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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRECIOSIDADE NO CAMPO DA PESQUISA GENEALÓGICA!

               


                                                                        




         Queridos leitores, 

         Há muitos meses chegou-me às mãos aquele que considero um dos trabalhos de genealogia mais completos que eu pude encontrar, depois de tantos anos de pesquisa. Acompanhei a "gestação" do mesmo praticamente desde o momento da "fecundação" e posso garantir: foram muitos pares de mãos-irmãs incansáveis que deram à luz esse rebento.

         Com três delas tive contato e, podemos dizer sem medo de errar, criamos inclusive laços de amizade, mesmo considerando as impossibilidades ocasionadas pela distância geográfica entre nós. Embora outros irmãos mereçam ser citados nesses créditos, venho aqui mais especificamente por aquelas com as quais  tive e ainda tenho o prazer de uma amizade tão "antiga" e tão peculiar: Lalá, Fafau e Gracinha. Para vocês, só posso dizer: PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!! Que preciosidade vocês pariram! Quanta paciência e dedicação! Quanto de si precisaram doar, em todos os sentidos! Mas estou certa agora, mais ainda do que sempre estive: VALEU A PENA! Todas as gerações vindouras de MOUTY, BONIMOND, PAVEL  e tantos e tantos e tantos  agradecerão o imenso trabalho que realizaram.  Sinto-me muito orgulhosa e agradecida de ter podido partilhar com vocês uma parte dessa jornada. 

        Vocês, leitores e companheiros genealógicos, poderão acessar a obra completa no link que deixarei no final dessa publicação. Por enquanto, falemos um pouco mais  dessa belezura de trabalho. 

        Chamarei as autoras de "as meninas", unicamente para minha comodidade. Até porque sei que vocês procurarão ler o livro (e dentro dele muitos livros) e conhecerão muitíssimo bem cada uma delas. 

        Sabemos todos, os "genealogistas" amadores ou não, o quanto é difícil esse tipo de "reconstrução histórica", devido à "cama de gato" que temos em relação aos nomes, desde os prenomes até os nomes de família: aportuguesados, trocados, repetidos por gerações ( às vezes com mais de um irmão com os mesmo prenome, creiam!), adulterados e escritos erradamente, mesmo em registros oficiais, tanto no Brasil quanto nos países de origem dos imigrantes. Isso tudo apenas como exemplo. Mas "as meninas" deram conta de esclarecer muito mais do que parecia possível, com um trabalho de verdadeiras detetives. 

       Por alguns momentos, essa busca nos fez caminhar juntas, literalmente, como numa breve viagem à Piraí e à maravilhosa e inesquecível Fazenda Bela Aliança e sua proprietária MARIA LUIZA LEÃO. Inesquecível e doce figura. E essa procura também trouxe as autoras à BICAS , minha cidade natal e arredores onde conviveram, por algumas passagens e tempo histórico, nossos bisavós.  Mas reconheçamos: o nosso foi apenas UM dos encontros inesquecíveis e mágicos trazidos por esse trabalho. Como para elas, é impossível para mim deixar de lembrar das muito queridas PASCALE, ISABEL, MAURICETTE e JEAN MARC, ALAN e tantos e tantos outros que foram "aplainando nossas veredas". Essa é mais uma ocasião de dizer: MUITO OBRIGADA! Tornamo-nos, todas, AMIGAS e , no que se refere à mim, só a distância física dificulta uma convivência maior. Enquanto isso, vão vivendo no meu coração.

        Na obra "das meninas", vocês podem encontrar uma riqueza de detalhes inigualável. Será um prato cheio, ou melhor, cheíssimo, para todos os pesquisadores futuros. Aqui, no corpo desse blog,  privilegiamos a imigração francesa. Nunca toquei nos meus antepassados prussianos, os Mayrink. Até porque é uma família já muito pesquisada e publicada. Não deve haver muito mais a se descobrir, embora eu prossiga lendo e guardando tudo à respeito dela. Mas "as meninas", numa só obra, atentaram, honraram e pesquisaram sobre todos os seus ramos familiares: franceses, portugueses, alemães. Tudo devidamente organizado de tal forma que você, leitor, não encontrará dificuldade alguma em encontrar o que quer ou ler apenas o que seja do seu interesse pessoal. 

       Além do mais, tudo está PERFEITAMENTE documentado e ilustrado. Descrição minuciosa dos "palcos" de cada grupo de imigrantes. Desde suas terras de origem até o "pouso final". Sim: fiquei e continuo de boca aberta. Comprovem, insisto.

       Para finalizar: sim, meninas. Conheci também a sensação de lembrança ao conhecer as "terras de França". Essas que vocês apresentaram tão minuciosamente ao longo de seus escritos. Só uma coisa não é possível documentar: os sentimentos inexprimíveis que  nos tomaram tantas e tantas vezes nesses anos de busca e encontros. E que fazem parte da  "obra Divina". 

       Despeço-me desse post com essas maravilhosas palavras  de GOETHE citadas por LALÁ:

"É FELIZ QUEM GOSTA DE LEMBRAR DE SEUS ANCESTRAIS; QUE FALA COM ALEGRIA DE SEUS FEITOS E DE SUA GRANDEZA E QUE, NO FINAL DA BONITA FILA VÊ COLOCADO, SILENCIOSAMENTE, O SEU PRÓPRIO NOME."


                                                               DESFRUTEM!

Em primeiro lugar, vocês devem visitar o blog abaixo, o mesmo da imagem que ilustra essa publicação.

          https://imigracaoegenealogia.blogspot.com  


Página aberta, vocês encontram facilmente  o link para download dos livros de sua preferência. Para nós, descendentes franceses, interessa mais especificamente os itens "OS FRANCESES NA FRANÇA" e "OS FRANCESES NO BRASIL". Querem ler todos os outros? Pois leiam, porque não terão motivos para se arrepender!


Atente para o fato de que existe mais de uma parte sobre os franceses.

Para melhor visualização, aconselho abrir em leitores de telas maiores. Fica um pouco mais difícil em celulares e leitores digitais, por exemplo. Mas nada é impossível e tudo vale a pena.


                                            



quarta-feira, 10 de junho de 2020

A COMENDA DO COMENDADOR

Bom dia a todos!

     Pensei em adicionar essas fotos na página de Fotos Antigas mas... as fotos são novas. Os objetos fotografados é que seriam antigos. Sendo assim...
     No interior de Minas e em quase todo canto desse nosso brasilzão, existe o hábito de "titular" pessoas não oficialmente. Os "coronéis" não são coronéis. Os "comandantes" não são comandantes.  Os "doutores" não são doutores... e por aí vai. Sendo assim, embora títulos e comendas fossem farta e estrategicamente distribuídos em nosso Brasil imperial, sempre me ficou faltando VER os documentos que os comprovem, no caso do "personagem principal" de nossa saga de imigrantes, ou seja, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT.
     Se, por um lado, todo o percurso de ALIBERT, que vai muito mais longe do que abordado tantas vezes aqui, justificaria, a meu ver, tal comenda e talvez até mais que isso, por outro lado intrigava-me o fato de tais fatos de importância numa comunidade tão pequena quanto BICAS e arredores terem sido solenemente ignorados e apagados com o correr dos anos. O fato de ALIBERT ter terminado seus dias sem nenhum brilho social não justifica que o que ele representou tenha sido apagado da história social do lugar. Pessoas muito menos importantes naquela região nomeiam praças, ruas e prédios públicos. Sim, era francês; mas optou pelo Brasil e trouxe  inúmeras famílias que estão ali, ainda hoje, povoando a região. 
     Preciso deixar claro que, quando teço essas considerações, não me refiro à valores morais ou motivações íntimas de qualquer tipo. Essas foram controversas ainda naquele tempo. Falo do valor REAL para a sociedade da época. Pelo quanto modificou o destino de tantos e pelo que foi capaz de ter e realizar, materialmente falando. Se é justamente isso que determinava e ainda determina a concessão de títulos e privilégios...
     ALIBERT teve presença marcante também no VALE DO PARAÍBA e muito, principalmente no RIO DE JANEIRO, a CORTE. Era muitíssimo bem relacionado e isso, sabemos, produz frutos ainda maiores que as próprias obras. Mas... não foi assim com ele. 
     Para mim, por mais que estude, leia, confronte pontos de vista, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT é uma incógnita. E, sendo assim, considero bem introduzida as imagens abaixo.  Elas me foram encaminhadas por LEONARDO (ALIBERT) MEIRELLES, seu bisneto e estavam sob o poder de uma prima, em JUIZ DE FORA. 
     Assim como para qualquer pesquisador que se propõe à fazer um trabalho sério e confiável, o documento principal, para nós, seria o documento comprobatório, em si. Com o nome do titulado bem visível e a inevitável assinatura de D.PEDRO II. Mas não o temos. Isso não representa dúvida sobre a realidade dos fatos. Todos os documentos oficiais da região  se referem à ALIBERT como "Comendador". Mas ter o documento seria muito interessante para nós, sem dúvida.

     Segundo a página https://super.abril.com.br/historia/ : 
    "Quando surgiu, na Idade Média, a recompensa tinha um significado bem diferente. Naquele tempo, a comenda era um benefício dado a membros do clero ou a militares que demonstravam valentia em batalhas. Geralmente, a comenda era algo valioso, como o  título de propriedade de uma terra. Com o passar dos séculos, seu valor tornou-se simbólico, representado por diplomas ou medalhas", afirma Waldemar Baroni, heraldista (especialista em títulos e emblemas da nobreza) do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito de São Paulo (CEHM).
     Se antes o Comendados tinha a obrigação de defender a terra recebida contra inimigos hoje ele não tem função definida. No máximo, a distinção confere algum prestígio em certos círculos sociais. Mesmo assim, o título sobrevive no cerimonial de governos e instituições privadas, que seguem uma hierarquia de acordo com a importância do homenageado. 'O menor grau é cavaleiro, seguido de oficial, comendador, grande oficial, grã-cruz e, quando existe, grão colar", afirma outro heraldista, Adilson Cezar, também do CEHM."

    Pelo que pude apreender da pesquisa que realizei recentemente, a Comenda poderia vir como diploma OU medalha. Isso pode ser bastante esclarecedor quanto ao fato de não termos um documento. 
    Enfim, aqui está "A COMENDA DO COMENDADOR ALIBERT". Para apreciação de quantos tinham a mesma curiosidade que eu e para deixar registrada e comprovada sua existência.


sábado, 18 de maio de 2019

PEDIDO DE IMIGRANTES FEITO POR FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT



     Bom dia, pessoal!        Desculpo-me de antemão pelo tempo que passei distante dessa "paixão genealógica", acompanhando a enfermidade de meu pai, JOSÉ CARLOS MAYRINK, que veio a falecer no dia 13 de Março último. Que ele tenha encontrado a paz e toda luz. 

       Voltando, então às nossas atividades, venho compartilhar com vocês o precioso documento que me foi enviado pelo responsável pela página do FACEBOOK intitulada "GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO". É um trabalho maravilhoso e louvável de salvar da total aniquilação documentos, publicações diversas e imagens relacionadas à esta pequena cidade de nossa ZONA DA MATA mineira, que teve muito grande importância para nossa região no Ciclo do Café. 

        As divisões administrativas mudaram muito no transcorrer dos anos, tanto anteriores quanto posteriores ao documento em questão. Como nessa época GUARARÁ era a sede da municipalidade, encontramos ali vários documentos relacionados aos franceses. E creio que ainda há muito a ser encontrado. 
         Infelizmente, por questões relativas à antiguidade e ao estado de conservação desses documentos, há grande dificuldade de digitalização e/ou fotografia que torne mais fácil a visualização dos mesmos. Devido à isso, o canto interno de cada página acaba perdido, porque ilegível.
         Fiz o meu melhor no que se refere à transcrição e creio que, embora com falhas, esse documento mantém sua importância primordial para quem se interessa pela história da região. Nesse documento, podemos ver um arrazoado sobre um pedido de imigrantes feito por FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT. Vamos à ele?

                                                      

                                             




Leopoldina, 2 de Setembro de 1894.

“Ilustríssimo” Senhor “Padre” Manoel José Corrêa M.D. Vice Presidente da Câmara de Guarará.

       Informei hoje o pedido de sete imigrantes que fez o senhor François Alibert e veio informado por Vossa Senhoria.
       Demorei essa informação porque há cerca de um mês e meio (...) viajando em serviço de imigração e também estava doente. Cientifico-vos que os interessados em que vinham da Europa (...) (...) devam avisar do lugar onde eles (...) ao senhor Giacomo “Cresta”, morador em Gênova, Piaza Fossestello número 6 o qual é o agente na Europa do contratante de imigração para Minas que é


                                           





o Sr. Giacomo M. de Viccuri et Filho , morador no Rio na rua 1º de Março, nº 32. Mas é melhor avisar o agente na Europa para dar providências para a vinda da família (...) (Rivoal¿).
         Os (...) de que Vossa Senhoria se serviu são apenas (...) para os fazendeiros e não (...) que (...) imigrantes. Quanto aos que pedem a vinda de seus parentes podem fazer o simples pedido em manuscrito com duplicata declarando que dão pronta colocação em tal parte, tal distrito e tal município. Sobre essa duplicata (...)Presidente da Câmara para que se saiba se se trata de pessoa idônea e se a colocação é garantida, assim como os mais dizeres do pedido, que pode ser dirigido ao (...) Presidente da Câmara  para (...).
         Aproveito a ocasião para vos declarar que estamos começando a recolocar imigrantes e embora eu lute ainda com grandes dificuldades que este serviço aliás complexo exige, muito desejo desenvolvê-lo no (...) (...) município onde penso que devia criar uma modesta hospedaria municipal, que auxiliada pelo Estado receba braços para cedê-los aos lavradores. Quando eu tiver criado 6 ou 7 dessas hospedarias pedirei ao Governo que me ceda de vez um navio de imigrantes, que irei localizando (...)



                                                                         



Hospedaria. Atualmente (...) consegui 10m² as hospedarias de Viçosa, Cataguases, São João Nepomuceno as quais não comportam mil a dois mil imigrantes será difícil que eu possa dispor de um navio de imigrantes e tem acontecido que vindo os imigrantes todos de um navio para a hospedaria Central, ali me tem sido impossível consegui-las e a ida dos fazendeiros à hospedaria Central acarreta aos (...) grandes  sacrifícios e eles não tem certeza de obter colonos, porque não fazem fogo uns aos outros, sujeitam-se a especulações de italianos já traquejados que especulam com os outros (...) (...).
          O Governo vai conceder (...) (...) imigrantes que há de vir diretamente do Rio para São João e aí deixam os que forem preciso e transportam os demais para Cataguases e Viçosa. Mas essa transferência é penosa porque é dificílima a separação de bagagens no Rio, e o verdadeiro

                                                  




será que (...) (...) entregues todos os imigrantes de um navio sendo a bagagem conferida aqui.
              (...) Vossa Senhoria o serviço de imigração é muito complicado e além dos desarrazoados portuários dos imigrantes “tem que” lutar com mil especuladores que os rodeiam, os pervertem ou (...) para que desta sorte obriguem os fazendeiros a pagar “corrupções” a tais especuladores. Por outro lado os fazendeiros, como sabeis, nunca tem iniciativa própria e se não se puser os colonos perto deles eles não os procurarão, sendo poucos os que vão com sacrifícios procurar braços nas hospedarias





(...) Desta sorte, as Câmaras Municipais, que não preocupam de aumentar suas vendas, não devem apesar do tempo e da evolução social lenta e incerta.As cidades só podem viver de indústrias que só os imigrantes podem desenvolver rapidamente; e os povoados que não se preocuparem de as criar, aumentando o (...) (...) serão suplantados pelos povoados próximos. Guarará (...) é uma prova e se não caminhar vigorosamente para a frente será suplantado por Bicas onde a indústria já existe e provoca maior aglomeração de homens e forças vivas.
         Longo seria enumerar as vantagens que as indústrias municipais trarão para os povoados onde elas se criarem. Núcleos de imigração, como São João Nepomuceno, Juiz de Fora e muitas colônias prósperas do Espírito Santo, para não falar nas do Rio Grande do Sul, São Paulo (...) trazem sempre acréscimo de intensidade na vida local, havendo logo um acréscimo rápido de renda que é a mola do progresso pois que sem dinheiro não há melhoramentos possíveis. A Câmara Municipal que despenda 6 a 8 contos com a imigração (e mais não é preciso) pode contar logo com um acréscimo de sua renda superior a 15 a 20 contos e o estado concorre com três dias de






alimentação para os colonos que estiverem em hospedarias municipais, pois é bem natural que a Comarca ... fazer economia com um serviço altamente ... por que a Comarca me ... de cada vez  100, 200 ou 400 colonos conforme os pedidos que obtiveram de seus lavradores ... nunca terá hospedaria cheia.
     Muito estimo que Vossa Senhoria fique de acordo comigo a este respeito, certo de que ... ... o serviço também  ... a propriedade ... lugar.
     E se vos for preciso uma conferência a esse respeito estarei ... ... ... e irei visitar Guarará logo que o serviço me dê uma folga. Apresento-vos os meus respeitos e me subscrevo com muita consideração.
                                                         ... ... ...
                         Nominato José de Souza Lima ...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

MAPAS ANTIGOS!

Bom dia a todos!

      Trago hoje para vocês dois mapas antigos que muito nos interessam. Ambos são de 1939, isto é, muito posterior ao tempo que mais diretamente nos diz respeito, qual seja o final do século XIX e o começo do XX. Mas, é claro, são excelentes de qualquer forma. Afinal, neles, podemos ter uma noção bem clara da localização de dois lugares que nos são caríssimos: a FAZENDA MONTE CRISTO e a FAZENDA DOS MACHADOS. 
       Esses mapas, oriundos do ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, me foram enviados muito gentilmente por JOÃO FRANCISCO CARVALHO e trabalhados com toda boa vontade por meu irmão AMARILDO MAYRINK, para que nos fosse possível visualizá-los  com o máximo possível de clareza. 
       As imagens foram organizadas num crescendo em direção à melhor visualização dos detalhes que nos interessam. Clicando na imagem, você poderá visualizá-la minuciosamente.

      Vejamos, no primeiro, o mapa antigo de GUARARÁ, incluindo no caso MARIPÁ DE MINAS e arredores. Nele, você pode se situar, também, em relação às fazendas SANTA CLARA, SANTANNA e CACHOEIRA, entre outras.


                                                 



                                                       









E agora, na segunda série, temos o mapa antigo de BICAS e arredores, incluindo a FAZENDA DOS MACHADOS que, como é possível observar, pertence ao município de SÃO JOÃO NEPOMUCENO, embora bem na divisa com BICAS.















quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

    Bom dia! Continuando com as sempre excelentes contribuições de JOSÉ MARIA MACHADO RODRIGUES ao Jornal O MUNICÍPIO, trago mais esse trecho importante para nós (e continuação do anterior), publicado em 01/08/2017. E particularmente envaidecedor para mim. 



     "Com a palavra os que escrevem sobre Bicas 01/06/2017 O Município. Ensinam os compêndios de história que a ocupação da Zona da Mata se deu a partir da segunda década dos anos de 1800. Entre os anos de 1810 e 1820 teriam ocorrido, então, as primeiras concessões de sesmarias nestes sertões do leste mineiro, a chamada Zona Proibida. Assim, pode-se afirmar que nos dias atuais a Zona da Mata já ultrapassou a marca de dois séculos pós ocupação oficial de seu território. Tempo suficiente para que a preservação do patrimônio histórico e o resgate do seu passado assumam posição relevante. Parece fora de dúvida que o motor de partida que fez girar a máquina do desenvolvimento da Mata Mineira foi mesmo o que atende pelo nome de café. Um produto que manteve o primeiro posto da pauta de exportações do país durante muitos anos e, com as oportunidades por ele geradas, atraiu para as matas um bom número de capitalistas, levas de escravos, trabalhadores em geral e, mais tarde, os imigrantes europeus. E no rastro, atraiu também a estrada de ferro, terceiro dos elementos da tríade – café, escravo e ferrovia – apontada pelo Dr. Wander José Neder, um estudioso da história da região, como mãe da maioria das cidades da Zona da Mata. Como se vê, por si só um campo enorme para pesquisas. E dentro deste universo, uma cidade – BICAS – cuja origem e crescimento parece ajustar-se perfeitamente ao figurino da tríade acima citada. Estudar esta história, então, é uma necessidade. Contar com mais pessoas que realizem pesquisas e publiquem seus trabalhos é a esperança. Aumentar o número de peças que enriqueçam e complemente o desenrolar de toda a história do lugar, desde os tempos da mata virgem, seria a realização do sonho de colocar Bicas no lugar de destaque que a cidade merece. Hoje, apartando-se as que se referem às terras biquenses de forma genérica e no contexto da Zona da Mata ou mesmo do estado, sobra um número pequeno de obras – que muito bem se prestam ao fim que se propõem – que retraram aspectos do acontecido no entorno do rancho das bicas. São elas: – “Os Sertões de Leste”, um livro que segundo registro na apresentação da segunda edição foi lançado em 1988, de autoria de Celso Falabella de Figueiredo Castro. Uma excelente fonte de consulta para os que se interessam pelo assunto. Falabella, nascido em Mar de Espanha, realizou um bom trabalhado de pesquisa, focado na região. – O livro “Sertões do Rio Cágado” de 2002, os escritos sobre a imigração italiana e vários artigos publicados no Jornal O Município e a na Revista Communità, que fazem da obra deixada pelo professor Júlio Cezar Vanni um acervo de consulta obrigatória. – A talvez mais citada de todas as obras sobre Bicas. A que parece também ser a mais antiga dentre as dedicadas às terras das Taboas que é o “Recantos da Mata Mineira”, livro publicado em 1991 por Fued Farhat, que trata especificamente de Guarará, Bicas e Maripá de Minas. Uma obra bastante conhecida pelos que se interessam pela história destas cidades. – “Maripá de Minas e Região” de 2003 e “Cacos de História e Memória de Bicas”, de 2010, contribuições deste autor que tentam resgatar um pouco do passado destas terras. – “Um Olhar para o Passado” livro publicado em 2013 pelo Dr. Carlos Augusto Machado Veiga, que merece destaque especial. Grande conhecedor e um pesquisador atento, Dr. Carlos Augusto reúne memórias, fotos e fatos para contar parte significativa da história de Bicas. – “Eles por Ele”, de Rosália Mayrink Correa e Padre Cássio Barbosa de Castro, publicado em 2004, que é uma contribuição importante para o resgate da história por trazer para o presente a parte religiosa da predominantemente cristã população biquense. – “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”, de 2011, de Marly Mayrink, que oferece ao leitor um panorama dos tempos do café e dos imigrantes franceses que viveram na região de Bicas, Guarará e Maripá. – E, para finalizar, ainda na linha do valer-se da genealogia para contar a história do lugar, é importante citar os trabalhos “Família Barino”, publicado em 2010, e “Nicola Tempone”, de 2016, de Walter Ferreira da Cunha. Evidente que todas essas obras, e outras porventura ainda desconhecidas, são importantes e merecem aplausos. Mas ainda são insuficientes para contar toda a história das famílias e das fazendas da região das Taboas que, nos duzentos anos que se passaram, transformaram o que era mata virgem em infindáveis cafezais e, estes, em prósperas propriedades agroprecuarias e na Bicas dos dias atuais. E estão à espera de novas companhias. Com a palavra, então, os que gostam do assunto e podem registrar o que sabem sobre as suas famílias e as coisas da terra."

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOVA TIRAGEM DE NOSSO LIVRO!!!





Bom dia a todos!


       Hoje venho para trazer essa boa nova: já está disponível a 3ª tiragem de nosso livro "DOUSSEAU:ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ". Esse novo lote conta com algumas fotografias a mais e também algumas atualizações que se fizeram necessárias, principalmente quanto a alguns falecimentos ocorridos após 2011/2012 (primeira e terceira tiragem). 
       Mas, mais importante que tudo isso, é um pequeno parágrafo introduzido no capítulo referente à FAMÍLIA MANDRAL, que nos dá conta de um ramo familiar completamente desconhecido e inesperado até então.  Em breve, publicarei aqui, com mais detalhes, tudo sobre essa descoberta tão importante para todos nós, descendentes DELPÉRIER MANDRAL DOUSSEAU. Não perca!






      O livro continua sendo vendido pelos mesmos meios 
anteriores, quais sejam: pessoalmente comigo, através do Facebook, por e-mail ou por meus telefones, todos informados no ítem 'CONTATOS", acima dessa página. Devido a mudança de gráfica, poderei manter o valor de 25,00 por cada exemplar.
       Espero por você!
Um abraço"

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MONTE CRISTO

Bom dia!

     Tendo essa página na minha frente, hesitei muito antes de intitulá-la. Parecia muito pouco apenas o nome da "nossa" fazenda. Porque, para mim, ela é muito mais do que apenas "uma fazenda". Para mim, ela é... arquetípica! Principalmente quando dela só tínhamos a imagem daquela escada que não alcança lugar algum. A mesmo que ilustra a capa de nosso livro. 
     Arquetípica porque, penso eu, tudo que se relaciona à ela é cercado de mistérios que, ainda que o sendo, tocam sensibilidades, memórias do sangue, histórias familiares e coletivas (inclusive  para o povo que ainda vive nos arredores dela...) carregadas de energia. 
     Cada um de nós, descendentes franceses que tivemos a oportunidade de um dia pisar aquele pedaço de terra perdido num quase nada, compartilhamos essa sensação de grande, enorme atração. 
     Em épocas diferentes seus escombros foram fotografados por alguns de nós, ainda enquanto se desmantelava pouco a pouco. Sucessivos proprietários que, com certeza, não conhecem sua importância. A importância de preservar QUALQUER que fosse o pequeno vestígio que tivesse sobrado. Como nossa escada. A escada. Não uma escada qualquer.
     Anos e anos de intensa procura e, pouco a pouco, graças à boa vontade e disponibilidade de alguns, imagens desgastadas, quando não indistintas, mas sempre preciosas, nos foram chegando, com muitíssimo esforço de pesquisa.
     Mas isso que você vê hoje, nem eu mesma pensava um dia ainda encontrar. Chegou-me através da partilha gentil de LEONARDO (ALIBERT) MEIRELLES, ele próprio ainda desconhecedor do lugar real. Feito de escombros e pó. A MONTE CRISTO que ele conhece é só "causos ouvidos". Mas quem sabe haveremos de corrigir isso? Seria uma verdadeira "viagem ao centro de nossa história". Eu, como boa exagerada que sou, acho que todos os descendentes perigordinos deveriam fazer dela local de peregrinação. Uma Meca à qual se dirigir ao menos uma vez na vida. Menos, Marly? Então tá. Ao menos todos os descendentes amantes de sua própria história. Ou não concordam?
     Além de nós, sei que todos os moradores atuais ou antigos da região, historiadores inclusive, irão se deleitar ENORMEMENTE com essa antiga fotografia, devidamente restaurada em alguns pequenos detalhes por AMARILDO MAYRINK, a quem também agradeço a boa vontade de sempre.
     Por isso, assim como ela de graça me veio, de graça compartilho. Saboreie os detalhes. Examine. Sinta. E...
     BOA VIAGEM!


                           

sexta-feira, 13 de maio de 2016

100.000 VISITAS!!!

    
                                                  




      Esse é ou não é um marco mais do que especial? Sendo assim, para comemorarmos juntos, sortearei, no dia 20/05, um exemplar do meu livro "Dousseau: Enter - Franceses no Império do Café". Sem nenhum custo para você, nem mesmo o de envio. 

                                                    


      Para concorrer basta que você envie seu nome e endereço  completo (não esquecer o CEP!) para meu e-mail : mmmayrink@hotmail. com.
      O resultado será divulgado aqui mesmo, nessa página.
      Boa sorte e mais uma vez muito obrigada por sua preciosa companhia que tanto me prestigia.
      

domingo, 21 de fevereiro de 2016

21 DE FEVEREIRO - DIA MUNDIAL DO IMIGRANTE ITALIANO

Bom dia a todos!

     Certamente vocês haverão de perguntar o porquê dessa homenagem num blog de franceses... Mas, se você conhecesse minha BICAS natal e toda sua redondeza (MARIPÁ, GUARARÁ, ROCHEDO, TARUAÇÚ, CARLOS ALVES, PEQUERI, ARGIRITA, SENADOR CORTES, etc...etc...), saberia que há mais de um século fomos "invadidos" por sobrenomes italianos. Invadidos tanto no sentido da terra que os recebeu, quanto na total miscigenação com "os da terra" e com imigrantes de outras origens. Daí sua importância para todos nós.
     Hoje, se nos dispuséssemos a destrinchar esse emaranhado, verificaríamos que, ainda que nossos franceses, por serem poucos, tenham sido quase que totalmente absorvidos pela comunidade local, se considerarmos a história genética, ou genealogia de cada "oriundi", cruzaríamos com boa parte deles, como, por exemplo: GUGLIELMINI, GATTI, BERTELLI, MCHELI, GIRALDELLI, VENTURELLI...
      Além dos laços familiares, estabelecemos também, entre nós, todo tipo de trato comercial e dividimos as mesmas dores, as mesmas experiências e tivemos que dispor da mesma força para conseguirmos nos estabelecer nessa terra que hoje também é nossa.
      Por tudo isso venho hoje aqui homenageá-los, reproduzindo o excelente texto do grande entendedor dessa saga, tal qual o foi nosso saudoso JÚLIO VANNI: JOSÉ LUIZ MACHADO RODRIGUES. O texto abaixo foi publicado no exemplar de número 2.588 de nosso Jornal "O MUNICÍPIO", responsável em grande parte pela possibilidade de resgate de tantas histórias.
     
     Para vocês, transcrevo:


                                          
FONTE: A.C.NARDINI - FACEBOOK.



     AOS IMIGRANTES ITALIANOS E SEUS     
                 DESCENDENTES
Por conta do 21 de Fevereiro - Dia Nacional do Imigrante         
                                        Italiano

     Tenho 100 anos mas guardo e vejo o passado com a nitidez do presente. Minhas folhas são testemunhas de que eu vi trabalhando nas fazendas e sítios ou, andando pelas ruas empoeiradas da cidade, muitos estrangeiros. Principalmente uns de pele clara, olhos azuis e que se destacavam pelo seu costumeiro falar gestual. Pessoas que se apresentavam, na zona rural ou nos balcões das casas de comércio, como imigrantes italianos. Alguns deles chegados um pouco antes de meu lançamento, para substituir o braço escravo na lavoura. Outros, atraídos pelas possibilidades do florescente "comércio" que se desenvolvia no entorno da estação ferroviária.
     Minhas páginas antigas registram um pouco da história dessa gente. Mas lhes recordo agora por ser da índole desse Jornal preservar a história da cidade. E esta, em particular, é uma história bonita que merece ser repetida para permanecer viva na memória dos descendentes.
     A necessidade de buscar o braço imigrante surgiu a partir do fortalecimento da ideia de libertação dos escravos. Chegou um tempo que fazendeiros do Brasil sentiram que a libertação de todos os escravos viria pelo mesmo caminho que deu na liberdade dos maiores de 60 anos e decretou a Lei do Ventre Livre. Para eles, sinais evidentes de que a escravidão se exauria.
     Como a lavoura dependia de muita mão de obra, tornou-se prioritário encontrar uma alternativa para sua substituição. E a opção surgida, incentivada e até financiada pelo governo brasileiro, foi a imigração. Abrir as portas para os imigrantes.
     E a propaganda, feita de forma intensa na Itália, dizia da existência aqui no Brasil de terras férteis e baratas, o que fez crescer o fluxo de italianos para cá. "Fare l'america" (fazer a América) como se dizia aqui no Brasil, virou o sonho d emuitos italianos.
     A Itália, por sua vez, atravessava um período de grandes dificuldades e, segundo consta, as intempéries e a chegada do capitalismo no meio rural, responsável pela concentração de terras nas mãos de grandes proprietários, castigavam algumas regiões.
     Diante dessa realidade o incentivo italiano à emigração de parte de sua população se tornava interessante. E a conjugação destes fatos foi, segundo Thomas Sowell, citado por Rosalina Pinto Moreira, historiadora da cidade de Astolfo Dutra (MG), em seu livro "Imigrantes - Reverência", 1ª edição, página 24, a grande responsável pelos " doze milhões de italianos que emigraram, principalmente para as Américas, no maior êxodo de um povo na história moderna.". 
     Eu vi, com os olhos da jornal, estes imigrantes e seus filhos crescerem por aqui. O crescimento natural da idade e o que faz de um indivíduo um cidadão destacado. Eram os Agrelli, Arezzo, Barino(a), Bellei, Bertelli, Bolotari, Calzavara, Colaci, Conti, Cortat, Crecembeni, Croce, Cúgola, Cúrzio, Drominetta, Favero, Ferrari, Ferri, Gianini, Granado, Guarnieri, Lanini, Longo, Marôco, Minateli, Padula, Ranna, Retto, Rossi, Schettino(i), Sroppa, Tagliatti, Temponi, Tresse, Trezza, Varanda, Verlangieri e muitos outros que certamente o leitor lembrará. Cidadãos que ajudaram e ajudam Bicas a crescer.
     Vi muitos deles se tornarem bons industriais, comerciantes, empresários de uma maneira geral, artesãos, profissionais autônomos ou, trabalhadores diferenciados de seus pares pela disposição para o trabalho e pela conduta retilínea.
     E eu acompanhei um desses descendentes de imigrantes, o inesquevível doutor Vicente Bianco, nascido na vizinha Maripá de Minas e que viveu boa parte de sua vida em Bicas. Um legítimo "oriundi" que  bacharelou-se  em Ciências e Letras em 1908 e, em seguida concluiu o curso de medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Na então capital federal, foi professor e vice-diretor do Ginásio Pio Americano por algum tempo. Retornando a Bicas, assumiu as funções de professor, inspetor escolar, gerente de banco, funcionário da Estrada de Ferro Leopoldina e durante muitos anos, médico respeitado e querido por todos. Foi o primeiro agente executivo (prefeito) e presidente da câmara, prefeito e duas vezes vereador. E, além de ter sido um homem público respeitado e um grande líder político, foi um dos responsáveis pela emancipação do município de Bicas. "Gigante da Emancipação", registra Fued Farhat em seu livro "Recantos da Mata Mineira". Oriundi da gema. Filho do comerciante de "secos e molhados" Francisco Bianco, que nos faz lembrar os tempos da roça:
     - Menino, corre no valo e prende o cavalo. Arruma a charrete, antes das sete. Se ajeita no banco. Vai no Chico Bianco e compra fiado, um bico de arado, macarrão espaguete, sal, isqueiro e canivete. Na padaria do Varanda, de boa quitanda, veja se acha: cubu, cavaca e bolacha. 
                                              
                                            José Luiz (Luja) Machado Rodrigues - 02.01-16

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

SÃO JOÃO NEPOMUCENO

Bom dia!


          Desde muito anos tinha eu a curiosidade de saber de onde viria o nome desse santo que é também o nome de nossa vizinha SÃO JOÃO NEPOMUCENO. Como acredito que muitos compartilham de minha ignorância quanto ao tema, a providência resolveu o nosso caso.
       Tenho feito viagens constantes à BICAS nos últimos dois anos, devido a mudança de meus pais de volta para nossa cidade natal. Não dispondo de transporte próprio e fazendo essas viagens de ônibus, ocorre que tenho companhia variada a meu lado.
       Eis que, numa dessas ocasiões, fui brindada pela Providência com MARIA DO CARMO SOBREIRA. Não a conhecia nem de rosto nem de nome. Foi realmente providencial porque era um evento excepcional para ela a viagem de ônibus. Não sou muito dada a conversas das quais não posso escapar, o que é o caso do transporte público, mas, nesse caso, foi um encontro mais que frutífero: foi prazeiroso. Foi até mesmo emocionante e curioso. 
        MARIA DO CARMO vem a ser a autora de dois livros que nos dizem respeito. Esse que vocês vêem logo aqui abaixo esclareceu tudo que eu precisava ver esclarecido em relação ao santo que deu nome à nossa vizinha SÃO JOÃO. Nesse caso, o NEPOMUCENO.

                                                    



       O seguinte, que também é muito interessante para todos nós, estudiosos da história da região, vocês podem ver também logo aqui abaixo:




Ao escrever sobre o tema, o fez ampla e minuciosamente, visto que incluiu aí inclusive nossa querida capelinha DE BOM JESUS DOS MACHADOS. Transcrevo para você leitor, a íntegra do pequeno capítulo:

CAPELA BOM JESUS DOS MACHADOS
(1953)

Localiza-se no distrito de Carlos Alves, que pertence ao município de São João Nepomuceno, ficando a mais ou menos trinta e cinco quilômetros de distância.
Machados é conhecido popularmente por Curral pelo fato de serem organizados rodeios num grande curral lá existente e que atrai muita gente em época de festas. Devido à maior proximidade com a cidade de Bicas, situada a dez quilômetros, Machados é assistida pelos sacerdotes daquela localidade.
Os católicos da Fazenda dos Machados iam frequentemente a Congonhas visitar on santo padroeiro Bom Jesus de Congonhas. O lavrador ARLINDO FLORENTINO, um dos moradores do povoado que sempre acompanhava as romarias, por receber uma graça, resolveu doar um terreno para a construção de uma Capela a qual teria como padroeiro Bom Jesus e receberia o nome de Capela do Bom Jesus dos Machados, alusão ao Bom Jesus de Congonhas.
Entre o lançamento da pedra fundamental e a inauguração da capela, transcorreram-se oito anos. Durante todo esse tempo, Arlindo dedicou-se à construção, arrecadando doações e pedindo a ajuda de toda a comunidade.
Finalmente, no dia 14 de setembro de 1953, dia do padroeiro da igrejinha, ela foi inaugurada, e a primeira missa celebrada pelo Padre Henrique Neves Júnior.
O povoado teve um grande desenvolvimento após a construção da igreja, onde foram celebrados vinte e tres casamentos simultâneamente, numa certa ocasião.
Ao lado da capela foi construído um salão de festas espaçoso e modernamente equipado. Foi construída a Escola Pública, implantado o posto de saúde ARLINDO FLORENTINO DE SOUZA e criado o CENTRO COMUNITÁRIO MARIA DOUSSEAU DE SOUZA.
Com o passar do tempo, o povoado foi sofrendo uma evasão progressiva dos moradores, e a igrejinha encontra-se hoje práticamente solitária no meio da vegetação, embora ainda seja visitada na época das festas do seu padroeiro.
Toda a documentação referente à Capela Bom Jesus dos Machados encontra-se na Paróquia de Bicas, aos cuidados do pároco atual.

DEPOIMENTO: ALMIRA DE SOUZA / Profissão: professora aposentada.
Local e data de nascimento: Argirita (MG) - 24 de setembro de 1934.

OBS: Todos os grifos em vermelho foram feitos por mim, autora do blog.



Maria do Carmo: meus agradecimentos, em nome de toda nossa família, pelo seu trabalho que muito nos honra.

Aproveito a ocasião para divulgar para todos vocês, queridos leitores e, principalmente, aqueles dentre vocês que moram nas imediações de São João Nepomuceno, outro belíssimo trabalho de MARIA DO CARMO. Ela criou o "EMPÓRIO DE LIVROS SANTA BÁRBARA". Trata-se simplesmente (porque todas as iniciativas importantes são verdadeiramente simples...) de levar o acesso aos livros de fato ao alcance da população, em nossas cidades que não dispõem de livrarias e nem mesmo, na maioria das vezes, de uma mera banca de revistas e jornais. São livros usados, de todos os gêneros, vendidos a preços verdadeiramente simbólicos. É um Empório itinerante. Depende apenas de pequenos espaços e alguns voluntários para levá-lo aonde for aceito e desejado. SÃO JOÃO, BICAS, ROCHEDO, ROÇA GRANDE, TARUAÇÚ, CARLOS ALVES, MARIPÁ, GUARARÁ, ARGIRITA, etc... etc... etc... Alguém se habilita? Em caso positivo, deixe no espaço abaixo, reservado aos comentários, um meio de contato. Comprometo-me pessoalmente a repassar para ela. 


Ora... Sabemos nós todos que o livro é "remédio para a alma". E  sempre muito me espantou que, em nossas cidades cheias de farmácias, nos faltem livrarias... Concordam? Sim, temos nossa muito boa biblioteca pública. E temos também a brilhante iniciativa do Supermercado Santo Antônio. Isso no caso de BICAS. Mas alguém duvida de que livro... nunca é demais? Existe alguma acessibilidade de qualquer tipo nas pequenas cidades vizinhas? Não? Então agora podem ter...



Esclareço: é uma iniciativa ABSOLUTAMENTE sem fins lucrativos, oriunda somente da paixão pelos livros de MARIA DO CARMO, assim como de particularidades de sua história pessoal. A hora é essa! 



Até breve!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TARUAÇU

       Bom dia. Recentemente, depois de um comentário deixado nesse blog, mantive um rápido contato com o leitor DANIEL VALENTIM NERY (a quem devemos nossos agradecimentos), que, na ocasião, nos brindou com algumas fotos antigas da pequena TARUAÇU. Esse lugar guarda a honra de ter sido a terra da família CAUTIERO, ascendência materna do ex-presidente ITAMAR FRANCO. Devido a importância que TARUAÇU teve para muitas das famílias francesas de imigrantes perigordinos, considerei que seria justo dispor dessa postagem especial para apresentar essas fotos e também para nos informarmos melhor sobre esse lugar. O texto que se segue foi extraído do livro "OS SERTÕES DO LESTE", de CELSO FALABELLA DE FIGUEIREDO CASTRO. 


                                                                     
TARUAÇU, distrito de SÃO JOÃO NEPOMUCENO, está situado na divisa deste  com MARIPÁ DE MINAS e ARGIRITA. Donde podemos delimitar muito bem a área que recebeu os imigrantes perigordinos, num primeiro momento. FONTE: DANIEL VALENTIM NERY



                                                       
Nessa imagem de satélite, vemos marcados TODOS os lugares que nos interessam, como descendentes perigordinos. CAFÉS, por exemplo foi várias vezes citado por SEBASTIANA MOUTINHO, maripaense descendente de PEDRO GUILHERMINO, como relacionado à história de nossas famílias e a muitas outras (franceses, italianos, etc...). Também podemos ver CARLOS ALVES, igualmente distrito de SÃO JOÃO NEPOMUCENO atualmente, onde está localizado o povoado dos MACHADOS. Sabemos que foi nesse povoado que se  estabeleceram nossos DOUSSEAU.  Naquele tempo, ainda distrito de RIO NOVO, chamando-se SANTA BÁRBARA. FONTE: DANIEL VALENTIM NERY



                                           TARUAÇU

          Bem próximo à cidade de SÃO JOÃO NEPOMUCENO está localizado o DISTRITO DE TARUAÇU, outrora NOSSA SENHORA DAS DORES DE MONTE ALEGRE, e nos primórdios, segundo NELSON SENA, quando ali se estabeleceu o primeiro rancho de tropas, RABICHO.
          No começo do século (XIX) era motivo de referência a BIBLIOTECA PÚBLICA, fundada a exemplo da "LAMINENSE", no município de LAFAIETE.
          Os assentamentos mais antigos datam de 1836, com a assinatura do PE. ANTÔNIO PINHEIRO, sendo certo que o Curato  entrou em exercício, com direito de Capela Curada, a 3 de Agosto de 1859. Que a Capela, como Aplicação, existiu antes de 1825, parece não existir dúvida,* pois D. JOSÉ CAETANO DA SILVA COUTINHO, Bispo do RIO DE JANEIRO, nas impressões deixadas acerca da visita feita à Capela de SÃO JOSÉ DA PARAÍBA, referiu-se "às DORES", não visitada por não ter agradado muito a recepção que lhe proporcionou o Pe.PAIVA.
          A primeira referência à Paróquia data de 1859 (Termo de abertura do ano, assinado pelo Pe.LEITÃO). O Padre LUÍS LOPES TEIXEIRA, na abertura do livro de batizados de 1866, declarou que "criada a Freguesia, não recebeu instgituição canônica do Bispo D.PEDRO MARIA LACERDA". A 11 de Fevereiro de 1893 o Pe. FRANCISCO RIZZOTTI, pela primeira vez, nos livros de registro, assinalou "NOSSA SENHORA DAS DORES DE TARU-ASSU".
          O patrimônio foi constituído de seis alqueires doados por MANOEL LOPES DE OLIVEIRA e sua mulher, MARIA EUGÊNIA DE ASSUNÇÃO, em 6 de Maio de 1827.

* Nota: A 6 de maio de 1827, quando da doação do terreno para o patrimônio, constou no registro que "os seis alqueires que situavam-se no edifício da mesma Capela, que vem a ser da aguada do córrego, encostada a um mato virgem, direito à serra, até a divisa de FELISBERTO PEREIRA".



Essa foto, não fosse a data escrita embaixo, à caneta, me pareceria mais antiga... Mas óbviamente não são os anos 80 do século XIX,  até mesmo em função da vestimenta do homem no pé da escada...  Donde devemos concluir que são os anos 80 do século XX. O que também não me parece convincente... Qual é sua opinião? FONTE: DANIEAL VALENTIM NERY
                                                                     
Segundo a estimativa de DANIEL VALENTIM NERY, essa foto estaria datada de um período entre o final do século XIX e o começo do século XX. Agradeceria se porventura alguém tivesse maiores informações a respeito.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

GONÇALVES DE MORAES x ARRUDA CÂMARA

                  Tempos atrás, ao receber de FABRICIO MARTINS, de MARIPÁ, o maravilhoso presente que foi para nós, descendentes perigordinos, as duas únicas e preciosas fotos da FAZENDA MONTE CRISTO que até o momento possuímos, trocamos alguns e-mails e pairou uma dúvida sobre qual seria a filha de JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES que veio a se tornar a primeira esposa (a segunda é da família TEMPONI) do CORONEL ARRUDA CÂMARA, proprietário da FAZENDA SANTANA, em ARGIRITA, que, na época, chama-se RIO PARDO DO LEOPOLDINA. 
                  O que venho trazer para vocês hoje é a reprodução de uma postagem na excelente página "HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL IMPERIAL", oriunda do site abaixo indicado do nosso prezadíssimo ALOYSIO CLEMENTE  BREVES BEILER. Essa postagem foi a confirmação de todas as pesquisas que eu havia feito anteriormente, e apontavam nessa direção, isto é: havia uma profunda ligação entre as fazendas MONTE CRISTO e SANTANA.  Desconheço à fundo a região onde as mesmas se localizam, mas posso apostar que apresentam continuidade territorial. E foi aí, nesse enorme latifúndio familiar, que se instalou FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT como administrador/proprietário e, anos depois, os imigrantes perigordinos, contratados para a lavoura do café.
                A primeira esposa do CORONEL ARRUDA CÂMARA, e que não deixou herdeiros, foi RITA DOLORES DE MORAES, uma dos onze filhos do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES. É preciso paciência e boa vontade para compreender as genealogias antigas, onde os nomes se repetem geração após geração e o casamento intrafamiliar era quase uma norma.
                Vamos ao texto em questão:

GENEALOGIA ARRUDA CÂMARA:
Antônio de Arruda Câmara, nascido por volta de 1875, na Vila de Itatuba Coronel Francisco - INGÁ/PB (antiga Vila de Cachoeira de Cebolas), proprietário rural e fazendeiro nos municípios de Leopoldina e Bicas, Minas Gerais, especificamente na Vila de Maripá, em Bicas/MG, Fazenda Santana. Construiu na Fazenda de Santa Rita a igreja de Santa Rita.Era cafeicultor e criador. Casou-se em primeiras núpcias, com Rita de Moraes Câmara (Dona Ritoca), viúva, filha do Comendador Francisco Gonçalves de Moraes e CECÍLIA BREVES DE MORAES e em segundas núpcias com Manoela Temponi, filha de Vicente Temponi e Maria Temponi. Não houve filhos do primeiro matrimônio e do segundo houve uma filha:

Filho 1 - Ana Elizabeth de Arruda Câmara, casada com Mário Ferreira da Costa. O casal reside em Bicas/MG e tem dois filhos:
Netos1 a 2 - Francisco José e Vicente de Paula.
Este levantamento foi feito entre 1950 e 1960 pelo primo em 1º grau de meu bisavô, Antônio de Arruda Câmara, e a informação é fidedigna, pois este Coronel era irmão deste Antônio. Além disso, temos o seguinte artigo:
"Maripá de Minas comemorou seus 38 anos de emancipação política administrativa, dia 1º de março, uma grande conquista para a época, sem missa em ação de graças ou reunião na Câmara Municipal. Os tempos passaram e com os anos se foram ilustres políticos da terra dos guaianim, ou sejam índios sem nação, como por exemplo Bertholdo Machado, Major Necésio Silva, Cel. Quintino, Cel. Arruda Câmara, Cel. Retto e o Capitão Xixico Guimarães. Vamos mais além até o Major Delfino da Costa Carvalho, casado com D. Florência, da tradicional família dos Ferreiras, de Portugal e deste casal nasceu a filha Bebela a qual contraiu núpcias com o libanês José Waldy Augusto, este um chamado à época "rei do café". Junto a estes líderes políticos da época ressalto ainda a figura do Cel Arruda Câmara, casado com D. Ritoca, filha do comendador Moraes, motivo das principais divergências da terra naquela época, quando tudo partia da Fazenda Santana. Assim poderia ser resumida a vida política maripaense, perdão, da terra do Curato de São Sebastião de Maripá, nome original do atual município, nunca jamais Córrego do Meio, como desejam alguns, até mesmo historiadores famosos, basta consultar os livros do Cartório de Paz e verificar que em 1810 assim já era designada esta terra. Quanto a Domingos Antônio de Oliveira, doador das terras para a Capela de São Sebastião, isso fica por obra e graça dos encargos fiscais da época e dos distribuidores das patentes."
Estamos falando da mesma pessoa. Este artigo foi tirado de um Site (comemoração aos 38 anos de Emancipação de Maripá de Minas/MG), o qual não me recordo agora. Se tiver alguma informação a acrescentar agradeço!
Esclarecimentos Genealógicos:
Dona Ritóca ou Rita Dolores de Moraes é filha do Comendador Joaquim José Gonçalves de Moraes (filho do barão de Piraí José Gonçalves de Moraes e Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves, baronesa de Piraí), portanto, neta do capitão-mór José de Souza Breves.
Joaquim José Gonçalves de Moraes, Comendador, n. 5 nov 1811, + 29 set 1886 casado com sua prima-irmã Cecília Pimenta de Almeida Breves (mesmo nome da baronesa de Piraí). Pais de:
  • Maria Clara Gonçalves de Moraes
  • Emiliana de Moraes
  • Leopoldo Gonçalves de Moraes
  • Luiza Clara Gonçalves de Moraes
  • Cecília de Moraes
  • José Gonçalves de Moraes
  • Joaquim José Gonçalves de Moraes
  • Francisco Gonçalves de Moraes (dr. Chiquinho)
  • Eugênia Luiza de Moraes
  • Rita Dolores de Moraes (Ritóca)
  • Clara de Moraes

                                                     
JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES (BREVES)


                         

            E assim enfim podemos estar certos de que os Breves passaram por nossa região na Zona da Mata Mineira (Bicas, Guarará, Maripá, Argirita...) e ali fizeram história, ainda que quase que COMPLETAMENTE esquecida. 
               Para mais detalhes, navegue aqui mesmo por esse blog, e encontrará fotos, relatos e documentos que corroboram esse fato.




FONTE (TEXTO E FOTO): www.brevescafe.xpg.com.br/