Mostrando postagens com marcador Vale do Paraíba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vale do Paraíba. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRECIOSIDADE NO CAMPO DA PESQUISA GENEALÓGICA!

               


                                                                        




         Queridos leitores, 

         Há muitos meses chegou-me às mãos aquele que considero um dos trabalhos de genealogia mais completos que eu pude encontrar, depois de tantos anos de pesquisa. Acompanhei a "gestação" do mesmo praticamente desde o momento da "fecundação" e posso garantir: foram muitos pares de mãos-irmãs incansáveis que deram à luz esse rebento.

         Com três delas tive contato e, podemos dizer sem medo de errar, criamos inclusive laços de amizade, mesmo considerando as impossibilidades ocasionadas pela distância geográfica entre nós. Embora outros irmãos mereçam ser citados nesses créditos, venho aqui mais especificamente por aquelas com as quais  tive e ainda tenho o prazer de uma amizade tão "antiga" e tão peculiar: Lalá, Fafau e Gracinha. Para vocês, só posso dizer: PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!! Que preciosidade vocês pariram! Quanta paciência e dedicação! Quanto de si precisaram doar, em todos os sentidos! Mas estou certa agora, mais ainda do que sempre estive: VALEU A PENA! Todas as gerações vindouras de MOUTY, BONIMOND, PAVEL  e tantos e tantos e tantos  agradecerão o imenso trabalho que realizaram.  Sinto-me muito orgulhosa e agradecida de ter podido partilhar com vocês uma parte dessa jornada. 

        Vocês, leitores e companheiros genealógicos, poderão acessar a obra completa no link que deixarei no final dessa publicação. Por enquanto, falemos um pouco mais  dessa belezura de trabalho. 

        Chamarei as autoras de "as meninas", unicamente para minha comodidade. Até porque sei que vocês procurarão ler o livro (e dentro dele muitos livros) e conhecerão muitíssimo bem cada uma delas. 

        Sabemos todos, os "genealogistas" amadores ou não, o quanto é difícil esse tipo de "reconstrução histórica", devido à "cama de gato" que temos em relação aos nomes, desde os prenomes até os nomes de família: aportuguesados, trocados, repetidos por gerações ( às vezes com mais de um irmão com os mesmo prenome, creiam!), adulterados e escritos erradamente, mesmo em registros oficiais, tanto no Brasil quanto nos países de origem dos imigrantes. Isso tudo apenas como exemplo. Mas "as meninas" deram conta de esclarecer muito mais do que parecia possível, com um trabalho de verdadeiras detetives. 

       Por alguns momentos, essa busca nos fez caminhar juntas, literalmente, como numa breve viagem à Piraí e à maravilhosa e inesquecível Fazenda Bela Aliança e sua proprietária MARIA LUIZA LEÃO. Inesquecível e doce figura. E essa procura também trouxe as autoras à BICAS , minha cidade natal e arredores onde conviveram, por algumas passagens e tempo histórico, nossos bisavós.  Mas reconheçamos: o nosso foi apenas UM dos encontros inesquecíveis e mágicos trazidos por esse trabalho. Como para elas, é impossível para mim deixar de lembrar das muito queridas PASCALE, ISABEL, MAURICETTE e JEAN MARC, ALAN e tantos e tantos outros que foram "aplainando nossas veredas". Essa é mais uma ocasião de dizer: MUITO OBRIGADA! Tornamo-nos, todas, AMIGAS e , no que se refere à mim, só a distância física dificulta uma convivência maior. Enquanto isso, vão vivendo no meu coração.

        Na obra "das meninas", vocês podem encontrar uma riqueza de detalhes inigualável. Será um prato cheio, ou melhor, cheíssimo, para todos os pesquisadores futuros. Aqui, no corpo desse blog,  privilegiamos a imigração francesa. Nunca toquei nos meus antepassados prussianos, os Mayrink. Até porque é uma família já muito pesquisada e publicada. Não deve haver muito mais a se descobrir, embora eu prossiga lendo e guardando tudo à respeito dela. Mas "as meninas", numa só obra, atentaram, honraram e pesquisaram sobre todos os seus ramos familiares: franceses, portugueses, alemães. Tudo devidamente organizado de tal forma que você, leitor, não encontrará dificuldade alguma em encontrar o que quer ou ler apenas o que seja do seu interesse pessoal. 

       Além do mais, tudo está PERFEITAMENTE documentado e ilustrado. Descrição minuciosa dos "palcos" de cada grupo de imigrantes. Desde suas terras de origem até o "pouso final". Sim: fiquei e continuo de boca aberta. Comprovem, insisto.

       Para finalizar: sim, meninas. Conheci também a sensação de lembrança ao conhecer as "terras de França". Essas que vocês apresentaram tão minuciosamente ao longo de seus escritos. Só uma coisa não é possível documentar: os sentimentos inexprimíveis que  nos tomaram tantas e tantas vezes nesses anos de busca e encontros. E que fazem parte da  "obra Divina". 

       Despeço-me desse post com essas maravilhosas palavras  de GOETHE citadas por LALÁ:

"É FELIZ QUEM GOSTA DE LEMBRAR DE SEUS ANCESTRAIS; QUE FALA COM ALEGRIA DE SEUS FEITOS E DE SUA GRANDEZA E QUE, NO FINAL DA BONITA FILA VÊ COLOCADO, SILENCIOSAMENTE, O SEU PRÓPRIO NOME."


                                                               DESFRUTEM!

Em primeiro lugar, vocês devem visitar o blog abaixo, o mesmo da imagem que ilustra essa publicação.

          https://imigracaoegenealogia.blogspot.com  


Página aberta, vocês encontram facilmente  o link para download dos livros de sua preferência. Para nós, descendentes franceses, interessa mais especificamente os itens "OS FRANCESES NA FRANÇA" e "OS FRANCESES NO BRASIL". Querem ler todos os outros? Pois leiam, porque não terão motivos para se arrepender!


Atente para o fato de que existe mais de uma parte sobre os franceses.

Para melhor visualização, aconselho abrir em leitores de telas maiores. Fica um pouco mais difícil em celulares e leitores digitais, por exemplo. Mas nada é impossível e tudo vale a pena.


                                            



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

                                                                            




  Bom dia a todos!   

 

      Hoje, 23/02/2022, é um dia muito importante para mim e para todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da saga que é realizar uma pesquisa e conseguir publicá-la. Pesquisa amadora, sim. Não sou historiadora de formação. Mas que me exigiu anos e anos de trabalho, de viagens, de paciência, de gastos... E isso não só de minha parte, mas da parte também de tantos que estiveram comigo naquela caminhada, aos quais serei eternamente reconhecida. Hoje faz 10 anos que meu "filhote" caçula nasceu, depois de longa gestação. Para mim, é dia de festa!

      Tendo começado quase como que “por acaso” (se tal coisa existisse!), caí de amores pelos arquivos, bibliotecas, cartórios; pelo aprendizado de outra língua, o mergulho no mundo ainda novíssimo para mim da internet e das redes sociais, assim como a “cara de pau” de contatar e ser contatada por tantos quantos se interessavam pelo mesmo tema, num mundo totalmente inédito para mim. E pelos que não se interessam também. Como eu estava “possuída” por aquilo que tomei quase como que uma “missão”, acabei perdendo muito do meu excesso de escrúpulos e “partindo pra briga”: entrar onde não era chamada; perguntar a quem não conhecia; fuçar onde as portas não costumam ser propriamente franqueadas, etc .

     Jamais esquecerei o momento em que chegaram aqueles primeiros exemplares impressos, trazendo um jorro de alegria num momento particularmente turbulento de minha vida. Quanta felicidade! Depois, o inenarrável prazer de ofertá-los aos principais colaboradores, amigos e parentes, a maior parte deles partícipes da história que ele continha.

     Não “levei muita fé” que a pequena edição esgotaria tão rápido e, não muito tempo depois, vieram a segunda e a terceira, também em pequena tiragem. Isso porque, como ele trata de um tema bem específico, qual seja a imigração de meus bisavós e seus conterrâneos perigordinos para o Brasil, não achei que fosse despertar maiores interesses.

     Mas eis que, sim, outros se interessaram e a “grande família” desses imigrantes não era assim tão pequena quanto eu pensava, num primeiro momento. Além disso, distribuí muitos exemplares gratuitamente, tanto para todo um grupo de pessoas que estiveram e estão comigo até hoje nessa pesquisa que não acabará jamais, quanto para bibliotecas das cidades da região que acolheu esses imigrantes naquele final de século XIX.

     Ainda tenho exemplares e aí em cima da página desse blog você encontra todos os meios de me contatar, se quiser adquiri-lo.

     Para comemorar esses 10 anos, deixo as fotos de algumas das vezes em que “entreguei meu filhote” a alguém. Meu irmão Amarildo fez esse trabalho junto comigo.

      Muito obrigada a todos! Parabéns, “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”!!


                                                                     



                                                                                   


                    

                                                                                              





                                                                              


                                         

                                                                                   



                                                                                   



                                                                                  



                                                                                   



                                                                               



                                                                                         













     E para finalizar, minhas “madrinhas”. Sem elas, nenhum caminho teria se aberto. O caminho que me permitiu desenrolar a meada à partir de um fio, resgatando a história familiar perdida  de nossos Dousseau e ajudando a desenrolar a de outras tantas famílias:  Pascale, amiga e pesquisadora da França. Isabel, amiga e pesquisadora do Brasil. Meu eterno agradecimento a ambas. Sempre.




                       

      Para os que desejarem, ainda possuo exemplares, dessa que será certamente a última tiragem. Muito obrigada por me acompanharem até aqui. Um abraço a todos!

                                                                                


domingo, 20 de dezembro de 2020

INCÊNDIO NA FAZENDA DA GRAMA

 20-12-2020

Bom dia a todos!


          No dia 21 de Novembro, nesse ano de 2020 tão sofrido nós, os amantes da História em geral e de seu patrimônio, tivemos a notícia do triste incêndio na FAZENDA DA GRAMA, em RIO CLARO, município de fundamental importância no Ciclo do Café fluminense. Uma das joias do VALE DO PARAÍBA.

          Em razão de uma ligação de nossos franceses com a FAMÍLIA BREVES, especialmente na pessoa do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ DE SOUZA BREVES, sua história e suas possessões no VALE e também na ZONA DA MATA MINEIRA, houve um tempo em que mergulhei fundo na história dessa família como se minha fosse, o que vocês podem constatar tanto na leitura de nosso livro quanto passeando pelas páginas desse blog.

         Imediatamente após ler essa notícia, ainda nas primeiras horas da manhã, repassei-a para FABIO RODRIGUES, morador de MANGARATIBA e também amante da história da região, com a qual é ligado afetivamente desde a infância. Além disso, muito ligado à SECRETARIA DE CULTURA daquele município, demonstra em todas as suas ações e publicações um interesse genuíno pela preservação e defende um reconhecimento  mais concreto das ruínas do SACO DE MAGARATIBA e da SERRA DO PILOTO como essencialmente ligados à história de MANGARATIBA e  dos BREVES pelos arredores.  Aliás, podemos dizer que os BREVES SÃO a região. Inclusive nos quilombos que ainda existem por lá, resistindo com muita coragem encontramos, de certa forma, o lado nada glamoroso e igualmente importante da opulência dos nossos Barões. Um "rescaldo humano", digamos assim,  para o qual ainda não se voltaram com vontade os olhos do poder público e dos amantes da mais genuína cultura popular, que precisa ser resgatada e valorizada em suas raízes. Ao menos assim percebe meu imaginário de historiadora amadora. 

         As fotos a seguir foram tomadas por ele, praticamente em seguida ao incêndio. As palavras que as seguem também lhe pertencem.






     Neste último fim de semana o casarão colonial de dois andares, sede da Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, erguido pelo Comendador Joaquim José de Souza Breves, o maior escravagista e produtor de café brasileiro, foi incendiado. Neste imóvel do Século XIX, Patrimônio Histórico-Cultural da nossa região praticamente abandonado pelo poder público, foram discutidos assuntos de interesse dos senhores imperiais e costurados acordos políticos de todo o sul fluminense e do Brasil. Parte importante da nossa História se vai com o incêndio! Nossa memória importa para não esquecermos alguns absurdos cometidos pelo ser humano! Preservem nossa cultura! Preservem nossa identidade!

No mesmo dia, algumas horas depois, no mesmo FACEBOOK, mais uma postagem muito esclarecedora sobre o evento em questão, por CLÁUDIO PRADO DE MELLO, replicada na página O PASSADO DO RIO no que se refere aos aspectos da teia de trâmites e questões que envolvem nossos patrimônios histórico-culturais. Vejamos:


A REALIDADE DA FAZENDA DA GRAMA , EM RIO CLARO, NESSA SEGUNDA, APÓS O INCÊNDIO DE SÁBADO-DOMINGO

Realizamos nesta segunda-feira (23), uma vistoria na Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, que foi atingida por um incêndio na noite do último sábado (21).
A equipe esteve no local para verificar a estrutura do casarão construído no século XIX, mas constatamos que o incêndio ainda tinha focos consumindo várias partes e chamamos os Bombeiros de Barra do Piraí e Volta Redonda, que chegaram ao local para combater os focos.
A Fazenda São Joaquim da Grama foi residência da família do comendador Joaquim José de Souza Breves, o "Rei do Café". O imóvel faz parte do inventário do Inepac, mas não foi tombado em 2007 quando os proprietários solicitaram o tombamento.
Porém, a igreja da Fazenda São Joaquim da Grama tem o seu tombamento definitivo (processo número E-03/1.800/89).
Em setembro de 2019 os proprietários tinham procurado o órgão para uma conversa sobre a restauração do casarão, mas essa conversa ainda não tinha evoluído quando foi eclipsada por esta tragédia.
Além da vistoria, também buscamos informações com a Polícia Civil, responsável pela investigação, para saber os motivos do incêndio e ouvimos moradores, políticos e representantes da comunidade.
O Inepac na atual gestão está fortalecendo as ações para a preservação do patrimônio histórico em todo o estado, principalmente no interior. Hoje contamos com a possibilidade de obter recursos via Lei do Incentivo Fiscal do ICMS e dessa forma temos levado essa possibilidade a muitos proprietários como forma de obter recursos para a restauração do seu bem tombado. Várias cidades já receberam visitas técnicas neste ano.
Para auxiliar nesse reforço, o órgão criou o Brigada do Patrimônio, um sistema voluntário e colaborativo que tem recebido diversas denúncias através do número (21) 98913-1561, que também possui o serviço de WhatsApp e funciona 24 horas por dia.


Enfim, queridos leitores, falar sobre o abandono de nosso patrimônio histórico-cultural é praticamente "malhar em ferro frio", como bem o sabemos. Mas o que seria do ainda resta, não fosse a existência de "trazedores à luz"? Bem aventurados todos eles!

PS: A postagem de Cláudio Prado de Melo vem acompanhada de fotos na referida página no Facebook. Convido o leitor a segui-la, pois é um passeio normalmente muito agradável.

Obrigada por sua visita e volte sempre!

terça-feira, 23 de junho de 2020

MANDRAL DE VARGINHA

     A família MANDRAL, de SUZANNA, esposa de ANNET DOUSSEAU, sempre foi muito difícil de pesquisar. Desde o começo, pouquíssimas informações. Não fosse por JOSÉ FERREIRA MANDRAL, ao qual tive o prazer de conhecer numa manhã em seu apartamento, em LARANJEIRAS e de cujo rumo e existência tomei ciência pela querida e sempre bem disposta "Eny do Maninho", saberia ainda menos do que sei.  Infelizmente, essa foi a única vez que o vi. Ele já tinha mais de 90 anos naquela ocasião e eu morava em outra cidade. Depois desse dia falamo-nos algumas vezes por telefone e ele tomou assim ciência de que "nosso livro" estava sendo enfim publicado e lhe seria enviado. Suas palavras foram: "Você fez! De verdade!". Infelizmente, embora alguém tenha recebido o exemplar que lhe foi enviado, não foi ele. Faleceu antes disso, infelizmente.
     Em nossa conversa soube que ele teve dois filhos homens e que tinha netos que residiam em Varginha, Minas Gerais. Fotos de todos eles enfeitavam sua sala. Nunca consegui contatar nenhum deles.
     Recentemente, em mais uma de minhas infindáveis buscas pelo Google, acabei encontrando a notícia abaixo. Achei por bem republicar, porque, depois do senhor Elias, outro ramo surpreendentemente desconhecido de MANDRAL , do sul do Brasil, nos encontrou por esse blog. Então creio que continua sendo aqui o local apropriado para colecionar as memórias de família. Mesmo daquela parte que nem sequer chegamos a conhecer.
    Apenas para lembrar: os MANDRAL que chegaram ao BRASIL em 1888 foram o casal  JEAN MANDRAL e MARIE DELPÉRIER MANDRAL. Esse casal trazia uma filha, SUZANNA, que vem a ser minha bisavó. No BRASIL, JEAN e MARIE tiveram mais dois filhos: ELIAS E MARTA. ELIAS, pai do senhor JOSÉ, deve ter nascido logo após a chegada dos pais ao BRASIL. Ainda não nos foi possível precisar quando (1888? 1889?) nem onde (FAZENDA BOTAFOGO? FAZENDA BELA ALIANÇA? Ambas no VALE DO PARAÍBA). Segundo senhor JOSÉ, seu pai teria morrido com aproximadamente 60 anos. Também não temos ciência de data e/ou local exatos. ELIAS teve cinco filhos, dois homens e 3 mulheres. Um dos homens teve paradeiro desconhecido pelo senhor JOSÉ. E o próprio senhor JOSÉ saiu cedo da região de MACHADOS/BICAS/SÃO JOÃO NEPOMUCENO, para o serviço militar e nunca mais voltou.
    Sobre sua vida depois disso, não entrou em detalhes e nem tempo houve para isso. Segundo minha mãe, minha avó ainda tinha algum contato com essas primas e primos MANDRAL enquanto viva. Ao menos num primeiro momento.
    Tempos atrás, através desse blog, fui encontrada pelos MANDRAL do Sul, todos descendentes de MARTA que, ao contrário das truncadas histórias contadas, não só teve filhos, como mais de um, de sobrenome BARBOSA. Como foi maravilhoso encontrá-los!
    Sendo assim, por eles e para eles e por todos nós, achei por bem publicar aqui a notícia encontrada, referente a um dos netos (ou bisneto?) de JOSÉ FERREIRA MANDRAL. Portanto, com ele compartilhamos as raízes que nos alimentaram. A notícia é triste e espero, publicando-a aqui, não causar nenhum constrangimento, mas sim honrar e deixar registrada a memória de uma existência. No mínimo ajudará um familiar que, no futuro, deseje continuar esse trabalho de resgate que iniciei.
   Deixo aqui meu abraço à(s) família(s) MANDRAL de VARGINHA. Fraternalmente.


Fonte: blogdomadeira.com.br

Fonte: Varginha on-line

 

quarta-feira, 10 de junho de 2020

A COMENDA DO COMENDADOR

Bom dia a todos!

     Pensei em adicionar essas fotos na página de Fotos Antigas mas... as fotos são novas. Os objetos fotografados é que seriam antigos. Sendo assim...
     No interior de Minas e em quase todo canto desse nosso brasilzão, existe o hábito de "titular" pessoas não oficialmente. Os "coronéis" não são coronéis. Os "comandantes" não são comandantes.  Os "doutores" não são doutores... e por aí vai. Sendo assim, embora títulos e comendas fossem farta e estrategicamente distribuídos em nosso Brasil imperial, sempre me ficou faltando VER os documentos que os comprovem, no caso do "personagem principal" de nossa saga de imigrantes, ou seja, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT.
     Se, por um lado, todo o percurso de ALIBERT, que vai muito mais longe do que abordado tantas vezes aqui, justificaria, a meu ver, tal comenda e talvez até mais que isso, por outro lado intrigava-me o fato de tais fatos de importância numa comunidade tão pequena quanto BICAS e arredores terem sido solenemente ignorados e apagados com o correr dos anos. O fato de ALIBERT ter terminado seus dias sem nenhum brilho social não justifica que o que ele representou tenha sido apagado da história social do lugar. Pessoas muito menos importantes naquela região nomeiam praças, ruas e prédios públicos. Sim, era francês; mas optou pelo Brasil e trouxe  inúmeras famílias que estão ali, ainda hoje, povoando a região. 
     Preciso deixar claro que, quando teço essas considerações, não me refiro à valores morais ou motivações íntimas de qualquer tipo. Essas foram controversas ainda naquele tempo. Falo do valor REAL para a sociedade da época. Pelo quanto modificou o destino de tantos e pelo que foi capaz de ter e realizar, materialmente falando. Se é justamente isso que determinava e ainda determina a concessão de títulos e privilégios...
     ALIBERT teve presença marcante também no VALE DO PARAÍBA e muito, principalmente no RIO DE JANEIRO, a CORTE. Era muitíssimo bem relacionado e isso, sabemos, produz frutos ainda maiores que as próprias obras. Mas... não foi assim com ele. 
     Para mim, por mais que estude, leia, confronte pontos de vista, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT é uma incógnita. E, sendo assim, considero bem introduzida as imagens abaixo.  Elas me foram encaminhadas por LEONARDO (ALIBERT) MEIRELLES, seu bisneto e estavam sob o poder de uma prima, em JUIZ DE FORA. 
     Assim como para qualquer pesquisador que se propõe à fazer um trabalho sério e confiável, o documento principal, para nós, seria o documento comprobatório, em si. Com o nome do titulado bem visível e a inevitável assinatura de D.PEDRO II. Mas não o temos. Isso não representa dúvida sobre a realidade dos fatos. Todos os documentos oficiais da região  se referem à ALIBERT como "Comendador". Mas ter o documento seria muito interessante para nós, sem dúvida.

     Segundo a página https://super.abril.com.br/historia/ : 
    "Quando surgiu, na Idade Média, a recompensa tinha um significado bem diferente. Naquele tempo, a comenda era um benefício dado a membros do clero ou a militares que demonstravam valentia em batalhas. Geralmente, a comenda era algo valioso, como o  título de propriedade de uma terra. Com o passar dos séculos, seu valor tornou-se simbólico, representado por diplomas ou medalhas", afirma Waldemar Baroni, heraldista (especialista em títulos e emblemas da nobreza) do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito de São Paulo (CEHM).
     Se antes o Comendados tinha a obrigação de defender a terra recebida contra inimigos hoje ele não tem função definida. No máximo, a distinção confere algum prestígio em certos círculos sociais. Mesmo assim, o título sobrevive no cerimonial de governos e instituições privadas, que seguem uma hierarquia de acordo com a importância do homenageado. 'O menor grau é cavaleiro, seguido de oficial, comendador, grande oficial, grã-cruz e, quando existe, grão colar", afirma outro heraldista, Adilson Cezar, também do CEHM."

    Pelo que pude apreender da pesquisa que realizei recentemente, a Comenda poderia vir como diploma OU medalha. Isso pode ser bastante esclarecedor quanto ao fato de não termos um documento. 
    Enfim, aqui está "A COMENDA DO COMENDADOR ALIBERT". Para apreciação de quantos tinham a mesma curiosidade que eu e para deixar registrada e comprovada sua existência.


sábado, 5 de outubro de 2019

05 de Outubro de 2019.

                             PHARMÁCIA IMPERIAL

Bom dia, queridos leitores! Faz um tempinho, não?

       Em compensação, vim trazer uma lembrança que me é muito  cara, do tempo em que, em função de minhas pesquisas, fiz várias viagens à BANANAL e redondezas: ARAPEÍ, SÃO JOSÉ DO BARREIRO... Sempre seguindo a "rota dos imigrantes" do VILLE DE BUENOS AYRES e do NÍGER, que inclui PIRAÍ, BARRA DO PIRAÍ e todos os municípios limítrofes destes, que em outros tempos formavam um todo um tantão maior.
       Nessas encantadoras e mágicas viagens, tive contato com maravilhas que, com  justiça, fazem dessas cidades um destino turístico merecedor de toda nossa atenção. Principalmente se somos amantes de História. Aquelas visitas:
- à FAZENDA BELA ALIANÇA, entre VARGEM ALEGRE (para onde foram nossa SUZANNA, com apenas 3 aninhos e seus pais, após desembarcarem no RIO DE JANEIRO, vindos da DORDOGNE (ou Périgord) e PIRAÍ. Sua inesquecível proprietária MARIA LUIZA LEÃO e seu dedicado e solícito caseiro ÍRIO. A magia que vinha de cada centímetro daquelas construções e daquelas terras... São memórias que ficam guardadas no fundinho do coração e que poucas palavras podem descrever.
        A FAZENDA DOS COQUEIROS, em BANANAL, maravilhosamente bem conservada e "encharcada" do carinho acolhedor de seus proprietários BETH BRUM, seu esposo (in memoriam) e sua filha TATIANA. Para nós importante como fonte de pesquisa, porque, durante um tempo, no tempo de nossos bisavós e desde antes ainda, foi propriedade do BARÃO CÂNDIDO RIBEIRO BARBOSA, também proprietário da FAZENDA RIALTO, o foco de nosso interesse. Em RIALTO e por RIALTO grandes tragédias e dramas acometeram os imigrantes vindos no NÍGER. Sobre isso PASCALE LAGAUTERIE nos prepara um livro baseado em profunda pesquisa, pelo qual espero ansiosa. Hoje, por lá, só encontrei traços da família CHEMINAND, embora essa, originariamente, tenha vindo para a FAZENDA MONTE CRISTO, em MARIPÁ DE MINAS. Aliás, a FAZENDA MONTE CRISTO é a "cereja do nosso bolo". Nossa história familiar se desenvolveu em muito à partir dela e das histórias que a envolvem.
        Por causa dessas duas fazendas em especial, BELLA ALIANÇA e RIALTO, o VALE DO PARAÍBA e, mais especificamente BANANAL, acabaram se tornando destino certo de muitas e muitas de minhas viagens de pesquisa.
        Mas pensam vocês que só andei por fazendas, museus, cemitérios e cartórios? Não! Não apenas. A pesquisa histórica exige que se converse com os "mais antigos" de cada lugar pesquisado. Seja onde for: nas praças, nos comércios, nas ruas, nas casas...
        E assim fui parar na PHARMÁCIA POPULAR, antiga PHARMÁCIA IMPERIAL. Que lugar! Que lugar! Naqueles anos em que frequentei assiduamente a cidade, entre 2006 e 2010, sempre me encantava cada recanto de BANANAL. Claro que olhava a pequena cidade com "lentes de aumento", digamos, em função de sua importância na história dos imigrantes perigordinos. E a PHARMÁCIA IMPERIAL, assunto da postagem de hoje, não precisava dessas lentes: ela saltava aos olhos, desde o momento que ultrapassássemos sua soleira. O senhor PLÍNIO GRAÇA, seu último proprietário (falecido em 2011), já idoso, nos recebia com prazer e atenção, se percebesse em nós "aquele sinal" de quem reconhece o valor da preservação. E ali, em sua farmácia... ops... não! "pharmácia" (Ph  merecidíssimo!) estávamos em um "museu vivo". Junto a pequena quantidade de medicamentos comercializáveis, o que podíamos ver ali era, provavelmente, o mesmo que viram nossos antepassados franceses em sua breve passagem pela região. Quase 100% intacto!
       Você poderá encontrar, numa rápida pesquisa pela internet, muito material sobre cada um desses lugares. Vale a pena fazê-lo. Colocarei alguns links no final dessa publicação para dar partida à sua curiosidade.
       Mas aqui, no nosso blog, venho trazer MINHAS fotos. Aquelas daquele tempo e que nunca antes havia publicado. Em memória de tudo  que me foi preciosíssimo. De pessoas que me foram preciosíssimas e principalmente, nesse caso, de um lugarzinho mágico  do qual tive  o prazer de respirar o ar: a PHARMÁCIA IMPERIAL! As outras fotos, mais ou menos antigas, foram garimpadas pela internet, duas delas numa publicação  que você pode ver entre os links que recomendo  abaixo, nessa publicação, para todos aqueles que desejam saber mais sobre os lugares citados acima. Vale a pena! Depois só fica faltando visitá-los. Ao vivo e em cores. Ao menos a FAZENDA DOS COQUEIROS tem um trabalho todo especial voltado para o atendimento dos interessados, sejam historiadores, turistas ou amantes da natureza. 
       Para vocês:










http://www.saopauloantiga.com.br/pharmacia-popular/

http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/13_bela-alianaa.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142005000200010




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

SENZALA DA FAZENDA PONTE ALTA.

Bom dia!

         Antes de mais nada gostaria de recomendar veementemente que você visite essa fazenda, situada na localidade de SANTANA, em BARRA DO PIRAÍ.  Fundada em 1817 por JOSÉ LUÍS GOMES, o BARÃO DE MAMBUCABA e aberta ao turismo desde 1992. Ainda que a tenha conhecido numa excursão puramente turística, é essencial reconhecer todo o empenho do atual administrador (ROBERTO FREITAS, ator e historiador, incorporando o próprio BARÃO DE MAMBUCABA) e sua excelente equipe de também atores/monitores, em recompor a história dos primórdios do Ciclo do Café, principal e especificamente daquela passada em seus domínios. 
         Para mim, o ponto alto (entre tantos...) foi a visita às antigas senzalas, hoje utilizadas como um pequeno Museu do Escravo, que mantém muito bem preservadas suas características originais. Quando tudo isso seria já o bastante, fui muitíssimo tocada pela explanação sentida e comprometida da guia/atriz que nos acompanhou. Tudo que é feito assim, é feito melhor. Não memorizei seu nome, mas gostaria muito de deixar aqui registrados minha admiração e meus cumprimentos. E, ressaltemos: nossos bisavós franceses ainda conviveram com essa realidade, embora ela estivesse em seus anos finais. Como teria se passado essa convivência, nas grandes fazendas onde trabalharam, como por exemplo a MONTE CRISTO, é terreno a ser preenchido com nossa imaginação... 
         Deixo para vocês, além da sugestão da visita, algumas fotos da dita senzala e outras tantas também interessantes. E não esqueça: lá existe muito mais a se ver, mas limitar-me-ei àquilo que mais particularmente me tocou. 
        E vamos às fotos:

                                             


Balança inglesa.





O BARÃO  e a BARONESA DE MAMBUCABA, com a BARONESA DE PIRAÍ,  recebem os visitantes.



                                            

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOVA TIRAGEM DE NOSSO LIVRO!!!





Bom dia a todos!


       Hoje venho para trazer essa boa nova: já está disponível a 3ª tiragem de nosso livro "DOUSSEAU:ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ". Esse novo lote conta com algumas fotografias a mais e também algumas atualizações que se fizeram necessárias, principalmente quanto a alguns falecimentos ocorridos após 2011/2012 (primeira e terceira tiragem). 
       Mas, mais importante que tudo isso, é um pequeno parágrafo introduzido no capítulo referente à FAMÍLIA MANDRAL, que nos dá conta de um ramo familiar completamente desconhecido e inesperado até então.  Em breve, publicarei aqui, com mais detalhes, tudo sobre essa descoberta tão importante para todos nós, descendentes DELPÉRIER MANDRAL DOUSSEAU. Não perca!






      O livro continua sendo vendido pelos mesmos meios 
anteriores, quais sejam: pessoalmente comigo, através do Facebook, por e-mail ou por meus telefones, todos informados no ítem 'CONTATOS", acima dessa página. Devido a mudança de gráfica, poderei manter o valor de 25,00 por cada exemplar.
       Espero por você!
Um abraço"