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sábado, 15 de junho de 2024

OBRAS DE INTERESSE RECÉM SAÍDAS DO FORNO!!! 15-06-2024

         Amigos leitores!

        Sei que venho me tornando "persona rara" por aqui mas, às  vezes, me surgem coisas tão bonitas e bem feitas que não posso me furtar à "comparecer nesse nosso território virtual. 

        Estive em Bicas recentemente, como sempre aliás, e voltei com esses presentes na bagagem. Um deles está disponível para todos vocês. Vejam só:

https://www.youtube.com/watch?v=CaMV60DdYVQ&t=1s

        

       É um vídeo bastante extenso e minucioso, daqueles que são prato cheio para os apaixonados por história. Particularmente os que forem mineiros da Zona da Mata. E, acreditem: é apenas o primeiro de uma série de outros já programados e esperados. De minha parte, aguardo ansiosa. Todos os créditos do vídeo em questão estão devidamente divulgados no próprio, mas como me furtar de aplaudir de pé o historiador Rodrigo que, incansavelmente, vem tornando acessível e salva do esquecimento a história de seu pequeno pedaço de chão? Estivemos juntos recentemente e é impossível não vibrarmos conjuntamente pelo já feito, visualizarmos o muito por ainda a se fazer e lamentar pelo que não alcançamos salvar e já está  perdido  para sempre. Para temperar, a presença de meu irmão Amarildo, profundo conhecedor da história da ferrovia, berço perdido e alma de toda a região. 

      Assistam ao vídeo... e nenhuma palavra mais será necessária por aqui. E por enquanto...

     Para coroar a "fartura da colheita", RODRIGO  também nos presenteou  com essa delícia:


                                                                       


        

          Nessa obra, didaticamente apresentados no tempo, os principais eventos histórico-sociais de GUARARÁ. Certamente excelente subsídio para as escolas da cidade e de toda a região.

Até recentemente ainda havia exemplares disponíveis com ele, pessoalmente... e  gratuitamente.  Parabéns a todos os envolvidos nas duas produções aqui citadas. 

                                                        E que prossigamos!!!!


                  


quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRECIOSIDADE NO CAMPO DA PESQUISA GENEALÓGICA!

               


                                                                        




         Queridos leitores, 

         Há muitos meses chegou-me às mãos aquele que considero um dos trabalhos de genealogia mais completos que eu pude encontrar, depois de tantos anos de pesquisa. Acompanhei a "gestação" do mesmo praticamente desde o momento da "fecundação" e posso garantir: foram muitos pares de mãos-irmãs incansáveis que deram à luz esse rebento.

         Com três delas tive contato e, podemos dizer sem medo de errar, criamos inclusive laços de amizade, mesmo considerando as impossibilidades ocasionadas pela distância geográfica entre nós. Embora outros irmãos mereçam ser citados nesses créditos, venho aqui mais especificamente por aquelas com as quais  tive e ainda tenho o prazer de uma amizade tão "antiga" e tão peculiar: Lalá, Fafau e Gracinha. Para vocês, só posso dizer: PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!! Que preciosidade vocês pariram! Quanta paciência e dedicação! Quanto de si precisaram doar, em todos os sentidos! Mas estou certa agora, mais ainda do que sempre estive: VALEU A PENA! Todas as gerações vindouras de MOUTY, BONIMOND, PAVEL  e tantos e tantos e tantos  agradecerão o imenso trabalho que realizaram.  Sinto-me muito orgulhosa e agradecida de ter podido partilhar com vocês uma parte dessa jornada. 

        Vocês, leitores e companheiros genealógicos, poderão acessar a obra completa no link que deixarei no final dessa publicação. Por enquanto, falemos um pouco mais  dessa belezura de trabalho. 

        Chamarei as autoras de "as meninas", unicamente para minha comodidade. Até porque sei que vocês procurarão ler o livro (e dentro dele muitos livros) e conhecerão muitíssimo bem cada uma delas. 

        Sabemos todos, os "genealogistas" amadores ou não, o quanto é difícil esse tipo de "reconstrução histórica", devido à "cama de gato" que temos em relação aos nomes, desde os prenomes até os nomes de família: aportuguesados, trocados, repetidos por gerações ( às vezes com mais de um irmão com os mesmo prenome, creiam!), adulterados e escritos erradamente, mesmo em registros oficiais, tanto no Brasil quanto nos países de origem dos imigrantes. Isso tudo apenas como exemplo. Mas "as meninas" deram conta de esclarecer muito mais do que parecia possível, com um trabalho de verdadeiras detetives. 

       Por alguns momentos, essa busca nos fez caminhar juntas, literalmente, como numa breve viagem à Piraí e à maravilhosa e inesquecível Fazenda Bela Aliança e sua proprietária MARIA LUIZA LEÃO. Inesquecível e doce figura. E essa procura também trouxe as autoras à BICAS , minha cidade natal e arredores onde conviveram, por algumas passagens e tempo histórico, nossos bisavós.  Mas reconheçamos: o nosso foi apenas UM dos encontros inesquecíveis e mágicos trazidos por esse trabalho. Como para elas, é impossível para mim deixar de lembrar das muito queridas PASCALE, ISABEL, MAURICETTE e JEAN MARC, ALAN e tantos e tantos outros que foram "aplainando nossas veredas". Essa é mais uma ocasião de dizer: MUITO OBRIGADA! Tornamo-nos, todas, AMIGAS e , no que se refere à mim, só a distância física dificulta uma convivência maior. Enquanto isso, vão vivendo no meu coração.

        Na obra "das meninas", vocês podem encontrar uma riqueza de detalhes inigualável. Será um prato cheio, ou melhor, cheíssimo, para todos os pesquisadores futuros. Aqui, no corpo desse blog,  privilegiamos a imigração francesa. Nunca toquei nos meus antepassados prussianos, os Mayrink. Até porque é uma família já muito pesquisada e publicada. Não deve haver muito mais a se descobrir, embora eu prossiga lendo e guardando tudo à respeito dela. Mas "as meninas", numa só obra, atentaram, honraram e pesquisaram sobre todos os seus ramos familiares: franceses, portugueses, alemães. Tudo devidamente organizado de tal forma que você, leitor, não encontrará dificuldade alguma em encontrar o que quer ou ler apenas o que seja do seu interesse pessoal. 

       Além do mais, tudo está PERFEITAMENTE documentado e ilustrado. Descrição minuciosa dos "palcos" de cada grupo de imigrantes. Desde suas terras de origem até o "pouso final". Sim: fiquei e continuo de boca aberta. Comprovem, insisto.

       Para finalizar: sim, meninas. Conheci também a sensação de lembrança ao conhecer as "terras de França". Essas que vocês apresentaram tão minuciosamente ao longo de seus escritos. Só uma coisa não é possível documentar: os sentimentos inexprimíveis que  nos tomaram tantas e tantas vezes nesses anos de busca e encontros. E que fazem parte da  "obra Divina". 

       Despeço-me desse post com essas maravilhosas palavras  de GOETHE citadas por LALÁ:

"É FELIZ QUEM GOSTA DE LEMBRAR DE SEUS ANCESTRAIS; QUE FALA COM ALEGRIA DE SEUS FEITOS E DE SUA GRANDEZA E QUE, NO FINAL DA BONITA FILA VÊ COLOCADO, SILENCIOSAMENTE, O SEU PRÓPRIO NOME."


                                                               DESFRUTEM!

Em primeiro lugar, vocês devem visitar o blog abaixo, o mesmo da imagem que ilustra essa publicação.

          https://imigracaoegenealogia.blogspot.com  


Página aberta, vocês encontram facilmente  o link para download dos livros de sua preferência. Para nós, descendentes franceses, interessa mais especificamente os itens "OS FRANCESES NA FRANÇA" e "OS FRANCESES NO BRASIL". Querem ler todos os outros? Pois leiam, porque não terão motivos para se arrepender!


Atente para o fato de que existe mais de uma parte sobre os franceses.

Para melhor visualização, aconselho abrir em leitores de telas maiores. Fica um pouco mais difícil em celulares e leitores digitais, por exemplo. Mas nada é impossível e tudo vale a pena.


                                            



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

                                                                            




  Bom dia a todos!   

 

      Hoje, 23/02/2022, é um dia muito importante para mim e para todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da saga que é realizar uma pesquisa e conseguir publicá-la. Pesquisa amadora, sim. Não sou historiadora de formação. Mas que me exigiu anos e anos de trabalho, de viagens, de paciência, de gastos... E isso não só de minha parte, mas da parte também de tantos que estiveram comigo naquela caminhada, aos quais serei eternamente reconhecida. Hoje faz 10 anos que meu "filhote" caçula nasceu, depois de longa gestação. Para mim, é dia de festa!

      Tendo começado quase como que “por acaso” (se tal coisa existisse!), caí de amores pelos arquivos, bibliotecas, cartórios; pelo aprendizado de outra língua, o mergulho no mundo ainda novíssimo para mim da internet e das redes sociais, assim como a “cara de pau” de contatar e ser contatada por tantos quantos se interessavam pelo mesmo tema, num mundo totalmente inédito para mim. E pelos que não se interessam também. Como eu estava “possuída” por aquilo que tomei quase como que uma “missão”, acabei perdendo muito do meu excesso de escrúpulos e “partindo pra briga”: entrar onde não era chamada; perguntar a quem não conhecia; fuçar onde as portas não costumam ser propriamente franqueadas, etc .

     Jamais esquecerei o momento em que chegaram aqueles primeiros exemplares impressos, trazendo um jorro de alegria num momento particularmente turbulento de minha vida. Quanta felicidade! Depois, o inenarrável prazer de ofertá-los aos principais colaboradores, amigos e parentes, a maior parte deles partícipes da história que ele continha.

     Não “levei muita fé” que a pequena edição esgotaria tão rápido e, não muito tempo depois, vieram a segunda e a terceira, também em pequena tiragem. Isso porque, como ele trata de um tema bem específico, qual seja a imigração de meus bisavós e seus conterrâneos perigordinos para o Brasil, não achei que fosse despertar maiores interesses.

     Mas eis que, sim, outros se interessaram e a “grande família” desses imigrantes não era assim tão pequena quanto eu pensava, num primeiro momento. Além disso, distribuí muitos exemplares gratuitamente, tanto para todo um grupo de pessoas que estiveram e estão comigo até hoje nessa pesquisa que não acabará jamais, quanto para bibliotecas das cidades da região que acolheu esses imigrantes naquele final de século XIX.

     Ainda tenho exemplares e aí em cima da página desse blog você encontra todos os meios de me contatar, se quiser adquiri-lo.

     Para comemorar esses 10 anos, deixo as fotos de algumas das vezes em que “entreguei meu filhote” a alguém. Meu irmão Amarildo fez esse trabalho junto comigo.

      Muito obrigada a todos! Parabéns, “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”!!


                                                                     



                                                                                   


                    

                                                                                              





                                                                              


                                         

                                                                                   



                                                                                   



                                                                                  



                                                                                   



                                                                               



                                                                                         













     E para finalizar, minhas “madrinhas”. Sem elas, nenhum caminho teria se aberto. O caminho que me permitiu desenrolar a meada à partir de um fio, resgatando a história familiar perdida  de nossos Dousseau e ajudando a desenrolar a de outras tantas famílias:  Pascale, amiga e pesquisadora da França. Isabel, amiga e pesquisadora do Brasil. Meu eterno agradecimento a ambas. Sempre.




                       

      Para os que desejarem, ainda possuo exemplares, dessa que será certamente a última tiragem. Muito obrigada por me acompanharem até aqui. Um abraço a todos!

                                                                                


domingo, 20 de dezembro de 2020

INCÊNDIO NA FAZENDA DA GRAMA

 20-12-2020

Bom dia a todos!


          No dia 21 de Novembro, nesse ano de 2020 tão sofrido nós, os amantes da História em geral e de seu patrimônio, tivemos a notícia do triste incêndio na FAZENDA DA GRAMA, em RIO CLARO, município de fundamental importância no Ciclo do Café fluminense. Uma das joias do VALE DO PARAÍBA.

          Em razão de uma ligação de nossos franceses com a FAMÍLIA BREVES, especialmente na pessoa do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ DE SOUZA BREVES, sua história e suas possessões no VALE e também na ZONA DA MATA MINEIRA, houve um tempo em que mergulhei fundo na história dessa família como se minha fosse, o que vocês podem constatar tanto na leitura de nosso livro quanto passeando pelas páginas desse blog.

         Imediatamente após ler essa notícia, ainda nas primeiras horas da manhã, repassei-a para FABIO RODRIGUES, morador de MANGARATIBA e também amante da história da região, com a qual é ligado afetivamente desde a infância. Além disso, muito ligado à SECRETARIA DE CULTURA daquele município, demonstra em todas as suas ações e publicações um interesse genuíno pela preservação e defende um reconhecimento  mais concreto das ruínas do SACO DE MAGARATIBA e da SERRA DO PILOTO como essencialmente ligados à história de MANGARATIBA e  dos BREVES pelos arredores.  Aliás, podemos dizer que os BREVES SÃO a região. Inclusive nos quilombos que ainda existem por lá, resistindo com muita coragem encontramos, de certa forma, o lado nada glamoroso e igualmente importante da opulência dos nossos Barões. Um "rescaldo humano", digamos assim,  para o qual ainda não se voltaram com vontade os olhos do poder público e dos amantes da mais genuína cultura popular, que precisa ser resgatada e valorizada em suas raízes. Ao menos assim percebe meu imaginário de historiadora amadora. 

         As fotos a seguir foram tomadas por ele, praticamente em seguida ao incêndio. As palavras que as seguem também lhe pertencem.






     Neste último fim de semana o casarão colonial de dois andares, sede da Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, erguido pelo Comendador Joaquim José de Souza Breves, o maior escravagista e produtor de café brasileiro, foi incendiado. Neste imóvel do Século XIX, Patrimônio Histórico-Cultural da nossa região praticamente abandonado pelo poder público, foram discutidos assuntos de interesse dos senhores imperiais e costurados acordos políticos de todo o sul fluminense e do Brasil. Parte importante da nossa História se vai com o incêndio! Nossa memória importa para não esquecermos alguns absurdos cometidos pelo ser humano! Preservem nossa cultura! Preservem nossa identidade!

No mesmo dia, algumas horas depois, no mesmo FACEBOOK, mais uma postagem muito esclarecedora sobre o evento em questão, por CLÁUDIO PRADO DE MELLO, replicada na página O PASSADO DO RIO no que se refere aos aspectos da teia de trâmites e questões que envolvem nossos patrimônios histórico-culturais. Vejamos:


A REALIDADE DA FAZENDA DA GRAMA , EM RIO CLARO, NESSA SEGUNDA, APÓS O INCÊNDIO DE SÁBADO-DOMINGO

Realizamos nesta segunda-feira (23), uma vistoria na Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, que foi atingida por um incêndio na noite do último sábado (21).
A equipe esteve no local para verificar a estrutura do casarão construído no século XIX, mas constatamos que o incêndio ainda tinha focos consumindo várias partes e chamamos os Bombeiros de Barra do Piraí e Volta Redonda, que chegaram ao local para combater os focos.
A Fazenda São Joaquim da Grama foi residência da família do comendador Joaquim José de Souza Breves, o "Rei do Café". O imóvel faz parte do inventário do Inepac, mas não foi tombado em 2007 quando os proprietários solicitaram o tombamento.
Porém, a igreja da Fazenda São Joaquim da Grama tem o seu tombamento definitivo (processo número E-03/1.800/89).
Em setembro de 2019 os proprietários tinham procurado o órgão para uma conversa sobre a restauração do casarão, mas essa conversa ainda não tinha evoluído quando foi eclipsada por esta tragédia.
Além da vistoria, também buscamos informações com a Polícia Civil, responsável pela investigação, para saber os motivos do incêndio e ouvimos moradores, políticos e representantes da comunidade.
O Inepac na atual gestão está fortalecendo as ações para a preservação do patrimônio histórico em todo o estado, principalmente no interior. Hoje contamos com a possibilidade de obter recursos via Lei do Incentivo Fiscal do ICMS e dessa forma temos levado essa possibilidade a muitos proprietários como forma de obter recursos para a restauração do seu bem tombado. Várias cidades já receberam visitas técnicas neste ano.
Para auxiliar nesse reforço, o órgão criou o Brigada do Patrimônio, um sistema voluntário e colaborativo que tem recebido diversas denúncias através do número (21) 98913-1561, que também possui o serviço de WhatsApp e funciona 24 horas por dia.


Enfim, queridos leitores, falar sobre o abandono de nosso patrimônio histórico-cultural é praticamente "malhar em ferro frio", como bem o sabemos. Mas o que seria do ainda resta, não fosse a existência de "trazedores à luz"? Bem aventurados todos eles!

PS: A postagem de Cláudio Prado de Melo vem acompanhada de fotos na referida página no Facebook. Convido o leitor a segui-la, pois é um passeio normalmente muito agradável.

Obrigada por sua visita e volte sempre!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

FELIZ ANIVERSÁRIO GUARARÁ!!

 

                                                                 




Bom dia!

      Embora com alguns dias de atraso, venho compartilhar com vocês uma postagem de "GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO", que você pode encontrar no FACEBOOK e  na qual RODRIGO, seu dedicado administrador descreve, com seus conhecimentos, mas também pelo seu amor pela terrinha, os motivos pelos quais devemos comemorar seus 130 anos de história. Mais abaixocompartilho algumas fotos com você. Mas quer encontrar mais, muito mais? Siga a página GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO no Facebook e tão bem cuidada por RODRIGO ou passeie aqui mesmo nesse blog, através das páginas de "Fotos Antigas" e de "Documentos Antigos. PARABÉNS, GUARARÁ!


"Neste festivo 05/12/2020 o Município de Guarará completa seus 130 anos de emancipação política e administrativa. Desde sua fundação oficial, em 1828, e a partir daí construindo seu caminho entre vales, montanhas, matas fechadas, riachos e ribeirões foi se desenvolvendo. O recém criado curato do Espírito Santo vira seu povoamento expandir conforme se avançavam os anos e décadas seguintes, até a data de 05/12/1890, quando se realizou o anseio de seus habitantes de terem uma vida própria e independente.
O desbravamento dessas terras quase inabitadas foi lento durante as primeiras décadas de povoamento. Trilhos estreitos entre a vegetação densa e pequenas pontes improvisadas com troncos de árvores para o trânsito de pessoas e tropas foram aos poucos se consolidando como caminhos que levariam ao estabelecimento dos primeiros colonos e suas famílias. Com o passar do tempo, esses precários trilhos e pontes foram cedendo lugar a novas rotas, com uma melhor estrutura, e dessa forma criando novos trajetos para o deslocamento de pessoas e tropeiros, por diversos pontos das terras do Distrito do Espírito Santo, inclusive rumo a outros destinos da região. Assim, o progresso foi chegando e fazendo morada nas terras consagradas ao Divino Espírito Santo que futuramente receberia o nome de Guarará, por sugestão do 2º Barão de Catas Altas, depois da emancipação.
Após 1890, novos sonhos e perspectivas alimentavam a vida dos antigos moradores e dos novos cidadãos que chegavam de diversas partes de Minas Gerais e da região Sudeste. O período pós-emancipação também coincide com a chegada em maior número de imigrantes vindos da Europa: portugueses, espanhóis, franceses, alemães e em especial, os italianos. Posteriormente, imigrantes sírios, libaneses e turcos vieram se estabelecer em nossas terras. Toda essa diversidade étnica produziu um excepcional caldeirão cultural em nosso Guarará e região, deixando marcas positivas até o momento atual.
Com o tempo, muitos deixaram essa terrinha e foram atrás de seus sonhos em outros lugares da região e do país. Os espaços urbanos e rurais, antes agitados com o êxodo, foram abrindo caminho ao cenário de tranquilidade e nostalgia, que passou a se fazer presente em suas terras doravante.
Essa é a realidade histórica de nossa cidade, com sua gente simples que encontramos numa esquina após a outra. As décadas passaram e nesses 130 anos de emancipação vivenciamos nossas histórias e memórias recortadas por uma paisagem de vales e montanhas (mesmo com pouca vegetação de mata original), regados a muito amor, carinho, respeito, dedicação e admiração por essa Terra hospitaleira que acolheu e continua acolhendo seus filhos naturais e adotivos.
Parabéns, Guarará, pelos seus 130 anos de emancipação em 05/12/2020!" .





Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.

Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



GUARARÁ ANTES DE 1909. Fonte: GUARARÁ HISTÓRIA E CULTURA




ANTIGA IGREJA DO ROSÁRIO. Fonte:  guararahistoria.blogspot.com.br



 ANTIGA CÂMARA MUNICIPALl- 1917.  Fonte: - FRANCISCO OLIVEIRA em GUARARÁ HISTÓRIA E CULTURA.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O CULTIVO DO CAFÉ NA FLORESTA DA TIJUCA

    

                                                                         

No topo, a mata. Nas encostas, o café. (Foto: Divulgação/ Stanley, Owen)



     Bom dia! 

     Tive recentemente contato com uma publicação da BBC NEWS BRASIL que muito me interessou. Trata-se do "'passado cafeicultor", de nossa FLORESTA DA TIJUCA. Passado esse sobre o qual muito pouco se fala. 

     O que nos interessa, sobremaneira, é a questão do plantio de café na FLORESTA DA TIJUCA. Ao menos uma das famílias dos imigrantes franceses do ORENOQUE, após deixar a FAZENDA MONTE CRISTO, em MARIPÁ DE MINAS, logo após o "episódio da estação de BICAS" envolvendo FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT e já relatado em nosso livro e aqui nesse blog, foi realocada pelo CONSULADO FRANCÊS em "uma fazenda do RIO DE JANEIRO "de cujo alto se podia ver uma boa parte da cidade e o mar". Conhecemos esses relatos por correspondências desses imigrantes com sua família na FRANÇA e que PASCALE LAGAUTERIE teve oportunidade de conhecer, em suas pesquisas. Não consigo imaginar outro lugar que não seja esse: a FLORESTA DA TIJUCA. 

     Levei muito tempo para entender e até para compreender e acreditar nesse relato dos imigrantes porque, naquela ocasião, ainda desconhecia os importantes fatos históricos relacionados à FLORESTA DA TIJUCA e ao CICLO DO CAFÉ.  Mas essa excelente publicação, cujo link deixo agora para vocês, só nos enriquece, esclarece... e nos deixa boquiabertos. Vamos?

  Eis a direção: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49530574?fbclid=IwAR0DpfIu8chn--FNpb2VYfr3mBHK4FwdMChXAOJ8kLkfBoKHqBmtRGZczUM


  Espero que tenham gostado dessa viagem de conhecimento, através do tempo. De nossa história. 



                                               

sábado, 5 de outubro de 2019

05 de Outubro de 2019.

                             PHARMÁCIA IMPERIAL

Bom dia, queridos leitores! Faz um tempinho, não?

       Em compensação, vim trazer uma lembrança que me é muito  cara, do tempo em que, em função de minhas pesquisas, fiz várias viagens à BANANAL e redondezas: ARAPEÍ, SÃO JOSÉ DO BARREIRO... Sempre seguindo a "rota dos imigrantes" do VILLE DE BUENOS AYRES e do NÍGER, que inclui PIRAÍ, BARRA DO PIRAÍ e todos os municípios limítrofes destes, que em outros tempos formavam um todo um tantão maior.
       Nessas encantadoras e mágicas viagens, tive contato com maravilhas que, com  justiça, fazem dessas cidades um destino turístico merecedor de toda nossa atenção. Principalmente se somos amantes de História. Aquelas visitas:
- à FAZENDA BELA ALIANÇA, entre VARGEM ALEGRE (para onde foram nossa SUZANNA, com apenas 3 aninhos e seus pais, após desembarcarem no RIO DE JANEIRO, vindos da DORDOGNE (ou Périgord) e PIRAÍ. Sua inesquecível proprietária MARIA LUIZA LEÃO e seu dedicado e solícito caseiro ÍRIO. A magia que vinha de cada centímetro daquelas construções e daquelas terras... São memórias que ficam guardadas no fundinho do coração e que poucas palavras podem descrever.
        A FAZENDA DOS COQUEIROS, em BANANAL, maravilhosamente bem conservada e "encharcada" do carinho acolhedor de seus proprietários BETH BRUM, seu esposo (in memoriam) e sua filha TATIANA. Para nós importante como fonte de pesquisa, porque, durante um tempo, no tempo de nossos bisavós e desde antes ainda, foi propriedade do BARÃO CÂNDIDO RIBEIRO BARBOSA, também proprietário da FAZENDA RIALTO, o foco de nosso interesse. Em RIALTO e por RIALTO grandes tragédias e dramas acometeram os imigrantes vindos no NÍGER. Sobre isso PASCALE LAGAUTERIE nos prepara um livro baseado em profunda pesquisa, pelo qual espero ansiosa. Hoje, por lá, só encontrei traços da família CHEMINAND, embora essa, originariamente, tenha vindo para a FAZENDA MONTE CRISTO, em MARIPÁ DE MINAS. Aliás, a FAZENDA MONTE CRISTO é a "cereja do nosso bolo". Nossa história familiar se desenvolveu em muito à partir dela e das histórias que a envolvem.
        Por causa dessas duas fazendas em especial, BELLA ALIANÇA e RIALTO, o VALE DO PARAÍBA e, mais especificamente BANANAL, acabaram se tornando destino certo de muitas e muitas de minhas viagens de pesquisa.
        Mas pensam vocês que só andei por fazendas, museus, cemitérios e cartórios? Não! Não apenas. A pesquisa histórica exige que se converse com os "mais antigos" de cada lugar pesquisado. Seja onde for: nas praças, nos comércios, nas ruas, nas casas...
        E assim fui parar na PHARMÁCIA POPULAR, antiga PHARMÁCIA IMPERIAL. Que lugar! Que lugar! Naqueles anos em que frequentei assiduamente a cidade, entre 2006 e 2010, sempre me encantava cada recanto de BANANAL. Claro que olhava a pequena cidade com "lentes de aumento", digamos, em função de sua importância na história dos imigrantes perigordinos. E a PHARMÁCIA IMPERIAL, assunto da postagem de hoje, não precisava dessas lentes: ela saltava aos olhos, desde o momento que ultrapassássemos sua soleira. O senhor PLÍNIO GRAÇA, seu último proprietário (falecido em 2011), já idoso, nos recebia com prazer e atenção, se percebesse em nós "aquele sinal" de quem reconhece o valor da preservação. E ali, em sua farmácia... ops... não! "pharmácia" (Ph  merecidíssimo!) estávamos em um "museu vivo". Junto a pequena quantidade de medicamentos comercializáveis, o que podíamos ver ali era, provavelmente, o mesmo que viram nossos antepassados franceses em sua breve passagem pela região. Quase 100% intacto!
       Você poderá encontrar, numa rápida pesquisa pela internet, muito material sobre cada um desses lugares. Vale a pena fazê-lo. Colocarei alguns links no final dessa publicação para dar partida à sua curiosidade.
       Mas aqui, no nosso blog, venho trazer MINHAS fotos. Aquelas daquele tempo e que nunca antes havia publicado. Em memória de tudo  que me foi preciosíssimo. De pessoas que me foram preciosíssimas e principalmente, nesse caso, de um lugarzinho mágico  do qual tive  o prazer de respirar o ar: a PHARMÁCIA IMPERIAL! As outras fotos, mais ou menos antigas, foram garimpadas pela internet, duas delas numa publicação  que você pode ver entre os links que recomendo  abaixo, nessa publicação, para todos aqueles que desejam saber mais sobre os lugares citados acima. Vale a pena! Depois só fica faltando visitá-los. Ao vivo e em cores. Ao menos a FAZENDA DOS COQUEIROS tem um trabalho todo especial voltado para o atendimento dos interessados, sejam historiadores, turistas ou amantes da natureza. 
       Para vocês:










http://www.saopauloantiga.com.br/pharmacia-popular/

http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/13_bela-alianaa.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142005000200010




sábado, 18 de maio de 2019

PEDIDO DE IMIGRANTES FEITO POR FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT



     Bom dia, pessoal!        Desculpo-me de antemão pelo tempo que passei distante dessa "paixão genealógica", acompanhando a enfermidade de meu pai, JOSÉ CARLOS MAYRINK, que veio a falecer no dia 13 de Março último. Que ele tenha encontrado a paz e toda luz. 

       Voltando, então às nossas atividades, venho compartilhar com vocês o precioso documento que me foi enviado pelo responsável pela página do FACEBOOK intitulada "GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO". É um trabalho maravilhoso e louvável de salvar da total aniquilação documentos, publicações diversas e imagens relacionadas à esta pequena cidade de nossa ZONA DA MATA mineira, que teve muito grande importância para nossa região no Ciclo do Café. 

        As divisões administrativas mudaram muito no transcorrer dos anos, tanto anteriores quanto posteriores ao documento em questão. Como nessa época GUARARÁ era a sede da municipalidade, encontramos ali vários documentos relacionados aos franceses. E creio que ainda há muito a ser encontrado. 
         Infelizmente, por questões relativas à antiguidade e ao estado de conservação desses documentos, há grande dificuldade de digitalização e/ou fotografia que torne mais fácil a visualização dos mesmos. Devido à isso, o canto interno de cada página acaba perdido, porque ilegível.
         Fiz o meu melhor no que se refere à transcrição e creio que, embora com falhas, esse documento mantém sua importância primordial para quem se interessa pela história da região. Nesse documento, podemos ver um arrazoado sobre um pedido de imigrantes feito por FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT. Vamos à ele?

                                                      

                                             




Leopoldina, 2 de Setembro de 1894.

“Ilustríssimo” Senhor “Padre” Manoel José Corrêa M.D. Vice Presidente da Câmara de Guarará.

       Informei hoje o pedido de sete imigrantes que fez o senhor François Alibert e veio informado por Vossa Senhoria.
       Demorei essa informação porque há cerca de um mês e meio (...) viajando em serviço de imigração e também estava doente. Cientifico-vos que os interessados em que vinham da Europa (...) (...) devam avisar do lugar onde eles (...) ao senhor Giacomo “Cresta”, morador em Gênova, Piaza Fossestello número 6 o qual é o agente na Europa do contratante de imigração para Minas que é


                                           





o Sr. Giacomo M. de Viccuri et Filho , morador no Rio na rua 1º de Março, nº 32. Mas é melhor avisar o agente na Europa para dar providências para a vinda da família (...) (Rivoal¿).
         Os (...) de que Vossa Senhoria se serviu são apenas (...) para os fazendeiros e não (...) que (...) imigrantes. Quanto aos que pedem a vinda de seus parentes podem fazer o simples pedido em manuscrito com duplicata declarando que dão pronta colocação em tal parte, tal distrito e tal município. Sobre essa duplicata (...)Presidente da Câmara para que se saiba se se trata de pessoa idônea e se a colocação é garantida, assim como os mais dizeres do pedido, que pode ser dirigido ao (...) Presidente da Câmara  para (...).
         Aproveito a ocasião para vos declarar que estamos começando a recolocar imigrantes e embora eu lute ainda com grandes dificuldades que este serviço aliás complexo exige, muito desejo desenvolvê-lo no (...) (...) município onde penso que devia criar uma modesta hospedaria municipal, que auxiliada pelo Estado receba braços para cedê-los aos lavradores. Quando eu tiver criado 6 ou 7 dessas hospedarias pedirei ao Governo que me ceda de vez um navio de imigrantes, que irei localizando (...)



                                                                         



Hospedaria. Atualmente (...) consegui 10m² as hospedarias de Viçosa, Cataguases, São João Nepomuceno as quais não comportam mil a dois mil imigrantes será difícil que eu possa dispor de um navio de imigrantes e tem acontecido que vindo os imigrantes todos de um navio para a hospedaria Central, ali me tem sido impossível consegui-las e a ida dos fazendeiros à hospedaria Central acarreta aos (...) grandes  sacrifícios e eles não tem certeza de obter colonos, porque não fazem fogo uns aos outros, sujeitam-se a especulações de italianos já traquejados que especulam com os outros (...) (...).
          O Governo vai conceder (...) (...) imigrantes que há de vir diretamente do Rio para São João e aí deixam os que forem preciso e transportam os demais para Cataguases e Viçosa. Mas essa transferência é penosa porque é dificílima a separação de bagagens no Rio, e o verdadeiro

                                                  




será que (...) (...) entregues todos os imigrantes de um navio sendo a bagagem conferida aqui.
              (...) Vossa Senhoria o serviço de imigração é muito complicado e além dos desarrazoados portuários dos imigrantes “tem que” lutar com mil especuladores que os rodeiam, os pervertem ou (...) para que desta sorte obriguem os fazendeiros a pagar “corrupções” a tais especuladores. Por outro lado os fazendeiros, como sabeis, nunca tem iniciativa própria e se não se puser os colonos perto deles eles não os procurarão, sendo poucos os que vão com sacrifícios procurar braços nas hospedarias





(...) Desta sorte, as Câmaras Municipais, que não preocupam de aumentar suas vendas, não devem apesar do tempo e da evolução social lenta e incerta.As cidades só podem viver de indústrias que só os imigrantes podem desenvolver rapidamente; e os povoados que não se preocuparem de as criar, aumentando o (...) (...) serão suplantados pelos povoados próximos. Guarará (...) é uma prova e se não caminhar vigorosamente para a frente será suplantado por Bicas onde a indústria já existe e provoca maior aglomeração de homens e forças vivas.
         Longo seria enumerar as vantagens que as indústrias municipais trarão para os povoados onde elas se criarem. Núcleos de imigração, como São João Nepomuceno, Juiz de Fora e muitas colônias prósperas do Espírito Santo, para não falar nas do Rio Grande do Sul, São Paulo (...) trazem sempre acréscimo de intensidade na vida local, havendo logo um acréscimo rápido de renda que é a mola do progresso pois que sem dinheiro não há melhoramentos possíveis. A Câmara Municipal que despenda 6 a 8 contos com a imigração (e mais não é preciso) pode contar logo com um acréscimo de sua renda superior a 15 a 20 contos e o estado concorre com três dias de






alimentação para os colonos que estiverem em hospedarias municipais, pois é bem natural que a Comarca ... fazer economia com um serviço altamente ... por que a Comarca me ... de cada vez  100, 200 ou 400 colonos conforme os pedidos que obtiveram de seus lavradores ... nunca terá hospedaria cheia.
     Muito estimo que Vossa Senhoria fique de acordo comigo a este respeito, certo de que ... ... o serviço também  ... a propriedade ... lugar.
     E se vos for preciso uma conferência a esse respeito estarei ... ... ... e irei visitar Guarará logo que o serviço me dê uma folga. Apresento-vos os meus respeitos e me subscrevo com muita consideração.
                                                         ... ... ...
                         Nominato José de Souza Lima ...