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terça-feira, 26 de maio de 2015

PAUILLAC

    Bom dia! 
    Mais uma vez venho trazer para vocês uma foto. Uma foto antiga. E, da mesma forma que fiz em minha última postagem desta página, devo esclarecer o porque de não havê-la publicado na página de "Fotos Antigas". Vejamos. Todas as fotos publicadas naquela página são, sem dúvida, importantes para nossa história familiar, de uma forma ou de outra. Entretanto, algumas são IMPRESCINDÍVEIS para uma melhor compreensão dessa mesma história. Existem muitos "o que de fato aconteceu" que devem ser esclarecidos. Embora devamos ter em mente que, infelizmente, muita coisa se perdeu de fato para sempre, quem vai impedir o pesquisador apaixonado de continuar procurando? Buscando incansávelmente? E foi nessa busca que me deparei com a foto abaixo.
          No que se refere ao CAMINHO EXATO percorrido por nossos bisavós, desde sua casa no Périgord até a Fazenda Monte Cristo, muitas dúvidas ainda existem. Porque todos os caminhos não são mais como eram. 
          Os ramais das vias férreas são os mais complicados de determinar de forma definitiva. Tanto no Brasil quanto na França. Nossa amiga querida Pascale Lagauterie já havia comentado sobre o porto chamado Pauillac, que citei de passagem em nosso livro, na legenda da foto do porto de Bordeaux. 
          Navegando agora pela internet (como o mundo mudou, não é mesmo?? ) encontrei enfim uma foto antiga do dito porto de Pauillac. E a surpresa: um ramal de trem ia até ele. Ora, Pauillac não é Bordeaux,  mas sim uma cidadezinha próxima. A pergunta que fica é a mesma que tenho sobre o Rio. Eles foram de trem direto do Périgord para Pauillac sem sequer passar por Bordeaux e lá se hospedaram enquanto esperavam a liberação do navio Orenoque? Esse trem levava passageiros ou somente carga? Ou foram para Bordeaux e lá fizeram uma baldeação, na gare Saint Jean? 


Pauillac: porto e gare.  Fonte:  myweb.tiscali,co.uk

          Porque essas perguntas? Porque parece que nossa primeira hipótese (aquela que foi publicada) não é válida. Não haveria cais para grandes navios em Bordeaux, estando seu porto localizado num "braço de mar"...
        Enfim, apreciem a foto. Quem sabe esse também foi cenário importantíssimo na vida de nossos bisavós? Deixemos a imaginação viajar... 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Enfim, ele "nasceu"! E quero muito compartilhá-lo com todos vocês.

           Chama-se "DOUSSEU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ".




                                                                              







           Vá escutando essa música, cantada na "languedoc", ou "occitane", que era falada por nossos bisavós. E, enquanto escuta, vamos falar só um pouquinho de nosso livro, publicado  recentemente pela Editora Usina de Letras:

          "Uma saga que engloba não apenas uma família específica de imigrantes, os DOUSSEAU, mas também um momento particularíssimo da história franco-brasileira, ainda que restrita à grandeza infinita da vida de um grande número de famílias vindas da mesma região (Périgord ou Dordogne) e estabelecidos na Zona da Mata Mineira, com passagem intrigante pelo Vale do Paraíba.
            Essa história tocará particularmente a região que inclui as cidades de Bicas, Maripá de Minas, Rochedo de Minas, Guarará, Argirita. Mas também localidades como Taruaçú, Carlos Alves e o povoado dos Machados.
            E a tocará pelo coração. Coração que acompanha o ritmo do homem buscando terra, pouso e sustento. Coração que pulsa mais forte sob os apitos da maria-fumaça e o extenso verde dos cafezais que um dia fizeram da região um "Recanto dos Barões". Trazendo, quem sabe, de volta à vida, pelo resgate histórico, as "cidades mortas" de Monteiro Lobato".

           SEJAM TODOS BEM VINDOS!