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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRECIOSIDADE NO CAMPO DA PESQUISA GENEALÓGICA!

               


                                                                        




         Queridos leitores, 

         Há muitos meses chegou-me às mãos aquele que considero um dos trabalhos de genealogia mais completos que eu pude encontrar, depois de tantos anos de pesquisa. Acompanhei a "gestação" do mesmo praticamente desde o momento da "fecundação" e posso garantir: foram muitos pares de mãos-irmãs incansáveis que deram à luz esse rebento.

         Com três delas tive contato e, podemos dizer sem medo de errar, criamos inclusive laços de amizade, mesmo considerando as impossibilidades ocasionadas pela distância geográfica entre nós. Embora outros irmãos mereçam ser citados nesses créditos, venho aqui mais especificamente por aquelas com as quais  tive e ainda tenho o prazer de uma amizade tão "antiga" e tão peculiar: Lalá, Fafau e Gracinha. Para vocês, só posso dizer: PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!! Que preciosidade vocês pariram! Quanta paciência e dedicação! Quanto de si precisaram doar, em todos os sentidos! Mas estou certa agora, mais ainda do que sempre estive: VALEU A PENA! Todas as gerações vindouras de MOUTY, BONIMOND, PAVEL  e tantos e tantos e tantos  agradecerão o imenso trabalho que realizaram.  Sinto-me muito orgulhosa e agradecida de ter podido partilhar com vocês uma parte dessa jornada. 

        Vocês, leitores e companheiros genealógicos, poderão acessar a obra completa no link que deixarei no final dessa publicação. Por enquanto, falemos um pouco mais  dessa belezura de trabalho. 

        Chamarei as autoras de "as meninas", unicamente para minha comodidade. Até porque sei que vocês procurarão ler o livro (e dentro dele muitos livros) e conhecerão muitíssimo bem cada uma delas. 

        Sabemos todos, os "genealogistas" amadores ou não, o quanto é difícil esse tipo de "reconstrução histórica", devido à "cama de gato" que temos em relação aos nomes, desde os prenomes até os nomes de família: aportuguesados, trocados, repetidos por gerações ( às vezes com mais de um irmão com os mesmo prenome, creiam!), adulterados e escritos erradamente, mesmo em registros oficiais, tanto no Brasil quanto nos países de origem dos imigrantes. Isso tudo apenas como exemplo. Mas "as meninas" deram conta de esclarecer muito mais do que parecia possível, com um trabalho de verdadeiras detetives. 

       Por alguns momentos, essa busca nos fez caminhar juntas, literalmente, como numa breve viagem à Piraí e à maravilhosa e inesquecível Fazenda Bela Aliança e sua proprietária MARIA LUIZA LEÃO. Inesquecível e doce figura. E essa procura também trouxe as autoras à BICAS , minha cidade natal e arredores onde conviveram, por algumas passagens e tempo histórico, nossos bisavós.  Mas reconheçamos: o nosso foi apenas UM dos encontros inesquecíveis e mágicos trazidos por esse trabalho. Como para elas, é impossível para mim deixar de lembrar das muito queridas PASCALE, ISABEL, MAURICETTE e JEAN MARC, ALAN e tantos e tantos outros que foram "aplainando nossas veredas". Essa é mais uma ocasião de dizer: MUITO OBRIGADA! Tornamo-nos, todas, AMIGAS e , no que se refere à mim, só a distância física dificulta uma convivência maior. Enquanto isso, vão vivendo no meu coração.

        Na obra "das meninas", vocês podem encontrar uma riqueza de detalhes inigualável. Será um prato cheio, ou melhor, cheíssimo, para todos os pesquisadores futuros. Aqui, no corpo desse blog,  privilegiamos a imigração francesa. Nunca toquei nos meus antepassados prussianos, os Mayrink. Até porque é uma família já muito pesquisada e publicada. Não deve haver muito mais a se descobrir, embora eu prossiga lendo e guardando tudo à respeito dela. Mas "as meninas", numa só obra, atentaram, honraram e pesquisaram sobre todos os seus ramos familiares: franceses, portugueses, alemães. Tudo devidamente organizado de tal forma que você, leitor, não encontrará dificuldade alguma em encontrar o que quer ou ler apenas o que seja do seu interesse pessoal. 

       Além do mais, tudo está PERFEITAMENTE documentado e ilustrado. Descrição minuciosa dos "palcos" de cada grupo de imigrantes. Desde suas terras de origem até o "pouso final". Sim: fiquei e continuo de boca aberta. Comprovem, insisto.

       Para finalizar: sim, meninas. Conheci também a sensação de lembrança ao conhecer as "terras de França". Essas que vocês apresentaram tão minuciosamente ao longo de seus escritos. Só uma coisa não é possível documentar: os sentimentos inexprimíveis que  nos tomaram tantas e tantas vezes nesses anos de busca e encontros. E que fazem parte da  "obra Divina". 

       Despeço-me desse post com essas maravilhosas palavras  de GOETHE citadas por LALÁ:

"É FELIZ QUEM GOSTA DE LEMBRAR DE SEUS ANCESTRAIS; QUE FALA COM ALEGRIA DE SEUS FEITOS E DE SUA GRANDEZA E QUE, NO FINAL DA BONITA FILA VÊ COLOCADO, SILENCIOSAMENTE, O SEU PRÓPRIO NOME."


                                                               DESFRUTEM!

Em primeiro lugar, vocês devem visitar o blog abaixo, o mesmo da imagem que ilustra essa publicação.

          https://imigracaoegenealogia.blogspot.com  


Página aberta, vocês encontram facilmente  o link para download dos livros de sua preferência. Para nós, descendentes franceses, interessa mais especificamente os itens "OS FRANCESES NA FRANÇA" e "OS FRANCESES NO BRASIL". Querem ler todos os outros? Pois leiam, porque não terão motivos para se arrepender!


Atente para o fato de que existe mais de uma parte sobre os franceses.

Para melhor visualização, aconselho abrir em leitores de telas maiores. Fica um pouco mais difícil em celulares e leitores digitais, por exemplo. Mas nada é impossível e tudo vale a pena.


                                            



quarta-feira, 1 de junho de 2022

                                           

                                          NOTA DE FALECIMENTO


                                                     


        Faleceu no LARDIN SAINT-LAZARE, Dordonha, França, no dia 14-05-2022, nosso primo LUCIEN (DOUSSEAU) MANCINI.  Lucien, mais conhecido como LULU, nasceu em 22-10-1948. 

         Guardarei para sempre a lembrança de sua alegria. Alegria essa que também iluminou alguns de meus dias em 2013, junto com seus queridos irmãos GISÈLE,   DENIS e JOSIE,  bem como seus sobrinhos ISABELLE e LÉO. Todos caríssimos ao meu coração. Aceitem meu "abraço brasileiro" muito afetuoso e sincero, que inclui sua filha, STELLA. 

         LUCIEN era filho de YVONNE DOUSSEAU MANCINI. Neto de CHARLES DOUSSEAU. Bisneto de JEAN DOUSSEAU. JEAN era primo de nosso bisavô ANNET DOUSSEAU. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

                                                                            




  Bom dia a todos!   

 

      Hoje, 23/02/2022, é um dia muito importante para mim e para todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da saga que é realizar uma pesquisa e conseguir publicá-la. Pesquisa amadora, sim. Não sou historiadora de formação. Mas que me exigiu anos e anos de trabalho, de viagens, de paciência, de gastos... E isso não só de minha parte, mas da parte também de tantos que estiveram comigo naquela caminhada, aos quais serei eternamente reconhecida. Hoje faz 10 anos que meu "filhote" caçula nasceu, depois de longa gestação. Para mim, é dia de festa!

      Tendo começado quase como que “por acaso” (se tal coisa existisse!), caí de amores pelos arquivos, bibliotecas, cartórios; pelo aprendizado de outra língua, o mergulho no mundo ainda novíssimo para mim da internet e das redes sociais, assim como a “cara de pau” de contatar e ser contatada por tantos quantos se interessavam pelo mesmo tema, num mundo totalmente inédito para mim. E pelos que não se interessam também. Como eu estava “possuída” por aquilo que tomei quase como que uma “missão”, acabei perdendo muito do meu excesso de escrúpulos e “partindo pra briga”: entrar onde não era chamada; perguntar a quem não conhecia; fuçar onde as portas não costumam ser propriamente franqueadas, etc .

     Jamais esquecerei o momento em que chegaram aqueles primeiros exemplares impressos, trazendo um jorro de alegria num momento particularmente turbulento de minha vida. Quanta felicidade! Depois, o inenarrável prazer de ofertá-los aos principais colaboradores, amigos e parentes, a maior parte deles partícipes da história que ele continha.

     Não “levei muita fé” que a pequena edição esgotaria tão rápido e, não muito tempo depois, vieram a segunda e a terceira, também em pequena tiragem. Isso porque, como ele trata de um tema bem específico, qual seja a imigração de meus bisavós e seus conterrâneos perigordinos para o Brasil, não achei que fosse despertar maiores interesses.

     Mas eis que, sim, outros se interessaram e a “grande família” desses imigrantes não era assim tão pequena quanto eu pensava, num primeiro momento. Além disso, distribuí muitos exemplares gratuitamente, tanto para todo um grupo de pessoas que estiveram e estão comigo até hoje nessa pesquisa que não acabará jamais, quanto para bibliotecas das cidades da região que acolheu esses imigrantes naquele final de século XIX.

     Ainda tenho exemplares e aí em cima da página desse blog você encontra todos os meios de me contatar, se quiser adquiri-lo.

     Para comemorar esses 10 anos, deixo as fotos de algumas das vezes em que “entreguei meu filhote” a alguém. Meu irmão Amarildo fez esse trabalho junto comigo.

      Muito obrigada a todos! Parabéns, “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”!!


                                                                     



                                                                                   


                    

                                                                                              





                                                                              


                                         

                                                                                   



                                                                                   



                                                                                  



                                                                                   



                                                                               



                                                                                         













     E para finalizar, minhas “madrinhas”. Sem elas, nenhum caminho teria se aberto. O caminho que me permitiu desenrolar a meada à partir de um fio, resgatando a história familiar perdida  de nossos Dousseau e ajudando a desenrolar a de outras tantas famílias:  Pascale, amiga e pesquisadora da França. Isabel, amiga e pesquisadora do Brasil. Meu eterno agradecimento a ambas. Sempre.




                       

      Para os que desejarem, ainda possuo exemplares, dessa que será certamente a última tiragem. Muito obrigada por me acompanharem até aqui. Um abraço a todos!

                                                                                


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

DOUSSEAU NO MURO!

Bom dia, povo!

           Sei que venho trazer uma "novidade velha" mas, por conta desse tempo de exceção que estamos vivendo devido à pandemia de coronavirus eu, literalmente, não estou vendo o tempo passar. Tudo aquilo que nos insere na realidade, através dos compromissos diários, dos aniversários, das comemorações cívicas ou culturais, do convívio em geral, foi deixado de lado e, com isso, o tempo passou a ser mera abstração.

            Eu pretendia fazer essa publicação quando tivesse ido antes,  pessoal e educadamente,  agradecer à homenagem tão linda e que tanto me sensibilizou, estampando o muro da SECRETARIA DE CULTURA de BICAS. Sei que houve um momento qualquer no qual alguém, por iniciativa própria, sugeriu que nosso livro fosse estampado ali. Gostaria muito de saber quem e agradecer sinceramente. Talvez a  maioria das pessoas não saiba  o valor que isso possa ter, não só para mim, mas para todos os pequenos produtores de cultura. E é um exemplo positivo e inspirador que pode ser para a formação dos jovens biquenses que visitem aquele espaço. Ideia genial! 

            Como eu não saberia listar a quem devo todos os meus sinceros agradecimentos, faço-o na pessoa do Secretário de Cultura, ALEXANDRE DE CASTRO MENDES; do pintor SCOOBY, autor da obra; da funcionária ALZIRINHA e de quantos mais, de forma direta ou indireta, estiveram envolvidos nesse projeto de cidadania e na divulgação do mesmo.   

            Em meu nome e no nome dos DOUSSEAU do BRASIL e da FRANÇA... MUITO OBRIGADA!


                                                                                





Todas as fotos são de autoria de AMARILDO MAYRINK

              

terça-feira, 23 de junho de 2020

MANDRAL DE VARGINHA

     A família MANDRAL, de SUZANNA, esposa de ANNET DOUSSEAU, sempre foi muito difícil de pesquisar. Desde o começo, pouquíssimas informações. Não fosse por JOSÉ FERREIRA MANDRAL, ao qual tive o prazer de conhecer numa manhã em seu apartamento, em LARANJEIRAS e de cujo rumo e existência tomei ciência pela querida e sempre bem disposta "Eny do Maninho", saberia ainda menos do que sei.  Infelizmente, essa foi a única vez que o vi. Ele já tinha mais de 90 anos naquela ocasião e eu morava em outra cidade. Depois desse dia falamo-nos algumas vezes por telefone e ele tomou assim ciência de que "nosso livro" estava sendo enfim publicado e lhe seria enviado. Suas palavras foram: "Você fez! De verdade!". Infelizmente, embora alguém tenha recebido o exemplar que lhe foi enviado, não foi ele. Faleceu antes disso, infelizmente.
     Em nossa conversa soube que ele teve dois filhos homens e que tinha netos que residiam em Varginha, Minas Gerais. Fotos de todos eles enfeitavam sua sala. Nunca consegui contatar nenhum deles.
     Recentemente, em mais uma de minhas infindáveis buscas pelo Google, acabei encontrando a notícia abaixo. Achei por bem republicar, porque, depois do senhor Elias, outro ramo surpreendentemente desconhecido de MANDRAL , do sul do Brasil, nos encontrou por esse blog. Então creio que continua sendo aqui o local apropriado para colecionar as memórias de família. Mesmo daquela parte que nem sequer chegamos a conhecer.
    Apenas para lembrar: os MANDRAL que chegaram ao BRASIL em 1888 foram o casal  JEAN MANDRAL e MARIE DELPÉRIER MANDRAL. Esse casal trazia uma filha, SUZANNA, que vem a ser minha bisavó. No BRASIL, JEAN e MARIE tiveram mais dois filhos: ELIAS E MARTA. ELIAS, pai do senhor JOSÉ, deve ter nascido logo após a chegada dos pais ao BRASIL. Ainda não nos foi possível precisar quando (1888? 1889?) nem onde (FAZENDA BOTAFOGO? FAZENDA BELA ALIANÇA? Ambas no VALE DO PARAÍBA). Segundo senhor JOSÉ, seu pai teria morrido com aproximadamente 60 anos. Também não temos ciência de data e/ou local exatos. ELIAS teve cinco filhos, dois homens e 3 mulheres. Um dos homens teve paradeiro desconhecido pelo senhor JOSÉ. E o próprio senhor JOSÉ saiu cedo da região de MACHADOS/BICAS/SÃO JOÃO NEPOMUCENO, para o serviço militar e nunca mais voltou.
    Sobre sua vida depois disso, não entrou em detalhes e nem tempo houve para isso. Segundo minha mãe, minha avó ainda tinha algum contato com essas primas e primos MANDRAL enquanto viva. Ao menos num primeiro momento.
    Tempos atrás, através desse blog, fui encontrada pelos MANDRAL do Sul, todos descendentes de MARTA que, ao contrário das truncadas histórias contadas, não só teve filhos, como mais de um, de sobrenome BARBOSA. Como foi maravilhoso encontrá-los!
    Sendo assim, por eles e para eles e por todos nós, achei por bem publicar aqui a notícia encontrada, referente a um dos netos (ou bisneto?) de JOSÉ FERREIRA MANDRAL. Portanto, com ele compartilhamos as raízes que nos alimentaram. A notícia é triste e espero, publicando-a aqui, não causar nenhum constrangimento, mas sim honrar e deixar registrada a memória de uma existência. No mínimo ajudará um familiar que, no futuro, deseje continuar esse trabalho de resgate que iniciei.
   Deixo aqui meu abraço à(s) família(s) MANDRAL de VARGINHA. Fraternalmente.


Fonte: blogdomadeira.com.br

Fonte: Varginha on-line

 

quarta-feira, 10 de junho de 2020

A COMENDA DO COMENDADOR

Bom dia a todos!

     Pensei em adicionar essas fotos na página de Fotos Antigas mas... as fotos são novas. Os objetos fotografados é que seriam antigos. Sendo assim...
     No interior de Minas e em quase todo canto desse nosso brasilzão, existe o hábito de "titular" pessoas não oficialmente. Os "coronéis" não são coronéis. Os "comandantes" não são comandantes.  Os "doutores" não são doutores... e por aí vai. Sendo assim, embora títulos e comendas fossem farta e estrategicamente distribuídos em nosso Brasil imperial, sempre me ficou faltando VER os documentos que os comprovem, no caso do "personagem principal" de nossa saga de imigrantes, ou seja, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT.
     Se, por um lado, todo o percurso de ALIBERT, que vai muito mais longe do que abordado tantas vezes aqui, justificaria, a meu ver, tal comenda e talvez até mais que isso, por outro lado intrigava-me o fato de tais fatos de importância numa comunidade tão pequena quanto BICAS e arredores terem sido solenemente ignorados e apagados com o correr dos anos. O fato de ALIBERT ter terminado seus dias sem nenhum brilho social não justifica que o que ele representou tenha sido apagado da história social do lugar. Pessoas muito menos importantes naquela região nomeiam praças, ruas e prédios públicos. Sim, era francês; mas optou pelo Brasil e trouxe  inúmeras famílias que estão ali, ainda hoje, povoando a região. 
     Preciso deixar claro que, quando teço essas considerações, não me refiro à valores morais ou motivações íntimas de qualquer tipo. Essas foram controversas ainda naquele tempo. Falo do valor REAL para a sociedade da época. Pelo quanto modificou o destino de tantos e pelo que foi capaz de ter e realizar, materialmente falando. Se é justamente isso que determinava e ainda determina a concessão de títulos e privilégios...
     ALIBERT teve presença marcante também no VALE DO PARAÍBA e muito, principalmente no RIO DE JANEIRO, a CORTE. Era muitíssimo bem relacionado e isso, sabemos, produz frutos ainda maiores que as próprias obras. Mas... não foi assim com ele. 
     Para mim, por mais que estude, leia, confronte pontos de vista, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT é uma incógnita. E, sendo assim, considero bem introduzida as imagens abaixo.  Elas me foram encaminhadas por LEONARDO (ALIBERT) MEIRELLES, seu bisneto e estavam sob o poder de uma prima, em JUIZ DE FORA. 
     Assim como para qualquer pesquisador que se propõe à fazer um trabalho sério e confiável, o documento principal, para nós, seria o documento comprobatório, em si. Com o nome do titulado bem visível e a inevitável assinatura de D.PEDRO II. Mas não o temos. Isso não representa dúvida sobre a realidade dos fatos. Todos os documentos oficiais da região  se referem à ALIBERT como "Comendador". Mas ter o documento seria muito interessante para nós, sem dúvida.

     Segundo a página https://super.abril.com.br/historia/ : 
    "Quando surgiu, na Idade Média, a recompensa tinha um significado bem diferente. Naquele tempo, a comenda era um benefício dado a membros do clero ou a militares que demonstravam valentia em batalhas. Geralmente, a comenda era algo valioso, como o  título de propriedade de uma terra. Com o passar dos séculos, seu valor tornou-se simbólico, representado por diplomas ou medalhas", afirma Waldemar Baroni, heraldista (especialista em títulos e emblemas da nobreza) do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito de São Paulo (CEHM).
     Se antes o Comendados tinha a obrigação de defender a terra recebida contra inimigos hoje ele não tem função definida. No máximo, a distinção confere algum prestígio em certos círculos sociais. Mesmo assim, o título sobrevive no cerimonial de governos e instituições privadas, que seguem uma hierarquia de acordo com a importância do homenageado. 'O menor grau é cavaleiro, seguido de oficial, comendador, grande oficial, grã-cruz e, quando existe, grão colar", afirma outro heraldista, Adilson Cezar, também do CEHM."

    Pelo que pude apreender da pesquisa que realizei recentemente, a Comenda poderia vir como diploma OU medalha. Isso pode ser bastante esclarecedor quanto ao fato de não termos um documento. 
    Enfim, aqui está "A COMENDA DO COMENDADOR ALIBERT". Para apreciação de quantos tinham a mesma curiosidade que eu e para deixar registrada e comprovada sua existência.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ANNET DOUSSEAU e SUZANNA MANDRAL DOUSSEAU

              Queridos leitores,

              Recentemente, numa visita familiar à Itatiba, SP, para rever nossa tia SUZANA (ZANITA) depois de muitos e muitos anos, tive a enorme emoção de encontrar em casa de JUNINHO, um de meus primos, preservado com todo cuidado possível, o  álbum de fotos de meus avós MERITA e EVARISTO, que tanto me encantou em minhas férias de infância e  que eu julgava desaparecido. Durante todo os anos de pesquisa até a publicação de nosso livro, lamentava não tê-lo mais sob meus olhos adultos, que agora saberiam tirar proveito e registrar para sempre as histórias contidas naquelas preciosas imagens. 
             Imediatamente fotografei cada uma da maioria delas, dando graças a Deus por haver recentemente trocado de celular, tendo eu, agora, uma câmera de melhor qualidade. Algumas delas, sem a saudosa presença de minha avó, não puderam mais ser identificadas com certeza, apesar da excelente memória de tia Zanita. Nos últimos dias, com a ajuda de minha mãe LYDIA, minha tia SERRATE e algumas de suas primas, pudemos identificar todas, que vou pouco a pouco apresentar aqui para vocês, na página de "FOTOS ANTIGAS". Mas, para abrir esse trabalho com chave de ouro, deixo aqui para todos vocês, em lugar de honra e destaque, mais uma foto de meus bisavós ANNET e SUZANNA. Ela estava um tantinho danificada, mas meu irmão AMARILDO fez a gentileza de restaurá-la para nós. Nossa querida amiga PASCALE LAGAUTERIE indagou-me sobre a data provável dessa foto. Num primeiro momento, achei que fosse no mesmo dia das duas únicas que eu tinha antes dessa. Depois, observando melhor, alguns detalhes, observei que pode haver, sim, alguns anos de diferença entre elas. Provavelmente não teremos como esclarecer isso de forma definitiva. Fiquem atentos nos próximos dias. Temos muitas ainda para compartilhar por aqui.  Então... ei-la!






sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOVA TIRAGEM DE NOSSO LIVRO!!!





Bom dia a todos!


       Hoje venho para trazer essa boa nova: já está disponível a 3ª tiragem de nosso livro "DOUSSEAU:ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ". Esse novo lote conta com algumas fotografias a mais e também algumas atualizações que se fizeram necessárias, principalmente quanto a alguns falecimentos ocorridos após 2011/2012 (primeira e terceira tiragem). 
       Mas, mais importante que tudo isso, é um pequeno parágrafo introduzido no capítulo referente à FAMÍLIA MANDRAL, que nos dá conta de um ramo familiar completamente desconhecido e inesperado até então.  Em breve, publicarei aqui, com mais detalhes, tudo sobre essa descoberta tão importante para todos nós, descendentes DELPÉRIER MANDRAL DOUSSEAU. Não perca!






      O livro continua sendo vendido pelos mesmos meios 
anteriores, quais sejam: pessoalmente comigo, através do Facebook, por e-mail ou por meus telefones, todos informados no ítem 'CONTATOS", acima dessa página. Devido a mudança de gráfica, poderei manter o valor de 25,00 por cada exemplar.
       Espero por você!
Um abraço"

terça-feira, 7 de março de 2017

AVISO IMPORTANTE!

Queridos leitores,

        Hoje venho trazer para vocês uma novidade tanto surpreendente quanto maravilhosa para nós. Desde os primeiros dias desse mês de Março de 2017, nosso livro "DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ" já pode ser encontrado na França. Com a interferência preciosa e generosa da amiga CARMEN d'AMBROSIO, professora de Português em PARIS que, honrando-me já por ler e se interessar por nosso livro, também achou-o digno de ser apresentado a um público tão exigente, de leitores inveterados, qual seja o francês. 
        Nesse primeiro momento, apesar de estarmos limitados pela barreira da língua, o espaço ideal para nosso livro foi encontrado: uma livraria Portuguesa e Brasileira, localizada no Quartier Latin (endereço abaixo), pertinho da Sorbonne, no coração de Paris! Essa preciosidade atende ao público lusófono e, sendo assim... estamos lá!
        Há a expectativa de que ele possa ser publicado em francês, o que aumentaria demais as chances de nossa história ser conhecida. Esse é um passo que ainda não está a meu alcance. Mas vamos fazer o possível para que em breve esteja.

        Por enquanto, compartilhem comigo esse momento de total e inesperada alegria! E agradeçam comigo por existirem pessoas que confiam em nosso trabalho mais ainda que nós próprios. Muito obrigada, Carmen. Muito obrigada, M. Michel Chandeigne.  Muito obrigada a cada um de vocês, leitores, que me trouxeram até aqui. 

        E vamos às fotos!

Nessa foto, nosso livro exposto na LIVRARIA PORTUGUESA E BRASILEIRA, em PARIS. FOTO: CARMEN d'AMBROSIO.
LIVRARIA PORTUGUESA & BRASILEIRA. Fundada em 1986. BRASIL, PORTUGAL, ANGOLA, CABO VERDE, GUINÉ-BISSAU, MOÇAMBIQUE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, GOA, MACAU E TIMOR. A livraria do mundo das diásporas lusófonas e da história das grandes descobertas. 
                Aqui cabe-nos ressaltar o endereço da livraria:

                  Rue des Fossés Saint-Jacques - nº 19/21 - 
                       Place de l'Estrapade - 75005
                                          Paris
                  Aberta durante o ano todo, de segunda à sábado de 11h às 13h
                                                               e de 14h às 19h.




                                                                                        
FONTE: GOOGLE MAPS




Para concluir essa postagem tão gratificante para todos nós e muito especialmente para mim, deixo aqui o endereço do site da livraria, através do qual você também pode adquirir seu exemplar: 


http://www.librairieportugaise.fr/





Nossa "viagem arquetípica", começada em 05 de Setembro de 1885, não termina por aqui. É apenas mais um passo no tempo. E no espaço. 

Abraços!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MONTE CRISTO

Bom dia!

     Tendo essa página na minha frente, hesitei muito antes de intitulá-la. Parecia muito pouco apenas o nome da "nossa" fazenda. Porque, para mim, ela é muito mais do que apenas "uma fazenda". Para mim, ela é... arquetípica! Principalmente quando dela só tínhamos a imagem daquela escada que não alcança lugar algum. A mesmo que ilustra a capa de nosso livro. 
     Arquetípica porque, penso eu, tudo que se relaciona à ela é cercado de mistérios que, ainda que o sendo, tocam sensibilidades, memórias do sangue, histórias familiares e coletivas (inclusive  para o povo que ainda vive nos arredores dela...) carregadas de energia. 
     Cada um de nós, descendentes franceses que tivemos a oportunidade de um dia pisar aquele pedaço de terra perdido num quase nada, compartilhamos essa sensação de grande, enorme atração. 
     Em épocas diferentes seus escombros foram fotografados por alguns de nós, ainda enquanto se desmantelava pouco a pouco. Sucessivos proprietários que, com certeza, não conhecem sua importância. A importância de preservar QUALQUER que fosse o pequeno vestígio que tivesse sobrado. Como nossa escada. A escada. Não uma escada qualquer.
     Anos e anos de intensa procura e, pouco a pouco, graças à boa vontade e disponibilidade de alguns, imagens desgastadas, quando não indistintas, mas sempre preciosas, nos foram chegando, com muitíssimo esforço de pesquisa.
     Mas isso que você vê hoje, nem eu mesma pensava um dia ainda encontrar. Chegou-me através da partilha gentil de LEONARDO (ALIBERT) MEIRELLES, ele próprio ainda desconhecedor do lugar real. Feito de escombros e pó. A MONTE CRISTO que ele conhece é só "causos ouvidos". Mas quem sabe haveremos de corrigir isso? Seria uma verdadeira "viagem ao centro de nossa história". Eu, como boa exagerada que sou, acho que todos os descendentes perigordinos deveriam fazer dela local de peregrinação. Uma Meca à qual se dirigir ao menos uma vez na vida. Menos, Marly? Então tá. Ao menos todos os descendentes amantes de sua própria história. Ou não concordam?
     Além de nós, sei que todos os moradores atuais ou antigos da região, historiadores inclusive, irão se deleitar ENORMEMENTE com essa antiga fotografia, devidamente restaurada em alguns pequenos detalhes por AMARILDO MAYRINK, a quem também agradeço a boa vontade de sempre.
     Por isso, assim como ela de graça me veio, de graça compartilho. Saboreie os detalhes. Examine. Sinta. E...
     BOA VIAGEM!


                           

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A ROÇA FRANCESA DE NOSSOS BISAVÓS...

Bom dia!

     Recebi há alguns dias, por e-mail, um arquivo em power point apaixonante, chamado "LA CAMPAGNE D'AUTREFOIS". Ele me falava, somente por imagens, sobre como era a vida no interior francês até algum tempo atrás. 
     Então selecionei, dentre todas as imagens, aquelas que mais definem o que foi o dia-a-dia de nossos bisavós nas "roças" francesas, antes de sua vinda para o Brasil. Conforme pude constatar em minhas estadias no PÉRIGORD, que ainda conserva vívida a memória desses tempos, os hábitos do final do século XIX se conservaram por décadas e décadas. Alguns persistem até mesmo em nossos dias.
     Vamos viajar comigo no tempo, um pouquinho?