sábado, 5 de outubro de 2019

05 de Outubro de 2019.

                             PHARMÁCIA IMPERIAL

Bom dia, queridos leitores! Faz um tempinho, não?

       Em compensação, vim trazer uma lembrança que me é muito  cara, do tempo em que, em função de minhas pesquisas, fiz várias viagens à BANANAL e redondezas: ARAPEÍ, SÃO JOSÉ DO BARREIRO... Sempre seguindo a "rota dos imigrantes" do VILLE DE BUENOS AYRES e do NÍGER, que inclui PIRAÍ, BARRA DO PIRAÍ e todos os municípios limítrofes destes, que em outros tempos formavam um todo um tantão maior.
       Nessas encantadoras e mágicas viagens, tive contato com maravilhas que, com  justiça, fazem dessas cidades um destino turístico merecedor de toda nossa atenção. Principalmente se somos amantes de História. Aquelas visitas:
- à FAZENDA BELA ALIANÇA, entre VARGEM ALEGRE (para onde foram nossa SUZANNA, com apenas 3 aninhos e seus pais, após desembarcarem no RIO DE JANEIRO, vindos da DORDOGNE (ou Périgord) e PIRAÍ. Sua inesquecível proprietária MARIA LUIZA LEÃO e seu dedicado e solícito caseiro ÍRIO. A magia que vinha de cada centímetro daquelas construções e daquelas terras... São memórias que ficam guardadas no fundinho do coração e que poucas palavras podem descrever.
        A FAZENDA DOS COQUEIROS, em BANANAL, maravilhosamente bem conservada e "encharcada" do carinho acolhedor de seus proprietários BETH BRUM, seu esposo (in memoriam) e sua filha TATIANA. Para nós importante como fonte de pesquisa, porque, durante um tempo, no tempo de nossos bisavós e desde antes ainda, foi propriedade do BARÃO CÂNDIDO RIBEIRO BARBOSA, também proprietário da FAZENDA RIALTO, o foco de nosso interesse. Em RIALTO e por RIALTO grandes tragédias e dramas acometeram os imigrantes vindos no NÍGER. Sobre isso PASCALE LAGAUTERIE nos prepara um livro baseado em profunda pesquisa, pelo qual espero ansiosa. Hoje, por lá, só encontrei traços da família CHEMINAND, embora essa, originariamente, tenha vindo para a FAZENDA MONTE CRISTO, em MARIPÁ DE MINAS. Aliás, a FAZENDA MONTE CRISTO é a "cereja do nosso bolo". Nossa história familiar se desenvolveu em muito à partir dela e das histórias que a envolvem.
        Por causa dessas duas fazendas em especial, BELLA ALIANÇA e RIALTO, o VALE DO PARAÍBA e, mais especificamente BANANAL, acabaram se tornando destino certo de muitas e muitas de minhas viagens de pesquisa.
        Mas pensam vocês que só andei por fazendas, museus, cemitérios e cartórios? Não! Não apenas. A pesquisa histórica exige que se converse com os "mais antigos" de cada lugar pesquisado. Seja onde for: nas praças, nos comércios, nas ruas, nas casas...
        E assim fui parar na PHARMÁCIA POPULAR, antiga PHARMÁCIA IMPERIAL. Que lugar! Que lugar! Naqueles anos em que frequentei assiduamente a cidade, entre 2006 e 2010, sempre me encantava cada recanto de BANANAL. Claro que olhava a pequena cidade com "lentes de aumento", digamos, em função de sua importância na história dos imigrantes perigordinos. E a PHARMÁCIA IMPERIAL, assunto da postagem de hoje, não precisava dessas lentes: ela saltava aos olhos, desde o momento que ultrapassássemos sua soleira. O senhor PLÍNIO GRAÇA, seu último proprietário (falecido em 2011), já idoso, nos recebia com prazer e atenção, se percebesse em nós "aquele sinal" de quem reconhece o valor da preservação. E ali, em sua farmácia... ops... não! "pharmácia" (Ph  merecidíssimo!) estávamos em um "museu vivo". Junto a pequena quantidade de medicamentos comercializáveis, o que podíamos ver ali era, provavelmente, o mesmo que viram nossos antepassados franceses em sua breve passagem pela região. Quase 100% intacto!
       Você poderá encontrar, numa rápida pesquisa pela internet, muito material sobre cada um desses lugares. Vale a pena fazê-lo. Colocarei alguns links no final dessa publicação para dar partida à sua curiosidade.
       Mas aqui, no nosso blog, venho trazer MINHAS fotos. Aquelas daquele tempo e que nunca antes havia publicado. Em memória de tudo  que me foi preciosíssimo. De pessoas que me foram preciosíssimas e principalmente, nesse caso, de um lugarzinho mágico  do qual tive  o prazer de respirar o ar: a PHARMÁCIA IMPERIAL! As outras fotos, mais ou menos antigas, foram garimpadas pela internet, duas delas numa publicação  que você pode ver entre os links que recomendo  abaixo, nessa publicação, para todos aqueles que desejam saber mais sobre os lugares citados acima. Vale a pena! Depois só fica faltando visitá-los. Ao vivo e em cores. Ao menos a FAZENDA DOS COQUEIROS tem um trabalho todo especial voltado para o atendimento dos interessados, sejam historiadores, turistas ou amantes da natureza. 
       Para vocês:










http://www.saopauloantiga.com.br/pharmacia-popular/

http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/13_bela-alianaa.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142005000200010




sábado, 18 de maio de 2019

PEDIDO DE IMIGRANTES FEITO POR FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT



     Bom dia, pessoal!        Desculpo-me de antemão pelo tempo que passei distante dessa "paixão genealógica", acompanhando a enfermidade de meu pai, JOSÉ CARLOS MAYRINK, que veio a falecer no dia 13 de Março último. Que ele tenha encontrado a paz e toda luz. 

       Voltando, então às nossas atividades, venho compartilhar com vocês o precioso documento que me foi enviado pelo responsável pela página do FACEBOOK intitulada "GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO". É um trabalho maravilhoso e louvável de salvar da total aniquilação documentos, publicações diversas e imagens relacionadas à esta pequena cidade de nossa ZONA DA MATA mineira, que teve muito grande importância para nossa região no Ciclo do Café. 

        As divisões administrativas mudaram muito no transcorrer dos anos, tanto anteriores quanto posteriores ao documento em questão. Como nessa época GUARARÁ era a sede da municipalidade, encontramos ali vários documentos relacionados aos franceses. E creio que ainda há muito a ser encontrado. 
         Infelizmente, por questões relativas à antiguidade e ao estado de conservação desses documentos, há grande dificuldade de digitalização e/ou fotografia que torne mais fácil a visualização dos mesmos. Devido à isso, o canto interno de cada página acaba perdido, porque ilegível.
         Fiz o meu melhor no que se refere à transcrição e creio que, embora com falhas, esse documento mantém sua importância primordial para quem se interessa pela história da região. Nesse documento, podemos ver um arrazoado sobre um pedido de imigrantes feito por FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT. Vamos à ele?

                                                      

                                             




Leopoldina, 2 de Setembro de 1894.

“Ilustríssimo” Senhor “Padre” Manoel José Corrêa M.D. Vice Presidente da Câmara de Guarará.

       Informei hoje o pedido de sete imigrantes que fez o senhor François Alibert e veio informado por Vossa Senhoria.
       Demorei essa informação porque há cerca de um mês e meio (...) viajando em serviço de imigração e também estava doente. Cientifico-vos que os interessados em que vinham da Europa (...) (...) devam avisar do lugar onde eles (...) ao senhor Giacomo “Cresta”, morador em Gênova, Piaza Fossestello número 6 o qual é o agente na Europa do contratante de imigração para Minas que é


                                           





o Sr. Giacomo M. de Viccuri et Filho , morador no Rio na rua 1º de Março, nº 32. Mas é melhor avisar o agente na Europa para dar providências para a vinda da família (...) (Rivoal¿).
         Os (...) de que Vossa Senhoria se serviu são apenas (...) para os fazendeiros e não (...) que (...) imigrantes. Quanto aos que pedem a vinda de seus parentes podem fazer o simples pedido em manuscrito com duplicata declarando que dão pronta colocação em tal parte, tal distrito e tal município. Sobre essa duplicata (...)Presidente da Câmara para que se saiba se se trata de pessoa idônea e se a colocação é garantida, assim como os mais dizeres do pedido, que pode ser dirigido ao (...) Presidente da Câmara  para (...).
         Aproveito a ocasião para vos declarar que estamos começando a recolocar imigrantes e embora eu lute ainda com grandes dificuldades que este serviço aliás complexo exige, muito desejo desenvolvê-lo no (...) (...) município onde penso que devia criar uma modesta hospedaria municipal, que auxiliada pelo Estado receba braços para cedê-los aos lavradores. Quando eu tiver criado 6 ou 7 dessas hospedarias pedirei ao Governo que me ceda de vez um navio de imigrantes, que irei localizando (...)



                                                                         



Hospedaria. Atualmente (...) consegui 10m² as hospedarias de Viçosa, Cataguases, São João Nepomuceno as quais não comportam mil a dois mil imigrantes será difícil que eu possa dispor de um navio de imigrantes e tem acontecido que vindo os imigrantes todos de um navio para a hospedaria Central, ali me tem sido impossível consegui-las e a ida dos fazendeiros à hospedaria Central acarreta aos (...) grandes  sacrifícios e eles não tem certeza de obter colonos, porque não fazem fogo uns aos outros, sujeitam-se a especulações de italianos já traquejados que especulam com os outros (...) (...).
          O Governo vai conceder (...) (...) imigrantes que há de vir diretamente do Rio para São João e aí deixam os que forem preciso e transportam os demais para Cataguases e Viçosa. Mas essa transferência é penosa porque é dificílima a separação de bagagens no Rio, e o verdadeiro

                                                  




será que (...) (...) entregues todos os imigrantes de um navio sendo a bagagem conferida aqui.
              (...) Vossa Senhoria o serviço de imigração é muito complicado e além dos desarrazoados portuários dos imigrantes “tem que” lutar com mil especuladores que os rodeiam, os pervertem ou (...) para que desta sorte obriguem os fazendeiros a pagar “corrupções” a tais especuladores. Por outro lado os fazendeiros, como sabeis, nunca tem iniciativa própria e se não se puser os colonos perto deles eles não os procurarão, sendo poucos os que vão com sacrifícios procurar braços nas hospedarias





(...) Desta sorte, as Câmaras Municipais, que não preocupam de aumentar suas vendas, não devem apesar do tempo e da evolução social lenta e incerta.As cidades só podem viver de indústrias que só os imigrantes podem desenvolver rapidamente; e os povoados que não se preocuparem de as criar, aumentando o (...) (...) serão suplantados pelos povoados próximos. Guarará (...) é uma prova e se não caminhar vigorosamente para a frente será suplantado por Bicas onde a indústria já existe e provoca maior aglomeração de homens e forças vivas.
         Longo seria enumerar as vantagens que as indústrias municipais trarão para os povoados onde elas se criarem. Núcleos de imigração, como São João Nepomuceno, Juiz de Fora e muitas colônias prósperas do Espírito Santo, para não falar nas do Rio Grande do Sul, São Paulo (...) trazem sempre acréscimo de intensidade na vida local, havendo logo um acréscimo rápido de renda que é a mola do progresso pois que sem dinheiro não há melhoramentos possíveis. A Câmara Municipal que despenda 6 a 8 contos com a imigração (e mais não é preciso) pode contar logo com um acréscimo de sua renda superior a 15 a 20 contos e o estado concorre com três dias de






alimentação para os colonos que estiverem em hospedarias municipais, pois é bem natural que a Comarca ... fazer economia com um serviço altamente ... por que a Comarca me ... de cada vez  100, 200 ou 400 colonos conforme os pedidos que obtiveram de seus lavradores ... nunca terá hospedaria cheia.
     Muito estimo que Vossa Senhoria fique de acordo comigo a este respeito, certo de que ... ... o serviço também  ... a propriedade ... lugar.
     E se vos for preciso uma conferência a esse respeito estarei ... ... ... e irei visitar Guarará logo que o serviço me dê uma folga. Apresento-vos os meus respeitos e me subscrevo com muita consideração.
                                                         ... ... ...
                         Nominato José de Souza Lima ...

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

SENZALA DA FAZENDA PONTE ALTA.

Bom dia!

         Antes de mais nada gostaria de recomendar veementemente que você visite essa fazenda, situada na localidade de SANTANA, em BARRA DO PIRAÍ.  Fundada em 1817 por JOSÉ LUÍS GOMES, o BARÃO DE MAMBUCABA e aberta ao turismo desde 1992. Ainda que a tenha conhecido numa excursão puramente turística, é essencial reconhecer todo o empenho do atual administrador (ROBERTO FREITAS, ator e historiador, incorporando o próprio BARÃO DE MAMBUCABA) e sua excelente equipe de também atores/monitores, em recompor a história dos primórdios do Ciclo do Café, principal e especificamente daquela passada em seus domínios. 
         Para mim, o ponto alto (entre tantos...) foi a visita às antigas senzalas, hoje utilizadas como um pequeno Museu do Escravo, que mantém muito bem preservadas suas características originais. Quando tudo isso seria já o bastante, fui muitíssimo tocada pela explanação sentida e comprometida da guia/atriz que nos acompanhou. Tudo que é feito assim, é feito melhor. Não memorizei seu nome, mas gostaria muito de deixar aqui registrados minha admiração e meus cumprimentos. E, ressaltemos: nossos bisavós franceses ainda conviveram com essa realidade, embora ela estivesse em seus anos finais. Como teria se passado essa convivência, nas grandes fazendas onde trabalharam, como por exemplo a MONTE CRISTO, é terreno a ser preenchido com nossa imaginação... 
         Deixo para vocês, além da sugestão da visita, algumas fotos da dita senzala e outras tantas também interessantes. E não esqueça: lá existe muito mais a se ver, mas limitar-me-ei àquilo que mais particularmente me tocou. 
        E vamos às fotos:

                                             


Balança inglesa.





O BARÃO  e a BARONESA DE MAMBUCABA, com a BARONESA DE PIRAÍ,  recebem os visitantes.



                                            

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

ANNET DOUSSEAU COMERCIANTE?

Alô, pessoal! 
      Na última semana chegou-me às mãos, através de meu irmão AMARILDO, que por sua vez os recebeu do administrador da página www.facebook.com/guarara.patrimoniohistorico.7,
documentos MUITO importantes para nós, descendentes DOUSSEAU. 
      Como sabem todos aqueles que já tiveram oportunidade de ler nosso livro, o período imediatamente posterior ao casamento de ANNET e SUZANNA é uma incógnita. Sabemos que adquiriram a FAZENDA DAS ARARAS, nos MACHADOS, de JULES MOUTY alguns anos depois do seu matrimônio e, devido à isso, pensei que talvez tivessem migrado direto da posição de empregados para a de proprietários de terra.
      Como vêm provar os documentos encontrados, ANNET até que tentou um outro caminho, mas desistiu antes de efetivamente percorrê-lo. Sabemos que sua irmã, MARIE (MARIÁ) DOUSSEAU GUILHERMINO foi comerciante em MARIPÁ DE MINAS. Minha avó MERITA também tinha sua "veia" de comércio e chegou, junto com seu marido EVARISTO, a ter um armazém na "parte alta" de BICAS. 

       Agora sabemos que ANNET também pensou nesse caminho, que o poderia ter levado à uma mudança de rumo em relação ao anteriormente percorrido por todos os seus antepassados agricultores no PÉRIGORD e depois no BRASIL. ANNET vislumbrou uma vida de comerciante, mas não chegou a realizar esse intento. Aqui estão os documentos que o mostram e comprovam. Quem sabe ainda quanto ainda temos a desvendar? Porque para isso, para nos ajudar nessa viagem, temos sempre pessoas abnegadas e tão interessadas quanto nós na recomposição de nossa história, como a página acima citada, que você não pode deixar de visitar.
      Agradeço sinceramente aos responsáveis por ela, esperando sempre poder contar com tanta consideração como essa que fez chegar ao meu irmão documentos para nós de tamanha importância. Espero que aqui também, no meu blog, vocês possam dispor de tudo que possa ser de seu interesse, afinal, FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT, dentre todos os imigrantes franceses que passaram por nosso pequeno pedaço de ZONA DA MATA, teve importante participação nos destinos de GUARARÁ. 
      Desfrutem, então, leitores. Encante-se, família DOUSSEAU!



                                              
                                                      

segunda-feira, 28 de maio de 2018

UMA SEMENTE DE MUSEU





Boa tarde a todos!

        Nosso amigo FABRÍCIO FERREIRA MARTINS, morador de MARIPÁ DE MINAS, é um membro dessa "irmandade" meio louca por genealogia. A família FERREIRA MARTINS, importantíssima na história daquela cidade e da qual ele é membro, talvez tenha feito despertar nele essa "doença". 
       Apesar de em minha própria família por afinidade termos alguma ligação com eles, o que nos aproximou de verdade, não foi nem o nome FERREIRA MARTINS, nem o nome DOUSSEAU. O que cultivamos em comum é o fascínio pela FAZENDA MONTE CRISTO. As terras de seus antepassados, em parte até hoje pertencente à família, faziam parte daquele latifúndio original que, apesar de chamarmos também MONTE CRISTO, parece ter sido, na verdade, muito maior que a MONTE CRISTO de FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT. Proprietários circunvizinhos compartilham, por isso, desse interesse pela história da mesma. 
       Só que FABRÍCIO foi além. Tentando adequar sua paixão às reais possibilidades, resolveu montar um pequeno museu, que ele humildemente chama de  "um quartinho com um monte de bagunça", na pequena comunidade rural nascida lá por aquelas paragens. Nesse pequeno memorial, documentos e utensílios que ele coletou aqui e ali, segundo ele baseado em minha própria pesquisa sobre o tema, e consequente publicação do livro 'DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ. 
       Eu ainda não tive oportunidade de visitar pessoalmente o local. Nossas "roças" são bastante difíceis para quem não é "local", tanto quanto ao acesso como quanto à sinalização. Precisamos literalmente "ser levados", senão... nada feito. Mas pretendo, sim, um dia, resolver essa questão. Pisar de novo aquele chão para mim quase mágico. "Primeira parada" de meus bisavós recém chegados da FRANÇA junto com muitas outras famílias.
        Por enquanto, deixo aqui para vocês as fotos que FABRÍCIO me enviou de sua pequena e tão amável iniciativa. 
        PARABÉNS, em nome de todos nós: amantes da genealogia; fascinados pela MONTE CRISTO, descendentes franceses, italianos e quaisquer outras nacionalidades que por ali tenham passado ou ficado, criando raízes.
        Dar o passado à conhecer é missão sagrada. Prossiga em seus propósitos, FABRÍCIO!


                                        



      

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

MAPAS ANTIGOS!

Bom dia a todos!

      Trago hoje para vocês dois mapas antigos que muito nos interessam. Ambos são de 1939, isto é, muito posterior ao tempo que mais diretamente nos diz respeito, qual seja o final do século XIX e o começo do XX. Mas, é claro, são excelentes de qualquer forma. Afinal, neles, podemos ter uma noção bem clara da localização de dois lugares que nos são caríssimos: a FAZENDA MONTE CRISTO e a FAZENDA DOS MACHADOS. 
       Esses mapas, oriundos do ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, me foram enviados muito gentilmente por JOÃO FRANCISCO CARVALHO e trabalhados com toda boa vontade por meu irmão AMARILDO MAYRINK, para que nos fosse possível visualizá-los  com o máximo possível de clareza. 
       As imagens foram organizadas num crescendo em direção à melhor visualização dos detalhes que nos interessam. Clicando na imagem, você poderá visualizá-la minuciosamente.

      Vejamos, no primeiro, o mapa antigo de GUARARÁ, incluindo no caso MARIPÁ DE MINAS e arredores. Nele, você pode se situar, também, em relação às fazendas SANTA CLARA, SANTANNA e CACHOEIRA, entre outras.


                                                 



                                                       









E agora, na segunda série, temos o mapa antigo de BICAS e arredores, incluindo a FAZENDA DOS MACHADOS que, como é possível observar, pertence ao município de SÃO JOÃO NEPOMUCENO, embora bem na divisa com BICAS.















quinta-feira, 21 de dezembro de 2017


150.000 VISITAS!!!!

   Que maravilha! É muito, muitíssimo gratificante saber que vocês me acompanham com tanta fidelidade. Voltem muito! Voltem sempre! Vocês merecem todo meu carinho, atenção e compromisso de manter esse blog ativo e interessante para todos aqueles que amam genealogia e história. Abraços!



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

    Bom dia! Continuando com as sempre excelentes contribuições de JOSÉ MARIA MACHADO RODRIGUES ao Jornal O MUNICÍPIO, trago mais esse trecho importante para nós (e continuação do anterior), publicado em 01/08/2017. E particularmente envaidecedor para mim. 



     "Com a palavra os que escrevem sobre Bicas 01/06/2017 O Município. Ensinam os compêndios de história que a ocupação da Zona da Mata se deu a partir da segunda década dos anos de 1800. Entre os anos de 1810 e 1820 teriam ocorrido, então, as primeiras concessões de sesmarias nestes sertões do leste mineiro, a chamada Zona Proibida. Assim, pode-se afirmar que nos dias atuais a Zona da Mata já ultrapassou a marca de dois séculos pós ocupação oficial de seu território. Tempo suficiente para que a preservação do patrimônio histórico e o resgate do seu passado assumam posição relevante. Parece fora de dúvida que o motor de partida que fez girar a máquina do desenvolvimento da Mata Mineira foi mesmo o que atende pelo nome de café. Um produto que manteve o primeiro posto da pauta de exportações do país durante muitos anos e, com as oportunidades por ele geradas, atraiu para as matas um bom número de capitalistas, levas de escravos, trabalhadores em geral e, mais tarde, os imigrantes europeus. E no rastro, atraiu também a estrada de ferro, terceiro dos elementos da tríade – café, escravo e ferrovia – apontada pelo Dr. Wander José Neder, um estudioso da história da região, como mãe da maioria das cidades da Zona da Mata. Como se vê, por si só um campo enorme para pesquisas. E dentro deste universo, uma cidade – BICAS – cuja origem e crescimento parece ajustar-se perfeitamente ao figurino da tríade acima citada. Estudar esta história, então, é uma necessidade. Contar com mais pessoas que realizem pesquisas e publiquem seus trabalhos é a esperança. Aumentar o número de peças que enriqueçam e complemente o desenrolar de toda a história do lugar, desde os tempos da mata virgem, seria a realização do sonho de colocar Bicas no lugar de destaque que a cidade merece. Hoje, apartando-se as que se referem às terras biquenses de forma genérica e no contexto da Zona da Mata ou mesmo do estado, sobra um número pequeno de obras – que muito bem se prestam ao fim que se propõem – que retraram aspectos do acontecido no entorno do rancho das bicas. São elas: – “Os Sertões de Leste”, um livro que segundo registro na apresentação da segunda edição foi lançado em 1988, de autoria de Celso Falabella de Figueiredo Castro. Uma excelente fonte de consulta para os que se interessam pelo assunto. Falabella, nascido em Mar de Espanha, realizou um bom trabalhado de pesquisa, focado na região. – O livro “Sertões do Rio Cágado” de 2002, os escritos sobre a imigração italiana e vários artigos publicados no Jornal O Município e a na Revista Communità, que fazem da obra deixada pelo professor Júlio Cezar Vanni um acervo de consulta obrigatória. – A talvez mais citada de todas as obras sobre Bicas. A que parece também ser a mais antiga dentre as dedicadas às terras das Taboas que é o “Recantos da Mata Mineira”, livro publicado em 1991 por Fued Farhat, que trata especificamente de Guarará, Bicas e Maripá de Minas. Uma obra bastante conhecida pelos que se interessam pela história destas cidades. – “Maripá de Minas e Região” de 2003 e “Cacos de História e Memória de Bicas”, de 2010, contribuições deste autor que tentam resgatar um pouco do passado destas terras. – “Um Olhar para o Passado” livro publicado em 2013 pelo Dr. Carlos Augusto Machado Veiga, que merece destaque especial. Grande conhecedor e um pesquisador atento, Dr. Carlos Augusto reúne memórias, fotos e fatos para contar parte significativa da história de Bicas. – “Eles por Ele”, de Rosália Mayrink Correa e Padre Cássio Barbosa de Castro, publicado em 2004, que é uma contribuição importante para o resgate da história por trazer para o presente a parte religiosa da predominantemente cristã população biquense. – “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”, de 2011, de Marly Mayrink, que oferece ao leitor um panorama dos tempos do café e dos imigrantes franceses que viveram na região de Bicas, Guarará e Maripá. – E, para finalizar, ainda na linha do valer-se da genealogia para contar a história do lugar, é importante citar os trabalhos “Família Barino”, publicado em 2010, e “Nicola Tempone”, de 2016, de Walter Ferreira da Cunha. Evidente que todas essas obras, e outras porventura ainda desconhecidas, são importantes e merecem aplausos. Mas ainda são insuficientes para contar toda a história das famílias e das fazendas da região das Taboas que, nos duzentos anos que se passaram, transformaram o que era mata virgem em infindáveis cafezais e, estes, em prósperas propriedades agroprecuarias e na Bicas dos dias atuais. E estão à espera de novas companhias. Com a palavra, então, os que gostam do assunto e podem registrar o que sabem sobre as suas famílias e as coisas da terra."

domingo, 22 de outubro de 2017

     

Bom dia, amigos leitores!

       Como vocês bem sabem, sempre fui leitora inveterada do Jornal 'O MUNICÍPIO", de Bicas. Há algum tempo, ele deixou de ser publicado no formato original, em papel. E chegou ao mundo virtual. Desde essa ocasião, confesso que não o havia visitado. Mas como sempre é tempo de corrigir nossas falhas, eis que, durante a semana que passou, cliquei sobre um link publicado por JOSÉ ARNALDO, um dos colunistas, no grupo do Facebook chamado 'MINEIROS DE BICAS". Conclusão: nunca mais o largarei. Subitamente me dei conta do quanto andava com saudade de tudo, principalmente das publicações de JOSÉ LUÍS MACHADO RODRIGUES, o LUJA, que tanto enriquece aqueles que se interessam por aprofundar-se na história genealógica de nossa região. Dentre tantas pérolas, encontrei essa. LUJA tem um veio de poeta ou de "um não sei que" que encanta na maneira como descreve fatos já até conhecidos, mas não tão "pressentidos" como nos é possível através de sua fala. Nesse texto estamos, é claro num tempo anterior a "grande vinda" de imigrantes estrangeiros não lusos, como por exemplos nossos DOUSSEAU. Estamos nos primórdios do povoamento de nosso pequeno naco de ZONA DA MATA, sendo desbravado pelos desencantados do ouro. Leiam. Saboreiem. E vejam se não tenho razão. 



 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo… Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer" Fernando Pessoa
       Do desembarque no porto do Rio de Janeiro até suas terras no leste mineiro eram léguas de caminhada em lombo de burro ou, à pé. E a Aldeia de destino não ficava no meio do oceano, como convinha a naturais de um arquipélago. Não tinha mar de biquínis “vestindo?” mulheres bonitas. Não tinha sungas em corpos sarados, nem barracas de praia e barracos na grimpa dos morros para atrair turistas. Ela era apenas um “meio do mato”. Era parte da Zona da Mata. Mas esta Aldeia atraiu descendentes de imigrantes provenientes das Ilhas dos Açores. É bem verdade que perto dela, à moda dos poetas até “inventaram” um Mar de Espanha que, de verdade, também faz parte desta história por ter sido sede da vila que administrava as coisas da Aldeia. Mas este “galho” do assunto tem que ficar para outro artigo, por uma questão de espaço. Da Aldeia da qual se fala é correto dizer que era cercada por montes. E às sequências dos mais altos os habitantes e os que por ali passavam resolveram denominá-las: Serra das Bicas e Serra do Rochedo. Destas serras, de algum ponto imaginário e com binóculo possante, talvez fosse possível avistar, para os lados de Belo Horizonte, um distante horizonte de relevo e vegetação variada a se fechar nos altos contrafortes da Serra da Mantiqueira. Nestes contrafortes se poderia imaginar ver, então, a primeira sede da Aldeia. A vila mãe que administrava a porção maior e mais antiga do domínio territorial desta região da Mata. A antiga Vila de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo, que segundo Waldemar de Almeida Barbosa no seu Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, é a atual Barbacena, “a primeira povoação das Minas, vindo do Rio de Janeiro”. Nas encostas da serra chamada Bicas, nas proximidades do que se tornou a Aldeia à qual esta história quer chegar, nascia água limpinha, que se bebia em folha de inhame ou, na concha da mão. Não era água tratada pela COPASA, mas limpa o suficiente para tratar da sede e fadiga causada pela lida constante e pelas aventureiras viagens. E cultivaram-se grandes roças. Uma delas, inclusive, adotou o nome de Roça Grande. Ali, a poder da enxada e de rústicas técnicas tirava-se da terra o milho e outros alimentos como arroz, feijão, cana, abóbora, inhame e o mais possível para abastecer os tropeiros que vinham e voltavam às Minas Gerais. E por ali viveram alguns descendentes de açorianos como os FERREIRA DA FONSECA, dos quais nesta série de artigos O Município se ocupa. Uma gente muito bem definida por Oswaldo Rezende, em Genealogia dos Resendes, São Paulo (SP), 1974, Editora Revista dos Tribunais, página 31, quando afirma “não ser segredo para ninguém que os açorianos que se estabeleceram na província das Minas Gerais eram simples e humildes, e vieram com o propósito muito natural de novas condições de vida, embalados pela tradição de que aqui enriqueceriam facilmente.” Nada muito diferente dos Ferreira da Fonseca que desbravaram terras de Maripá de Minas, Guarará e Bicas. Homens fortes que cultivaram estas terras num tempo em que, nas noites escuras, o céu da Aldeia oferecia apenas estrelas e astros para orientar as viagens. Um tempo no qual não existia o ronco e as luzes dos aviões de carreira que encurtam saudades e as longas distâncias. Nem os satélites fabricados para refletirem imagens e sons em tempo real. E nem gente deitada na relva ou na esteira tecida com a folha de Taboa, a viajar em visões dos dias atuais: – este avião que se imagina seguir na direção do Norte ou Nordeste, deve estar levando as alegrias dos que seguem em viagem à Europa. Aquele outro, em sentido inverso, talvez traga as alegrias de quem volta para casa. Ou será o oposto o verdadeiro sentido das alegrias e dos viajantes ? Nestas noites, contar as estrelas no céu da Aldeia não era tarefa difícil. Mas também não era o programa dos aldeões, porque poucos se davam conta da importância do contar, fazer as quatro contas, ler e escrever. Muitos, porque se ocupavam com tarefas que dispensavam este aprender. Outros, porque se ocupavam com tantos afazeres que não lhes sobravam tempo para contá-las. Mas é certo que os que ali chegaram para morar, o fizeram depois que o ouro de aluvião, abundante na areia dos rios do centro da Província, começou a escassear. A busca do mineral nos veios do subsolo, com as ferramentas e a mão de obra disponíveis, tornou-se quase impossível. Então, parte dos que viviam da atividade tomou o rumo da Mata. Embrenhou pela mata proibida para buscar a nova riqueza, o café. E aqui, aprendeu a tomar leite in natura, saído de teta da vaca para a caneca com açúcar batido (mascavo, para agradar ao corretor de texto). A comer feijão tropeiro, couve, taioba, angu, broa de milho e rapadura, como se verá noutra ocasião porque, por hoje, o ponto final desta história precisa ser aqui."

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

FAMÍLIA MANDRAL BARBOSA

Boa tarde a todos!

       Conforme prometido, hoje vamos falar de uma parte de nossa família da qual a existência nos era desconhecida. Até hoje me pergunto como isso pode ter ocorrido. Provavelmente ficaremos sem saber, visto que todos os contemporâneos de Martha e José já faleceram há tempos. Mas vamos tentar.
       Desde sempre e até a publicação da primeira e segunda tiragem  de nosso livro "DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ", a figura de MARTHA MANDRAL, irmã brasileira de SUZANNA, sempre foi bastante obscura. Pouco se informava sobre ela, quando do início de minhas pesquisas, em 2006, seja em BICAS, seja nos MACHADOS. As observações que eu tinham vinham apenas de minha mãe e se referiam, quando muito, a relatos minguados de minha avó. Os ditos relatos nos davam conta de uma moça bastante peculiar (a palavra 'perturbada' era utilizada na intenção de defini-la), coisa que o fato de nunca ter tido filhos de seu casamento tornou ainda mais evidente. 
        Dela tínhamos apenas o registro de nascimento, e presença na foto de família, de pé entre seu irmão ELIAS e sua mãe MARIE. Como a supúnhamos sem marido e sem filhos... história encerrada, sem maiores aprofundamentos.

                                                          
        Mas...
FAMÍLIA MANDRAL DOUSSEAU: da esquerda para a direita, em pé: ELIAS MANDRAL, MARTHA MANDRAL, MARIE DELPÉRIER MANDRAL e ANNET DOUSSEAU. Sentados: JOÃO DOUSSEAU, ALICE DOUSSEAU, MERITA DOUSSEAU, FRANCISCA GUILHERMINA DOUSSSEAU, MARIA DOUSSEAU, SUZANNA MANDRAL DOUSSEAU. No colo, MARGARIDA ou SEBASTIÃO DOUSSEAU. FONTE: ODETTE DOUSSEAU GUILHERMINO ROCHA e DÉBORAH DELAGE.
        Eis senão quando, há poucos meses, fui contactada quase que concomitantemente por ÂNGELA e RUTE BARBOSA, através do FACEBOOK. Numa pesquisa movida pelo mesmo "não sei que" que um dia moveu a mim e a tantos outros, ÂNGELA resolveu pesquisar pelo sobrenome de sua bisavó "francesa": MANDRAL. E assim foi que chegou a esse blog e puxou o "fio da meada" de tudo que viria a seguir. 
        Devemos ressaltar que essas descendentes vivem muito longe de MINAS e dos MACHADOS, mais especificamente, nos estados do PARANÁ e de SÃO PAULO e não tinham basicamente nenhum conhecimento sobre seus ancestrais. Utilizando dos contatos disponibilizados nesse blog, me encontraram. E começamos esse "caminho paralelo" de pesquisa, que nos descortinou uma família inteira que estava perdida para nós.

                                                     
MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: ÂNGELA BARBOSA 


REGISTRO DE CASAMENTO DE MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA.


                                                      
REGISTRO DE ÓBITO DE MARTHA MANDRAL BARBOSA. FONTE: RUTE MARBOSA



        Segundo o que sabemos agora, o "mal" que acometia MARTHA nada mais era do que a epilepsia que, como sabemos, naquele final de século XIX e começo de XX era mesmo visto com bastante preconceito. O desconhecimento do que era realmente aquele mal dava margem a muita discriminação e isolamento daqueles que por ela eram acometidos. Assim não fosse e a imagem de MARTHA não teria chegado até nós tão adulterada. Felizmente temos aqui e agora a oportunidade de resgatar sua imagem, sua existência, suas dores, alegrias, angústias e experiências de vida. 
        Já sabíamos que MARTHA tinha chegado a se casar com um homem de nome JOSÉ BARBOSA, alcunhado de "PARAÍBA" (filho de cearenses).Que não havia tido filhos, o que seria aliás a provável origem de seus males. De onde saiu essa história é o que me pergunto hoje. Na verdade, MARTHA teve tres filhos. Nascida em 22 de Agosto de 1899, em MARIPÁ DE MINAS,casou-se com ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA em CARLOS ALVES, DISTRITO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO, no dia 13 de outubro de 1920. Por ocasião de seu falecimento, em 22 de outubro de 1929, foram declarados tres filhos: MARIA DOS ANJOS, com sete anos, JOSÉ BARBOSA, com 6 anos, e PHILOMENA BARBOSA, COM 4 ANOS. Essa última faleceu ainda criança, mas os outros dois deixaram grande descendência.ÂNGELA e RUTE são netas de JOSÉ BARBOSA e, portanto, bisnetas de MARTHA.



                                                   
MARIA DOS ANJOS BARBOSA, filha primogênita de MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. Na foto, acompanhada de seu esposo. FONTE: ANGELA BARBOSA.





REGISTRO DE ÓBITO DE JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA
                                               
REGISTRO DE NASCIMENTO e cédula de identidade de JOSÉ BARBOSA. FONTE: RUTE BARBOSA









           Muito pouco me foi dito sobre ela, além do já citado. Parece que SUZANNA, ANNET e MARIE teriam cuidado de seus filhos, quando órfãos, ao menos durante um tempo. Porque o fato é que eles cresceram já longe das terras de MINAS GERAIS. Desconhecemos todos os detalhes sobre isso. O marido de MARTHA tinha realmente o apelido de "PARAÍBA". Suas bisnetas confirmam que ele era oriundo do Nordeste brasileiro. 
          Em minha próxima viagem a BICAS, pretendo "assuntar" um pouco mais sobre eles, agora já com todas essas informações.Pena que já se foram JOSÉ MANDRAL, ODETTE DOUSSEAU GUILLERMINO ROCHA e minha avó MERITA DOUSSEAU DUQUE. Teria tanta coisa a perguntar! Enfim... deixemos o tempo agir e as linhas da vida desenrolarem os nós.
          Abaixo, um brinde para todos nós. Essa é a mãe de ÂNGELA BARBOSA. Ela se chama MARIA JOSÉ e é filha de  JOSÉ BARBOSA e neta de MARTHA MANDRAL BARBOSA. Acham parecidas neta e avó?(Foto no alto da publicação).Eu acho demais! 


                                                    
MARIA JOSÉ (MANDRAL) BARBOSA, filha de JOSÉ BARBOSA. Neta de MARTHA MANDRAL e ANTÔNIO JOSÉ BARBOSA. FONTE: ANGELA BARBOSA.

       
          
             Quando soube da existência desse ramo familiar, já estava sendo impressa a terceira tiragem de nosso livro e não houve tempo de adicionar tudo isso. Mas consegui introduzir ao menos um parágrafo no capítulo chamado "FAMÍLIA MANDRAL". E publico aqui em homenagem a todos os MANDRAL BARBOSA:

             "Enquanto essa tiragem era editada, entre os meses de Maio e Julho de 2017, vieram à luz fatos tão importantes quanto inesperados, que serão melhor explicados no nosso blog e numa futura segunda edição desse livro. Devo adiantar, a bem da verdade histórica, que o tormento que acometia Martha Mandral era a epilepsia, responsável talvez por sua morte tão precoce. Porque sabemos agora que ela teve três filhos, dos quais dois sobreviveram e tem grande descendência vivendo no Paraná e no interior paulista. Duas de suas bisnetas, Ângela e Rute, "buscadoras" como nós. nos encontraram através do blog. A família Mandral Barbosa existe e é bem vinda entre nós."


          Obrigada, ÂNGELA e RUTE. Vocês desataram muitos e muitos nós!

Adendo 1 - Página do site GENEANET com parte da árvore genealógica da família DELPÉRIER MANDRAL. 



FONTE: gw.geneanet.org , através de ÂNGELA (MANDRAL) BARBOSA.
PS: Trabalho de MARYSE LABROUSSE, do ramo francês da família DELPÉRIER.



MARIA DOS ANJOS MANDRAL BARBOSA. Fonte: RUTE BARBOSA



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOVA TIRAGEM DE NOSSO LIVRO!!!





Bom dia a todos!


       Hoje venho para trazer essa boa nova: já está disponível a 3ª tiragem de nosso livro "DOUSSEAU:ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ". Esse novo lote conta com algumas fotografias a mais e também algumas atualizações que se fizeram necessárias, principalmente quanto a alguns falecimentos ocorridos após 2011/2012 (primeira e terceira tiragem). 
       Mas, mais importante que tudo isso, é um pequeno parágrafo introduzido no capítulo referente à FAMÍLIA MANDRAL, que nos dá conta de um ramo familiar completamente desconhecido e inesperado até então.  Em breve, publicarei aqui, com mais detalhes, tudo sobre essa descoberta tão importante para todos nós, descendentes DELPÉRIER MANDRAL DOUSSEAU. Não perca!






      O livro continua sendo vendido pelos mesmos meios 
anteriores, quais sejam: pessoalmente comigo, através do Facebook, por e-mail ou por meus telefones, todos informados no ítem 'CONTATOS", acima dessa página. Devido a mudança de gráfica, poderei manter o valor de 25,00 por cada exemplar.
       Espero por você!
Um abraço"