos de três séculos. Antes, o idioma mais falado no Brasil era a língua geral, uma mistura de dialetos indígenas. Só com a proibição do Tupi pelo Marquês de Pombal, no século 18, é que o português virou a língua predominante". Mas o autor nos informa de que algumas "evidências históricas" levam hoje em outra direção. Aquela na qual "Apesar da grande influência indígena nos casamentos e nas alianças políticas, o idioma que venceu aquela mistura cultural foi o português. Assim como falar latim era um sinal de distinção social entre os europeus conquistados pelos romanos, os índios e os mestiços se esforçavam para falar português".
E é nesse ponto que eu queria chegar. A língua é ponto forte de identidade cultural. E a identificação, à longo prazo, entre povo dominado e povo dominador é inegável. Se é bom ou não? Moralmente condenável ou não? Debates filosóficos dos bons... Parece-me óbvio que o português se tornaria predominante a longo prazo, como se fato se tornou. E por vias "naturais". Tomando como "naturais" os inevitáveis da história humana, carregada de opostos.
Entretanto houve uma proibição formal de se falar o Tupi. E aí me lembro que também durante as enormes transformações politicas que a FRANÇA atravessou na transição século 18 para o 19 o occitan, língua falada a séculos e séculos na parte da França em que nossos bisavós viviam, foi proibida de ser falada a não ser no recesso de cada lar. Das escolas, esteve terminantemente banida. Tudo para unificar a FRANÇA também sob a "bandeira" da língua francesa tal qual conhecemos.
É certo que persistem na FRANÇA inúmeros e forte movimentos de manutenção do direito de conservar, ao menos culturalmente, essa língua ancestral do país de nossos ancestrais. A língua que falaram os trovadores e os cavaleiros de CARLOS MAGNO no tempo das CRUZADAS. E é aí que encontro a diferença básica entre o "grau de maturidade" de um povo em relação a outro. Só agora, "povo menino" que somos, estamos compreendendo pouco a pouco que nada deve ser "exterminado" de nossa história, com risco de nos tornarmos um "aleijão cultural": nem antigas línguas nem prédios históricos; nem vestígios pré-históricos; nem documentos, livros e bibliotecas que estejam sendo corroídos pelos cupins; nem livros de cartórios do interior guardados sob as asas gulosas de seus "notários hereditários"; nem a riquíssima tradição cultural indígena; nem a memória dos negros; nem a saga dos imigrantes todos...
O tempo, por si só, fará valer sua força, transmutando todos esses elementos. Não precisa de nossa ajuda através de decretos culturais proibitivos. Sejam de que gênero for.
Isto posto, o que já instala o olhar crítico necessário a toda leitura, extraio aqui para vocês, do dito livro, duas questões bem interessantes, a meu ver.
A primeira delas diz respeito a questão da supremacia da língua portuguesa sobre o tupi. Vejamos. A história "oficial" diz que "São Paulo fala português a menos de três séculos. Antes, o idioma mais falado no Brasil era a língua geral, uma mistura de dialetos indígenas. Só com a proibição do Tupi pelo Marquês de Pombal, no século 18, é que o português virou a língua predominante". Mas o autor nos informa de que algumas "evidências históricas" levam hoje em outra direção. Aquela na qual "Apesar da grande influência indígena nos casamentos e nas alianças políticas, o idioma que venceu aquela mistura cultural foi o português. Assim como falar latim era um sinal de distinção social entre os europeus conquistados pelos romanos, os índios e os mestiços se esforçavam para falar português".
E é nesse ponto que eu queria chegar. A língua é ponto forte de identidade cultural. E a identificação, à longo prazo, entre povo dominado e povo dominador é inegável. Se é bom ou não? Moralmente condenável ou não? Debates filosóficos dos bons... Parece-me óbvio que o português se tornaria predominante a longo prazo, como se fato se tornou. E por vias "naturais". Tomando como "naturais" os inevitáveis da história humana, carregada de opostos.
Entretanto houve uma proibição formal de se falar o Tupi. E aí me lembro que também durante as enormes transformações politicas que a FRANÇA atravessou na transição século 18 para o 19 o occitan, língua falada a séculos e séculos na parte da França em que nossos bisavós viviam, foi proibida de ser falada a não ser no recesso de cada lar. Das escolas, esteve terminantemente banida. Tudo para unificar a FRANÇA também sob a "bandeira" da língua francesa tal qual conhecemos.
É certo que persistem na FRANÇA inúmeros e forte movimentos de manutenção do direito de conservar, ao menos culturalmente, essa língua ancestral do país de nossos ancestrais. A língua que falaram os trovadores e os cavaleiros de CARLOS MAGNO no tempo das CRUZADAS. E é aí que encontro a diferença básica entre o "grau de maturidade" de um povo em relação a outro. Só agora, "povo menino" que somos, estamos compreendendo pouco a pouco que nada deve ser "exterminado" de nossa história, com risco de nos tornarmos um "aleijão cultural": nem antigas línguas nem prédios históricos; nem vestígios pré-históricos; nem documentos, livros e bibliotecas que estejam sendo corroídos pelos cupins; nem livros de cartórios do interior guardados sob as asas gulosas de seus "notários hereditários"; nem a riquíssima tradição cultural indígena; nem a memória dos negros; nem a saga dos imigrantes todos...
O tempo, por si só, fará valer sua força, transmutando todos esses elementos. Não precisa de nossa ajuda através de decretos culturais proibitivos. Sejam de que gênero for.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
MERITA DOUSSEAU
Hoje preciso procurar bem melhor minhas palavras. Porque encontrar a medida certa da emoção sempre foi tarefa difícil para mim. "Exagerada", como dizia Cazuza. Mas como não sê-lo agora, quando, nessa altura da vida e após tantos e tantos "viras daqui e dali" nesses muitos e muitos anos de pesquisa, somos surpreendidos assim, de súbito, com um presentão como esse!!! Estava em IPATINGA, visitando e conhecendo melhor MARIA DE FÁTIMA (DOUSSEAU) FILGUEIRAS ROCHA, prima de minha mãe, sendo filha de MARIA LUZIA DOUSSEAU FILGUEIRAS. Remexíamos em fotos e mais fotos, procurando exemplares antigos da familia DOUSSEAU. Subitamente ela, dando sinais de estar muito emocionada, me mostra, na palma de sua mão aberta, uma pequena e danificada foto 3x4. E me pergunta se eu reconhecia aquela pessoa. Sabia que era uma das 6 irmãs DOUSSEAU. E como ALICE e MARGARIDA ainda não foram vistas por mim em nenhuma foto, imaginei que pudesse ser uma delas. Ou quem sabe uma das outras quatro: MERITA, MARIA (MARIQUINHA), FRANCISCA (NINI) ou LUZIA? Tudo isso em uma fração de segundo. Claro que parecia minha vó. Mas todas elas eram afinal tão parecidas!
Então, ela virou o pequeno 3x4 e (bendita dedicatória!) ali estava a confirmação assinada: MERITA!!!!!!!!!!!!!!! Minha mais que querida vó MERITA! Em minhas inúmeras férias de infância em sua casa, cansei de folhear de frente para trás e de trás para frente seus álbums de fotos. Que até hoje não sei bem ao certo onde foram parar e se sobrevivem... E posso afirmar: nem ela própria tinha um exemplar dessa fotografia! Nem meus tios. Nem ninguém. Apenas tia NINI que, tendo criado FATINHA após a morte de sua mãe LUZIA, explica a permanência daquela foto entre tantas outras naquele escritório de IPATINGA. Tão longe de casa!!!
Curiosos, não é? Então vejam. E comprovem o quanto ela era "mignone", como dizem os franceses! Até então eu creditava a beleza de minha mãe, suas irmãs e irmão ao meu "garboso" avô EVARISTO. E aí vem um sinal viajando no tempo e no espaço e me prova: "Nã nã ni nã não! Olha aí o encanto dessa criaturinha tão francesinha!". Agora sim está explicado! rsrsr. Perdoem-nos o fato de perdermos um pouco da definição na ampliação. Mas seria impossível aqui admirarmos os detalhes no original em 3x4 um pouco danificado.
MERITA DOUSSEAU editada por AMARILDO MAYRINK
Na véspera do dia desse "achado", passando por um Shopping, tínhamos parado numa loja de acessórios onde o destaque maior eram os chapéus. E eu dizia a FATINHA sobre minha paixão por eles, principalmente pelos pequenos e mais simples. Que eu sem sombra de dúvida teria incorporado a meus hábitos se hoje não fosse considerado tão "excêntrico". Ao menos nos meios que frequentamos. Mas minha vó o fez! Ao menos uma vez. Minha mãe acredita que tenha sido foto de estúdio. Como ela própria fez várias, na adolescência, com chapéus dos mais variados tipos.
Como podemos ver, a dedicatória, embora assinada da mesma forma que pude ler até o fins dos seus dias, não é datada. Minha mãe aposta na faixa 15-20 anos, ainda solteira. Eu já pensei que pudesse ser na faixa dos 20-25, pelas bochechas já mais "cheiinhas" que na foto do casamento (que ilustra nosso livro). Mas tudo isso são meras suposições. Pelo menos até que outro "sinal" como esse viaje de novo no tempo e no espaço e venha, mais uma vez "pousar" em minhas mãos sempre abertas... Alguém ainda duvida de alguma coisa? FONTE: MARIA DE FÁTIMA (DOUSSEAU) FILGUEIRAS ROCHA
Então, ela virou o pequeno 3x4 e (bendita dedicatória!) ali estava a confirmação assinada: MERITA!!!!!!!!!!!!!!! Minha mais que querida vó MERITA! Em minhas inúmeras férias de infância em sua casa, cansei de folhear de frente para trás e de trás para frente seus álbums de fotos. Que até hoje não sei bem ao certo onde foram parar e se sobrevivem... E posso afirmar: nem ela própria tinha um exemplar dessa fotografia! Nem meus tios. Nem ninguém. Apenas tia NINI que, tendo criado FATINHA após a morte de sua mãe LUZIA, explica a permanência daquela foto entre tantas outras naquele escritório de IPATINGA. Tão longe de casa!!!
Curiosos, não é? Então vejam. E comprovem o quanto ela era "mignone", como dizem os franceses! Até então eu creditava a beleza de minha mãe, suas irmãs e irmão ao meu "garboso" avô EVARISTO. E aí vem um sinal viajando no tempo e no espaço e me prova: "Nã nã ni nã não! Olha aí o encanto dessa criaturinha tão francesinha!". Agora sim está explicado! rsrsr. Perdoem-nos o fato de perdermos um pouco da definição na ampliação. Mas seria impossível aqui admirarmos os detalhes no original em 3x4 um pouco danificado.
MERITA DOUSSEAU editada por AMARILDO MAYRINK
Na véspera do dia desse "achado", passando por um Shopping, tínhamos parado numa loja de acessórios onde o destaque maior eram os chapéus. E eu dizia a FATINHA sobre minha paixão por eles, principalmente pelos pequenos e mais simples. Que eu sem sombra de dúvida teria incorporado a meus hábitos se hoje não fosse considerado tão "excêntrico". Ao menos nos meios que frequentamos. Mas minha vó o fez! Ao menos uma vez. Minha mãe acredita que tenha sido foto de estúdio. Como ela própria fez várias, na adolescência, com chapéus dos mais variados tipos.
Como podemos ver, a dedicatória, embora assinada da mesma forma que pude ler até o fins dos seus dias, não é datada. Minha mãe aposta na faixa 15-20 anos, ainda solteira. Eu já pensei que pudesse ser na faixa dos 20-25, pelas bochechas já mais "cheiinhas" que na foto do casamento (que ilustra nosso livro). Mas tudo isso são meras suposições. Pelo menos até que outro "sinal" como esse viaje de novo no tempo e no espaço e venha, mais uma vez "pousar" em minhas mãos sempre abertas... Alguém ainda duvida de alguma coisa? FONTE: MARIA DE FÁTIMA (DOUSSEAU) FILGUEIRAS ROCHA
domingo, 10 de fevereiro de 2013
UM POUQUINHO DE BICAS
Passando esses dias de Carnaval aqui em BICAS, resolvi compartilhar essa foto recente da cidade. Para vocês verem como é e sempre foi tão bonitinha... Afinal qual de vocês, que visita esse blog, não tem algum tipo de laço de sangue, afetivo ou histórico com esse cantinho de ZONA DA MATA? Abraços! FONTE: AMARILDO MAYRINK
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
INVERNO EM PEYRIGNAC
Bom dia! Para nos refrescarmos um pouco nesse nosso verão brasileiro, que tal dar uma olhadinha no jardim de nossa prima NICOLE, bem nesse momento? Você gosta? É bonito mas... eu não sei não... O frio ainda me apavora. Acho que nossos bisavós fizeram uma boa escolha em nos permitir viver aqui, mais "perto do sol e do mar"... Eu gostaria de ver, tocar, cheirar e brincar na neve. Por alguns minutos. Só para experimentar. E depois dizer adeus rapidinho... Interessante é que essa mesma paisagem, quando é verão no PÉRIGORD, é tão semelhante à nossa!!! Calor de 35°... céu completamente azul... Delícia, enfim! E estupendamente lindo! Prefiro rever o PÉRIGORD assim. Deixemos a neve só para as fotos... Abraços! FONTE: NICOLE DOUSSEAU Le CANNE.
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