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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRECIOSIDADE NO CAMPO DA PESQUISA GENEALÓGICA!

               


                                                                        




         Queridos leitores, 

         Há muitos meses chegou-me às mãos aquele que considero um dos trabalhos de genealogia mais completos que eu pude encontrar, depois de tantos anos de pesquisa. Acompanhei a "gestação" do mesmo praticamente desde o momento da "fecundação" e posso garantir: foram muitos pares de mãos-irmãs incansáveis que deram à luz esse rebento.

         Com três delas tive contato e, podemos dizer sem medo de errar, criamos inclusive laços de amizade, mesmo considerando as impossibilidades ocasionadas pela distância geográfica entre nós. Embora outros irmãos mereçam ser citados nesses créditos, venho aqui mais especificamente por aquelas com as quais  tive e ainda tenho o prazer de uma amizade tão "antiga" e tão peculiar: Lalá, Fafau e Gracinha. Para vocês, só posso dizer: PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!! Que preciosidade vocês pariram! Quanta paciência e dedicação! Quanto de si precisaram doar, em todos os sentidos! Mas estou certa agora, mais ainda do que sempre estive: VALEU A PENA! Todas as gerações vindouras de MOUTY, BONIMOND, PAVEL  e tantos e tantos e tantos  agradecerão o imenso trabalho que realizaram.  Sinto-me muito orgulhosa e agradecida de ter podido partilhar com vocês uma parte dessa jornada. 

        Vocês, leitores e companheiros genealógicos, poderão acessar a obra completa no link que deixarei no final dessa publicação. Por enquanto, falemos um pouco mais  dessa belezura de trabalho. 

        Chamarei as autoras de "as meninas", unicamente para minha comodidade. Até porque sei que vocês procurarão ler o livro (e dentro dele muitos livros) e conhecerão muitíssimo bem cada uma delas. 

        Sabemos todos, os "genealogistas" amadores ou não, o quanto é difícil esse tipo de "reconstrução histórica", devido à "cama de gato" que temos em relação aos nomes, desde os prenomes até os nomes de família: aportuguesados, trocados, repetidos por gerações ( às vezes com mais de um irmão com os mesmo prenome, creiam!), adulterados e escritos erradamente, mesmo em registros oficiais, tanto no Brasil quanto nos países de origem dos imigrantes. Isso tudo apenas como exemplo. Mas "as meninas" deram conta de esclarecer muito mais do que parecia possível, com um trabalho de verdadeiras detetives. 

       Por alguns momentos, essa busca nos fez caminhar juntas, literalmente, como numa breve viagem à Piraí e à maravilhosa e inesquecível Fazenda Bela Aliança e sua proprietária MARIA LUIZA LEÃO. Inesquecível e doce figura. E essa procura também trouxe as autoras à BICAS , minha cidade natal e arredores onde conviveram, por algumas passagens e tempo histórico, nossos bisavós.  Mas reconheçamos: o nosso foi apenas UM dos encontros inesquecíveis e mágicos trazidos por esse trabalho. Como para elas, é impossível para mim deixar de lembrar das muito queridas PASCALE, ISABEL, MAURICETTE e JEAN MARC, ALAN e tantos e tantos outros que foram "aplainando nossas veredas". Essa é mais uma ocasião de dizer: MUITO OBRIGADA! Tornamo-nos, todas, AMIGAS e , no que se refere à mim, só a distância física dificulta uma convivência maior. Enquanto isso, vão vivendo no meu coração.

        Na obra "das meninas", vocês podem encontrar uma riqueza de detalhes inigualável. Será um prato cheio, ou melhor, cheíssimo, para todos os pesquisadores futuros. Aqui, no corpo desse blog,  privilegiamos a imigração francesa. Nunca toquei nos meus antepassados prussianos, os Mayrink. Até porque é uma família já muito pesquisada e publicada. Não deve haver muito mais a se descobrir, embora eu prossiga lendo e guardando tudo à respeito dela. Mas "as meninas", numa só obra, atentaram, honraram e pesquisaram sobre todos os seus ramos familiares: franceses, portugueses, alemães. Tudo devidamente organizado de tal forma que você, leitor, não encontrará dificuldade alguma em encontrar o que quer ou ler apenas o que seja do seu interesse pessoal. 

       Além do mais, tudo está PERFEITAMENTE documentado e ilustrado. Descrição minuciosa dos "palcos" de cada grupo de imigrantes. Desde suas terras de origem até o "pouso final". Sim: fiquei e continuo de boca aberta. Comprovem, insisto.

       Para finalizar: sim, meninas. Conheci também a sensação de lembrança ao conhecer as "terras de França". Essas que vocês apresentaram tão minuciosamente ao longo de seus escritos. Só uma coisa não é possível documentar: os sentimentos inexprimíveis que  nos tomaram tantas e tantas vezes nesses anos de busca e encontros. E que fazem parte da  "obra Divina". 

       Despeço-me desse post com essas maravilhosas palavras  de GOETHE citadas por LALÁ:

"É FELIZ QUEM GOSTA DE LEMBRAR DE SEUS ANCESTRAIS; QUE FALA COM ALEGRIA DE SEUS FEITOS E DE SUA GRANDEZA E QUE, NO FINAL DA BONITA FILA VÊ COLOCADO, SILENCIOSAMENTE, O SEU PRÓPRIO NOME."


                                                               DESFRUTEM!

Em primeiro lugar, vocês devem visitar o blog abaixo, o mesmo da imagem que ilustra essa publicação.

          https://imigracaoegenealogia.blogspot.com  


Página aberta, vocês encontram facilmente  o link para download dos livros de sua preferência. Para nós, descendentes franceses, interessa mais especificamente os itens "OS FRANCESES NA FRANÇA" e "OS FRANCESES NO BRASIL". Querem ler todos os outros? Pois leiam, porque não terão motivos para se arrepender!


Atente para o fato de que existe mais de uma parte sobre os franceses.

Para melhor visualização, aconselho abrir em leitores de telas maiores. Fica um pouco mais difícil em celulares e leitores digitais, por exemplo. Mas nada é impossível e tudo vale a pena.


                                            



domingo, 7 de agosto de 2022

NOTA DE FALECIMENTO

                                                                            



              Comunicamos com pesar o falecimento de nosso primo WESLEY DOUSSEAU ALELUIA, no dia 06 de Agosto de 2022. 

              Wesley, apesar de nosso pouquíssimo contato pessoal, foi um dos primos mais colaborativos e interessados nos meu primeiros tempos de pesquisa sobre a história de nossa família. Não há como esquecer sua boa vontade e seu interesse.  Por tudo te deixo meu MUITO OBRIGADA.

              Fica também meu abraço para sua mãe, esposa, filha, irmão  e todos os familiares e muitíssimos amigos que ficam por aqui, aguardando o dia do verdadeiro encontro, que um dia haverá. 

              WESLEY era filho de ELENIR, neto de JOÃO e bisneto de ANNET E SUZANNA DOUSSEAU. 

              

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

                                                                            




  Bom dia a todos!   

 

      Hoje, 23/02/2022, é um dia muito importante para mim e para todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da saga que é realizar uma pesquisa e conseguir publicá-la. Pesquisa amadora, sim. Não sou historiadora de formação. Mas que me exigiu anos e anos de trabalho, de viagens, de paciência, de gastos... E isso não só de minha parte, mas da parte também de tantos que estiveram comigo naquela caminhada, aos quais serei eternamente reconhecida. Hoje faz 10 anos que meu "filhote" caçula nasceu, depois de longa gestação. Para mim, é dia de festa!

      Tendo começado quase como que “por acaso” (se tal coisa existisse!), caí de amores pelos arquivos, bibliotecas, cartórios; pelo aprendizado de outra língua, o mergulho no mundo ainda novíssimo para mim da internet e das redes sociais, assim como a “cara de pau” de contatar e ser contatada por tantos quantos se interessavam pelo mesmo tema, num mundo totalmente inédito para mim. E pelos que não se interessam também. Como eu estava “possuída” por aquilo que tomei quase como que uma “missão”, acabei perdendo muito do meu excesso de escrúpulos e “partindo pra briga”: entrar onde não era chamada; perguntar a quem não conhecia; fuçar onde as portas não costumam ser propriamente franqueadas, etc .

     Jamais esquecerei o momento em que chegaram aqueles primeiros exemplares impressos, trazendo um jorro de alegria num momento particularmente turbulento de minha vida. Quanta felicidade! Depois, o inenarrável prazer de ofertá-los aos principais colaboradores, amigos e parentes, a maior parte deles partícipes da história que ele continha.

     Não “levei muita fé” que a pequena edição esgotaria tão rápido e, não muito tempo depois, vieram a segunda e a terceira, também em pequena tiragem. Isso porque, como ele trata de um tema bem específico, qual seja a imigração de meus bisavós e seus conterrâneos perigordinos para o Brasil, não achei que fosse despertar maiores interesses.

     Mas eis que, sim, outros se interessaram e a “grande família” desses imigrantes não era assim tão pequena quanto eu pensava, num primeiro momento. Além disso, distribuí muitos exemplares gratuitamente, tanto para todo um grupo de pessoas que estiveram e estão comigo até hoje nessa pesquisa que não acabará jamais, quanto para bibliotecas das cidades da região que acolheu esses imigrantes naquele final de século XIX.

     Ainda tenho exemplares e aí em cima da página desse blog você encontra todos os meios de me contatar, se quiser adquiri-lo.

     Para comemorar esses 10 anos, deixo as fotos de algumas das vezes em que “entreguei meu filhote” a alguém. Meu irmão Amarildo fez esse trabalho junto comigo.

      Muito obrigada a todos! Parabéns, “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”!!


                                                                     



                                                                                   


                    

                                                                                              





                                                                              


                                         

                                                                                   



                                                                                   



                                                                                  



                                                                                   



                                                                               



                                                                                         













     E para finalizar, minhas “madrinhas”. Sem elas, nenhum caminho teria se aberto. O caminho que me permitiu desenrolar a meada à partir de um fio, resgatando a história familiar perdida  de nossos Dousseau e ajudando a desenrolar a de outras tantas famílias:  Pascale, amiga e pesquisadora da França. Isabel, amiga e pesquisadora do Brasil. Meu eterno agradecimento a ambas. Sempre.




                       

      Para os que desejarem, ainda possuo exemplares, dessa que será certamente a última tiragem. Muito obrigada por me acompanharem até aqui. Um abraço a todos!

                                                                                


terça-feira, 23 de junho de 2020

MANDRAL DE VARGINHA

     A família MANDRAL, de SUZANNA, esposa de ANNET DOUSSEAU, sempre foi muito difícil de pesquisar. Desde o começo, pouquíssimas informações. Não fosse por JOSÉ FERREIRA MANDRAL, ao qual tive o prazer de conhecer numa manhã em seu apartamento, em LARANJEIRAS e de cujo rumo e existência tomei ciência pela querida e sempre bem disposta "Eny do Maninho", saberia ainda menos do que sei.  Infelizmente, essa foi a única vez que o vi. Ele já tinha mais de 90 anos naquela ocasião e eu morava em outra cidade. Depois desse dia falamo-nos algumas vezes por telefone e ele tomou assim ciência de que "nosso livro" estava sendo enfim publicado e lhe seria enviado. Suas palavras foram: "Você fez! De verdade!". Infelizmente, embora alguém tenha recebido o exemplar que lhe foi enviado, não foi ele. Faleceu antes disso, infelizmente.
     Em nossa conversa soube que ele teve dois filhos homens e que tinha netos que residiam em Varginha, Minas Gerais. Fotos de todos eles enfeitavam sua sala. Nunca consegui contatar nenhum deles.
     Recentemente, em mais uma de minhas infindáveis buscas pelo Google, acabei encontrando a notícia abaixo. Achei por bem republicar, porque, depois do senhor Elias, outro ramo surpreendentemente desconhecido de MANDRAL , do sul do Brasil, nos encontrou por esse blog. Então creio que continua sendo aqui o local apropriado para colecionar as memórias de família. Mesmo daquela parte que nem sequer chegamos a conhecer.
    Apenas para lembrar: os MANDRAL que chegaram ao BRASIL em 1888 foram o casal  JEAN MANDRAL e MARIE DELPÉRIER MANDRAL. Esse casal trazia uma filha, SUZANNA, que vem a ser minha bisavó. No BRASIL, JEAN e MARIE tiveram mais dois filhos: ELIAS E MARTA. ELIAS, pai do senhor JOSÉ, deve ter nascido logo após a chegada dos pais ao BRASIL. Ainda não nos foi possível precisar quando (1888? 1889?) nem onde (FAZENDA BOTAFOGO? FAZENDA BELA ALIANÇA? Ambas no VALE DO PARAÍBA). Segundo senhor JOSÉ, seu pai teria morrido com aproximadamente 60 anos. Também não temos ciência de data e/ou local exatos. ELIAS teve cinco filhos, dois homens e 3 mulheres. Um dos homens teve paradeiro desconhecido pelo senhor JOSÉ. E o próprio senhor JOSÉ saiu cedo da região de MACHADOS/BICAS/SÃO JOÃO NEPOMUCENO, para o serviço militar e nunca mais voltou.
    Sobre sua vida depois disso, não entrou em detalhes e nem tempo houve para isso. Segundo minha mãe, minha avó ainda tinha algum contato com essas primas e primos MANDRAL enquanto viva. Ao menos num primeiro momento.
    Tempos atrás, através desse blog, fui encontrada pelos MANDRAL do Sul, todos descendentes de MARTA que, ao contrário das truncadas histórias contadas, não só teve filhos, como mais de um, de sobrenome BARBOSA. Como foi maravilhoso encontrá-los!
    Sendo assim, por eles e para eles e por todos nós, achei por bem publicar aqui a notícia encontrada, referente a um dos netos (ou bisneto?) de JOSÉ FERREIRA MANDRAL. Portanto, com ele compartilhamos as raízes que nos alimentaram. A notícia é triste e espero, publicando-a aqui, não causar nenhum constrangimento, mas sim honrar e deixar registrada a memória de uma existência. No mínimo ajudará um familiar que, no futuro, deseje continuar esse trabalho de resgate que iniciei.
   Deixo aqui meu abraço à(s) família(s) MANDRAL de VARGINHA. Fraternalmente.


Fonte: blogdomadeira.com.br

Fonte: Varginha on-line

 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ANNET DOUSSEAU e SUZANNA MANDRAL DOUSSEAU

              Queridos leitores,

              Recentemente, numa visita familiar à Itatiba, SP, para rever nossa tia SUZANA (ZANITA) depois de muitos e muitos anos, tive a enorme emoção de encontrar em casa de JUNINHO, um de meus primos, preservado com todo cuidado possível, o  álbum de fotos de meus avós MERITA e EVARISTO, que tanto me encantou em minhas férias de infância e  que eu julgava desaparecido. Durante todo os anos de pesquisa até a publicação de nosso livro, lamentava não tê-lo mais sob meus olhos adultos, que agora saberiam tirar proveito e registrar para sempre as histórias contidas naquelas preciosas imagens. 
             Imediatamente fotografei cada uma da maioria delas, dando graças a Deus por haver recentemente trocado de celular, tendo eu, agora, uma câmera de melhor qualidade. Algumas delas, sem a saudosa presença de minha avó, não puderam mais ser identificadas com certeza, apesar da excelente memória de tia Zanita. Nos últimos dias, com a ajuda de minha mãe LYDIA, minha tia SERRATE e algumas de suas primas, pudemos identificar todas, que vou pouco a pouco apresentar aqui para vocês, na página de "FOTOS ANTIGAS". Mas, para abrir esse trabalho com chave de ouro, deixo aqui para todos vocês, em lugar de honra e destaque, mais uma foto de meus bisavós ANNET e SUZANNA. Ela estava um tantinho danificada, mas meu irmão AMARILDO fez a gentileza de restaurá-la para nós. Nossa querida amiga PASCALE LAGAUTERIE indagou-me sobre a data provável dessa foto. Num primeiro momento, achei que fosse no mesmo dia das duas únicas que eu tinha antes dessa. Depois, observando melhor, alguns detalhes, observei que pode haver, sim, alguns anos de diferença entre elas. Provavelmente não teremos como esclarecer isso de forma definitiva. Fiquem atentos nos próximos dias. Temos muitas ainda para compartilhar por aqui.  Então... ei-la!






quinta-feira, 9 de agosto de 2018

ANNET DOUSSEAU COMERCIANTE?

Alô, pessoal! 
      Na última semana chegou-me às mãos, através de meu irmão AMARILDO, que por sua vez os recebeu do administrador da página www.facebook.com/guarara.patrimoniohistorico.7,
documentos MUITO importantes para nós, descendentes DOUSSEAU. 
      Como sabem todos aqueles que já tiveram oportunidade de ler nosso livro, o período imediatamente posterior ao casamento de ANNET e SUZANNA é uma incógnita. Sabemos que adquiriram a FAZENDA DAS ARARAS, nos MACHADOS, de JULES MOUTY alguns anos depois do seu matrimônio e, devido à isso, pensei que talvez tivessem migrado direto da posição de empregados para a de proprietários de terra.
      Como vêm provar os documentos encontrados, ANNET até que tentou um outro caminho, mas desistiu antes de efetivamente percorrê-lo. Sabemos que sua irmã, MARIE (MARIÁ) DOUSSEAU GUILHERMINO foi comerciante em MARIPÁ DE MINAS. Minha avó MERITA também tinha sua "veia" de comércio e chegou, junto com seu marido EVARISTO, a ter um armazém na "parte alta" de BICAS. 

       Agora sabemos que ANNET também pensou nesse caminho, que o poderia ter levado à uma mudança de rumo em relação ao anteriormente percorrido por todos os seus antepassados agricultores no PÉRIGORD e depois no BRASIL. ANNET vislumbrou uma vida de comerciante, mas não chegou a realizar esse intento. Aqui estão os documentos que o mostram e comprovam. Quem sabe ainda quanto ainda temos a desvendar? Porque para isso, para nos ajudar nessa viagem, temos sempre pessoas abnegadas e tão interessadas quanto nós na recomposição de nossa história, como a página acima citada, que você não pode deixar de visitar.
      Agradeço sinceramente aos responsáveis por ela, esperando sempre poder contar com tanta consideração como essa que fez chegar ao meu irmão documentos para nós de tamanha importância. Espero que aqui também, no meu blog, vocês possam dispor de tudo que possa ser de seu interesse, afinal, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT, dentre todos os imigrantes franceses que passaram por nosso pequeno pedaço de ZONA DA MATA, teve importante participação nos destinos de GUARARÁ. 
      Desfrutem, então, leitores. Encante-se, família DOUSSEAU!



                                              
                                                      

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

MAPAS ANTIGOS!

Bom dia a todos!

      Trago hoje para vocês dois mapas antigos que muito nos interessam. Ambos são de 1939, isto é, muito posterior ao tempo que mais diretamente nos diz respeito, qual seja o final do século XIX e o começo do XX. Mas, é claro, são excelentes de qualquer forma. Afinal, neles, podemos ter uma noção bem clara da localização de dois lugares que nos são caríssimos: a FAZENDA MONTE CRISTO e a FAZENDA DOS MACHADOS. 
       Esses mapas, oriundos do ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, me foram enviados muito gentilmente por JOÃO FRANCISCO CARVALHO e trabalhados com toda boa vontade por meu irmão AMARILDO MAYRINK, para que nos fosse possível visualizá-los  com o máximo possível de clareza. 
       As imagens foram organizadas num crescendo em direção à melhor visualização dos detalhes que nos interessam. Clicando na imagem, você poderá visualizá-la minuciosamente.

      Vejamos, no primeiro, o mapa antigo de GUARARÁ, incluindo no caso MARIPÁ DE MINAS e arredores. Nele, você pode se situar, também, em relação às fazendas SANTA CLARA, SANTANNA e CACHOEIRA, entre outras.


                                                 



                                                       









E agora, na segunda série, temos o mapa antigo de BICAS e arredores, incluindo a FAZENDA DOS MACHADOS que, como é possível observar, pertence ao município de SÃO JOÃO NEPOMUCENO, embora bem na divisa com BICAS.















quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

    Bom dia! Continuando com as sempre excelentes contribuições de JOSÉ MARIA MACHADO RODRIGUES ao Jornal O MUNICÍPIO, trago mais esse trecho importante para nós (e continuação do anterior), publicado em 01/08/2017. E particularmente envaidecedor para mim. 



     "Com a palavra os que escrevem sobre Bicas 01/06/2017 O Município. Ensinam os compêndios de história que a ocupação da Zona da Mata se deu a partir da segunda década dos anos de 1800. Entre os anos de 1810 e 1820 teriam ocorrido, então, as primeiras concessões de sesmarias nestes sertões do leste mineiro, a chamada Zona Proibida. Assim, pode-se afirmar que nos dias atuais a Zona da Mata já ultrapassou a marca de dois séculos pós ocupação oficial de seu território. Tempo suficiente para que a preservação do patrimônio histórico e o resgate do seu passado assumam posição relevante. Parece fora de dúvida que o motor de partida que fez girar a máquina do desenvolvimento da Mata Mineira foi mesmo o que atende pelo nome de café. Um produto que manteve o primeiro posto da pauta de exportações do país durante muitos anos e, com as oportunidades por ele geradas, atraiu para as matas um bom número de capitalistas, levas de escravos, trabalhadores em geral e, mais tarde, os imigrantes europeus. E no rastro, atraiu também a estrada de ferro, terceiro dos elementos da tríade – café, escravo e ferrovia – apontada pelo Dr. Wander José Neder, um estudioso da história da região, como mãe da maioria das cidades da Zona da Mata. Como se vê, por si só um campo enorme para pesquisas. E dentro deste universo, uma cidade – BICAS – cuja origem e crescimento parece ajustar-se perfeitamente ao figurino da tríade acima citada. Estudar esta história, então, é uma necessidade. Contar com mais pessoas que realizem pesquisas e publiquem seus trabalhos é a esperança. Aumentar o número de peças que enriqueçam e complemente o desenrolar de toda a história do lugar, desde os tempos da mata virgem, seria a realização do sonho de colocar Bicas no lugar de destaque que a cidade merece. Hoje, apartando-se as que se referem às terras biquenses de forma genérica e no contexto da Zona da Mata ou mesmo do estado, sobra um número pequeno de obras – que muito bem se prestam ao fim que se propõem – que retraram aspectos do acontecido no entorno do rancho das bicas. São elas: – “Os Sertões de Leste”, um livro que segundo registro na apresentação da segunda edição foi lançado em 1988, de autoria de Celso Falabella de Figueiredo Castro. Uma excelente fonte de consulta para os que se interessam pelo assunto. Falabella, nascido em Mar de Espanha, realizou um bom trabalhado de pesquisa, focado na região. – O livro “Sertões do Rio Cágado” de 2002, os escritos sobre a imigração italiana e vários artigos publicados no Jornal O Município e a na Revista Communità, que fazem da obra deixada pelo professor Júlio Cezar Vanni um acervo de consulta obrigatória. – A talvez mais citada de todas as obras sobre Bicas. A que parece também ser a mais antiga dentre as dedicadas às terras das Taboas que é o “Recantos da Mata Mineira”, livro publicado em 1991 por Fued Farhat, que trata especificamente de Guarará, Bicas e Maripá de Minas. Uma obra bastante conhecida pelos que se interessam pela história destas cidades. – “Maripá de Minas e Região” de 2003 e “Cacos de História e Memória de Bicas”, de 2010, contribuições deste autor que tentam resgatar um pouco do passado destas terras. – “Um Olhar para o Passado” livro publicado em 2013 pelo Dr. Carlos Augusto Machado Veiga, que merece destaque especial. Grande conhecedor e um pesquisador atento, Dr. Carlos Augusto reúne memórias, fotos e fatos para contar parte significativa da história de Bicas. – “Eles por Ele”, de Rosália Mayrink Correa e Padre Cássio Barbosa de Castro, publicado em 2004, que é uma contribuição importante para o resgate da história por trazer para o presente a parte religiosa da predominantemente cristã população biquense. – “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”, de 2011, de Marly Mayrink, que oferece ao leitor um panorama dos tempos do café e dos imigrantes franceses que viveram na região de Bicas, Guarará e Maripá. – E, para finalizar, ainda na linha do valer-se da genealogia para contar a história do lugar, é importante citar os trabalhos “Família Barino”, publicado em 2010, e “Nicola Tempone”, de 2016, de Walter Ferreira da Cunha. Evidente que todas essas obras, e outras porventura ainda desconhecidas, são importantes e merecem aplausos. Mas ainda são insuficientes para contar toda a história das famílias e das fazendas da região das Taboas que, nos duzentos anos que se passaram, transformaram o que era mata virgem em infindáveis cafezais e, estes, em prósperas propriedades agroprecuarias e na Bicas dos dias atuais. E estão à espera de novas companhias. Com a palavra, então, os que gostam do assunto e podem registrar o que sabem sobre as suas famílias e as coisas da terra."

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

FAMÍLIA MANDRAL BARBOSA

Boa tarde a todos!

       Conforme prometido, hoje vamos falar de uma parte de nossa família da qual a existência nos era desconhecida. Até hoje me pergunto como isso pode ter ocorrido. Provavelmente ficaremos sem saber, visto que todos os contemporâneos de Martha e José já faleceram há tempos. Mas vamos tentar.
       Desde sempre e até a publicação da primeira e segunda tiragem  de nosso livro "DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ", a figura de MARTHA MANDRAL, irmã brasileira de SUZANNA, sempre foi bastante obscura. Pouco se informava sobre ela, quando do início de minhas pesquisas, em 2006, seja em BICAS, seja nos MACHADOS. As observações que eu tinham vinham apenas de minha mãe e se referiam, quando muito, a relatos minguados de minha avó. Os ditos relatos nos davam conta de uma moça bastante peculiar (a palavra 'perturbada' era utilizada na intenção de defini-la), coisa que o fato de nunca ter tido filhos de seu casamento tornou ainda mais evidente. 
        Dela tínhamos apenas o registro de nascimento, e presença na foto de família, de pé entre seu irmão ELIAS e sua mãe MARIE. Como a supúnhamos sem marido e sem filhos... história encerrada, sem maiores aprofundamentos.

                                                          
        Mas...
FAMÍLIA MANDRAL DOUSSEAU: da esquerda para a direita, em pé: ELIAS MANDRAL, MARTHA MANDRAL, MARIE DELPÉRIER MANDRAL e ANNET DOUSSEAU. Sentados: JOÃO DOUSSEAU, ALICE DOUSSEAU, MERITA DOUSSEAU, FRANCISCA GUILHERMINA DOUSSSEAU, MARIA DOUSSEAU, SUZANNA MANDRAL DOUSSEAU. No colo, MARGARIDA ou SEBASTIÃO DOUSSEAU. FONTE: ODETTE DOUSSEAU GUILHERMINO ROCHA e DÉBORAH DELAGE.
        Eis senão quando, há poucos meses, fui contactada quase que concomitantemente por ÂNGELA e RUTE BARBOSA, através do FACEBOOK. Numa pesquisa movida pelo mesmo "não sei que" que um dia moveu a mim e a tantos outros, ÂNGELA resolveu pesquisar pelo sobrenome de sua bisavó "francesa": MANDRAL. E assim foi que chegou a esse blog e puxou o "fio da meada" de tudo que viria a seguir. 
        Devemos ressaltar que essas descendentes vivem muito longe de MINAS e dos MACHADOS, mais especificamente, nos estados do PARANÁ e de SÃO PAULO e não tinham basicamente nenhum conhecimento sobre seus ancestrais. Utilizando dos contatos disponibilizados nesse blog, me encontraram. E começamos esse "caminho paralelo" de pesquisa, que nos descortinou uma família inteira que estava perdida para nós.

                                                     
MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: ÂNGELA BARBOSA 


REGISTRO DE CASAMENTO DE MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA.


                                                      
REGISTRO DE ÓBITO DE MARTHA MANDRAL BARBOSA. FONTE: RUTE MARBOSA



        Segundo o que sabemos agora, o "mal" que acometia MARTHA nada mais era do que a epilepsia que, como sabemos, naquele final de século XIX e começo de XX era mesmo visto com bastante preconceito. O desconhecimento do que era realmente aquele mal dava margem a muita discriminação e isolamento daqueles que por ela eram acometidos. Assim não fosse e a imagem de MARTHA não teria chegado até nós tão adulterada. Felizmente temos aqui e agora a oportunidade de resgatar sua imagem, sua existência, suas dores, alegrias, angústias e experiências de vida. 
        Já sabíamos que MARTHA tinha chegado a se casar com um homem de nome JOSÉ BARBOSA, alcunhado de "PARAÍBA" (filho de cearenses).Que não havia tido filhos, o que seria aliás a provável origem de seus males. De onde saiu essa história é o que me pergunto hoje. Na verdade, MARTHA teve tres filhos. Nascida em 22 de Agosto de 1899, em MARIPÁ DE MINAS,casou-se com ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA em CARLOS ALVES, DISTRITO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO, no dia 13 de outubro de 1920. Por ocasião de seu falecimento, em 22 de outubro de 1929, foram declarados tres filhos: MARIA DOS ANJOS, com sete anos, JOSÉ BARBOSA, com 6 anos, e PHILOMENA BARBOSA, COM 4 ANOS. Essa última faleceu ainda criança, mas os outros dois deixaram grande descendência.ÂNGELA e RUTE são netas de JOSÉ BARBOSA e, portanto, bisnetas de MARTHA.



                                                   
MARIA DOS ANJOS BARBOSA, filha primogênita de MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. Na foto, acompanhada de seu esposo. FONTE: ANGELA BARBOSA.





REGISTRO DE ÓBITO DE JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA
                                               
REGISTRO DE NASCIMENTO e cédula de identidade de JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA









           Muito pouco me foi dito sobre ela, além do já citado. Parece que SUZANNA, ANNET e MARIE teriam cuidado de seus filhos, quando órfãos, ao menos durante um tempo. Porque o fato é que eles cresceram já longe das terras de MINAS GERAIS. Desconhecemos todos os detalhes sobre isso. O marido de MARTHA tinha realmente o apelido de "PARAÍBA". Suas bisnetas confirmam que ele era oriundo do Nordeste brasileiro. 
          Em minha próxima viagem a BICAS, pretendo "assuntar" um pouco mais sobre eles, agora já com todas essas informações.Pena que já se foram JOSÉ MANDRAL, ODETTE DOUSSEAU GUILLERMINO ROCHA e minha avó MERITA DOUSSEAU DUQUE. Teria tanta coisa a perguntar! Enfim... deixemos o tempo agir e as linhas da vida desenrolarem os nós.
          Abaixo, um brinde para todos nós. Essa é a mãe de ÂNGELA BARBOSA. Ela se chama MARIA JOSÉ e é filha de  JOSÉ BARBOSA e neta de MARTHA MANDRAL BARBOSA. Acham parecidas neta e avó?(Foto no alto da publicação).Eu acho demais! 


                                                    
MARIA JOSÉ (MANDRAL) BARBOSA, filha de JOSÉ BARBOSA. Neta de MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: ANGELA BARBOSA.

       
          
             Quando soube da existência desse ramo familiar, já estava sendo impressa a terceira tiragem de nosso livro e não houve tempo de adicionar tudo isso. Mas consegui introduzir ao menos um parágrafo no capítulo chamado "FAMÍLIA MANDRAL". E publico aqui em homenagem a todos os MANDRAL BARBOSA:

             "Enquanto essa tiragem era editada, entre os meses de Maio e Julho de 2017, vieram à luz fatos tão importantes quanto inesperados, que serão melhor explicados no nosso blog e numa futura segunda edição desse livro. Devo adiantar, a bem da verdade histórica, que o tormento que acometia Martha Mandral era a epilepsia, responsável talvez por sua morte tão precoce. Porque sabemos agora que ela teve três filhos, dos quais dois sobreviveram e tem grande descendência vivendo no Paraná e no interior paulista. Duas de suas bisnetas, Ângela e Rute, "buscadoras" como nós. nos encontraram através do blog. A família Mandral Barbosa existe e é bem vinda entre nós."


          Obrigada, ÂNGELA e RUTE. Vocês desataram muitos e muitos nós!

Adendo 1 - Página do site GENEANET com parte da árvore genealógica da família DELPÉRIER MANDRAL. 



FONTE: gw.geneanet.org , através de ÂNGELA (MANDRAL) BARBOSA.
PS: Trabalho de MARYSE LABROUSSE, do ramo francês da família DELPÉRIER.



MARIA DOS ANJOS MANDRAL BARBOSA. Fonte: RUTE BARBOSA



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOVA TIRAGEM DE NOSSO LIVRO!!!





Bom dia a todos!


       Hoje venho para trazer essa boa nova: já está disponível a 3ª tiragem de nosso livro "DOUSSEAU:ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ". Esse novo lote conta com algumas fotografias a mais e também algumas atualizações que se fizeram necessárias, principalmente quanto a alguns falecimentos ocorridos após 2011/2012 (primeira e terceira tiragem). 
       Mas, mais importante que tudo isso, é um pequeno parágrafo introduzido no capítulo referente à FAMÍLIA MANDRAL, que nos dá conta de um ramo familiar completamente desconhecido e inesperado até então.  Em breve, publicarei aqui, com mais detalhes, tudo sobre essa descoberta tão importante para todos nós, descendentes DELPÉRIER MANDRAL DOUSSEAU. Não perca!






      O livro continua sendo vendido pelos mesmos meios 
anteriores, quais sejam: pessoalmente comigo, através do Facebook, por e-mail ou por meus telefones, todos informados no ítem 'CONTATOS", acima dessa página. Devido a mudança de gráfica, poderei manter o valor de 25,00 por cada exemplar.
       Espero por você!
Um abraço"