quarta-feira, 1 de junho de 2022

                                           

                                          NOTA DE FALECIMENTO


                                                     


        Faleceu no LARDIN SAINT-LAZARE, Dordonha, França, no dia 14-05-2022, nosso primo LUCIEN (DOUSSEAU) MANCINI.  Lucien, mais conhecido como LULU, nasceu em 22-10-1948. 

         Guardarei para sempre a lembrança de sua alegria. Alegria essa que também iluminou alguns de meus dias em 2013, junto com seus queridos irmãos GISÈLE,   DENIS e JOSIE,  bem como seus sobrinhos ISABELLE e LÉO. Todos caríssimos ao meu coração. Aceitem meu "abraço brasileiro" muito afetuoso e sincero, que inclui sua filha, STELLA. 

         LUCIEN era filho de YVONNE DOUSSEAU MANCINI. Neto de CHARLES DOUSSEAU. Bisneto de JEAN DOUSSEAU. JEAN era primo de nosso bisavô ANNET DOUSSEAU. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

                                                                            




  Bom dia a todos!   

 

      Hoje, 23/02/2022, é um dia muito importante para mim e para todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da saga que é realizar uma pesquisa e conseguir publicá-la. Pesquisa amadora, sim. Não sou historiadora de formação. Mas que me exigiu anos e anos de trabalho, de viagens, de paciência, de gastos... E isso não só de minha parte, mas da parte também de tantos que estiveram comigo naquela caminhada, aos quais serei eternamente reconhecida. Hoje faz 10 anos que meu "filhote" caçula nasceu, depois de longa gestação. Para mim, é dia de festa!

      Tendo começado quase como que “por acaso” (se tal coisa existisse!), caí de amores pelos arquivos, bibliotecas, cartórios; pelo aprendizado de outra língua, o mergulho no mundo ainda novíssimo para mim da internet e das redes sociais, assim como a “cara de pau” de contatar e ser contatada por tantos quantos se interessavam pelo mesmo tema, num mundo totalmente inédito para mim. E pelos que não se interessam também. Como eu estava “possuída” por aquilo que tomei quase como que uma “missão”, acabei perdendo muito do meu excesso de escrúpulos e “partindo pra briga”: entrar onde não era chamada; perguntar a quem não conhecia; fuçar onde as portas não costumam ser propriamente franqueadas, etc .

     Jamais esquecerei o momento em que chegaram aqueles primeiros exemplares impressos, trazendo um jorro de alegria num momento particularmente turbulento de minha vida. Quanta felicidade! Depois, o inenarrável prazer de ofertá-los aos principais colaboradores, amigos e parentes, a maior parte deles partícipes da história que ele continha.

     Não “levei muita fé” que a pequena edição esgotaria tão rápido e, não muito tempo depois, vieram a segunda e a terceira, também em pequena tiragem. Isso porque, como ele trata de um tema bem específico, qual seja a imigração de meus bisavós e seus conterrâneos perigordinos para o Brasil, não achei que fosse despertar maiores interesses.

     Mas eis que, sim, outros se interessaram e a “grande família” desses imigrantes não era assim tão pequena quanto eu pensava, num primeiro momento. Além disso, distribuí muitos exemplares gratuitamente, tanto para todo um grupo de pessoas que estiveram e estão comigo até hoje nessa pesquisa que não acabará jamais, quanto para bibliotecas das cidades da região que acolheu esses imigrantes naquele final de século XIX.

     Ainda tenho exemplares e aí em cima da página desse blog você encontra todos os meios de me contatar, se quiser adquiri-lo.

     Para comemorar esses 10 anos, deixo as fotos de algumas das vezes em que “entreguei meu filhote” a alguém. Meu irmão Amarildo fez esse trabalho junto comigo.

      Muito obrigada a todos! Parabéns, “Dousseau: Enter – Franceses no Império do Café”!!


                                                                     



                                                                                   


                    

                                                                                              





                                                                              


                                         

                                                                                   



                                                                                   



                                                                                  



                                                                                   



                                                                               



                                                                                         













     E para finalizar, minhas “madrinhas”. Sem elas, nenhum caminho teria se aberto. O caminho que me permitiu desenrolar a meada à partir de um fio, resgatando a história familiar perdida  de nossos Dousseau e ajudando a desenrolar a de outras tantas famílias:  Pascale, amiga e pesquisadora da França. Isabel, amiga e pesquisadora do Brasil. Meu eterno agradecimento a ambas. Sempre.




                       

      Para os que desejarem, ainda possuo exemplares, dessa que será certamente a última tiragem. Muito obrigada por me acompanharem até aqui. Um abraço a todos!

                                                                                


domingo, 16 de janeiro de 2022

... e segue aumentando a bibliografia sobre Guarará.

 Olá!

      Recentemente tive mais uma oportunidade de visitar o encantador centro da pequena e tão bonita cidade de GUARARÁ, onde se encontra localizado o Arquivo do qual RODRIGO é o "anjo da guarda". Apesar de ser tão perto de BICAS e apesar também das inúmeras contribuições com as quais ele tem espontânea e tão generosamente brindado nosso blog... eu ainda não o conhecia. Pasmem! Mas, recentemente, essa falha foi corrigida. Nossas intenções e pareceres quanto à importância de partilhar TODAS as informações que dizem respeito à nossa História nos levou a planejar um tempo maior para revirar aqueles arquivos, tão generosamente abertos à consulta. Como, aliás, TODOS deveriam ser, pois a HISTÓRIA é nossa. De TODOS. No meu humilde parecer, não há arquivos que devam permanecer fechados em "altares" para detentores de poder de qualquer gênero. E com poder quero englobar tudo: político, religioso, acadêmico, burocrático, etc...

      GUARARÁ, talvez quem sabe devido aos bons ventos trazidos por algumas pessoas, como o saudoso  FRANCISCO OLIVERIA e, tenho certeza, outras pessoas ligadas à Cultura,  tem sido pioneira nesse quesito no qual as pequenas cidades da região tem falhado tanto e tão demoradamente através dos tempos. Esperança de que isso mude a qualquer tempo, antes que desapareça tudo que ainda não desapareceu. O conhecimento de sua história pessoal faz o homem. O conhecimento de sua história coletiva faz o cidadão. 

      Trago para vocês as capas de mais dois livros publicados pela municipalidade, à qual parabenizo. Que assim continue, pois não há outro caminho.

      Parabéns a todos!










                                                                  



                                                                



sexta-feira, 2 de abril de 2021

 SERRA DO PILOTO


Bom dia, pessoal! 

     Todos vocês sabem de minha paixão pela SERRA DO PILOTO e tudo que ela representa para nossa história em geral e, ainda que tocando de leve, para a história de nossos antepassados franceses. Mas vamos combinar que ela é importante por muitos e muitos outros motivos. Por isso resolvi reproduzir aqui, na íntegra, uma excelente postagem do dia 07/02/2021, no FACEBOOK,  que  tive o prazer de encontrar no perfil O BELO E HISTÓRICO RIO DE JANEIRO.  Tenho certeza de que vocês irão amar! E, caso use essa rede social, vá visitá-la. Tem muito a oferecer aos amantes de HISTÓRIA. O texto é de HUGO DELPHIN. As fotos que o ilustram também foram feitas ou pesquisadas  por ele em suas fontes originais. Vamos lá? 


A Estrada de Mangaratiba e a Serra do Piloto - RJ.
Também chamada de Estrada Imperial de São João Marcos, é considerada por alguns historiadores como a primeira verdadeira estrada de rodagem do Brasil, mas há controvérsias. Contava com calçamento macadamizado, um tipo de pavimento para estradas criado pelo inglês John Loudon McAdam (três camadas de pedras postas sobre uma fundação com valas laterais para escoamento), além de marcações de distância em léguas, largura padronizada (6,60m - três braças craveiras), várias pontes arqueadas, galerias, muros de arrimo, muretas laterais e etc., além de possuir o primeiro (ou um dos) pedágio do Brasil. Foi de fato a primeira estrada privatizada e talvez a primeira macadamizada.
O engenheiro responsável pela obra foi o inglês E. B. Webb (ver imagens dos mapas e relatórios em anexo) e ela foi inaugurada em 1857. Mas a Estrada de Mangaratiba, antes com alguns trechos diferentes do atual traçado, foi aberta inicialmente pelo Comendador Joaquim Breves em 1833. Esses trechos antigos se chamam Estrada do Atalho. Essa antiga versão da estrada era toda areada e se deteriorava facilmente com as fortes chuvas e com o trânsito intenso de tropas e mercadorias.
A Serra do Piloto: Recebe esse nome em homenagem a João Cardoso de Mendonça e Lemos, que foi o primeiro "piloto de cordas" do Senado do Rio de Janeiro, que era o topógrafo ou agrimensor de hoje. João Cardoso de Mendonça e Lemos recebeu a sesmaria em 27 de agosto de 1800, onde estabeleceu a Fazenda do Piloto. A Estrada de Mangaratiba corta esta serra, ligando o povoado da Praia do Saco a extinta São João Marcos, apesar do projeto inicial prever seu início na Vila de Mangaratiba (ver mapa em anexo). Essa região que ia de Mangaratiba até São João Marcos foi uma das maiores produtoras de Café do século XIX.
Segundo um artigo de Aloysio Breves, no Site Breves Café, achou-se necessário reivindicar melhorias ao governo da província, que em 1850, autorizou Bernardino José de Almeida a fazê-las. Em 1855, com o não cumprimento total da obra por parte do mesmo, além de seu falecimento, foi assinado um novo contrato com o Desembargador Joaquim José Pacheco, criando então uma companhia de sociedade anônima, chamada Companhia Estrada de Mangaratiba. Esta companhia, com capital inicial de 2.400 contos de réis, teve como seus principais acionistas o Tesouro Fluminense com 1.500 ações, Barroso & Irmãos com 650, comendador Joaquim Breves com 400, assim como os Morais, do Barão de Piraí. A estrada deveria ir até Barra Mansa, passando por Rio Claro, mas esgotados os investimentos iniciais, a empresa logo faliu. O percurso total ficou em aproximadamente 30 km, ligando o Porto da Praia do Saco a São João Marcos. O movimento diário da estrada era de 70 caleças, o que denota grandes trocas comerciais, assim conclui o artigo. A empresa faliu antes de uma década e revirando notícias antigas, encontrei diversos indícios de má administração e, talvez, de corrupção por parte da Companhia Estrada de Mangaratiba.
O jornal O Portuguez em 1862, assim descrevia a situação:
"...as estúpidas, onerosas e lucrativas gerencias que precipitaram a companhia da Estrada de Mangaratiba nos abismos de uma falência"
O periódico Actualidade, em 1860, foi mais claro quanto a situação:
"...empresa mal calculada e concebida, foi por certo a da Estrada de Mangaratiba. O erro da concepção foi por certo agravado pela má gerencia da companhia. Acusações gravíssimas foram feitas pela imprensa e até hoje esperam resposta pela resposta. O que é certo é que avultados capitais foram dispendidos, fez se apenas um trecho de cinco léguas e a companhia sentiu-se arruinada"
Mas logo foi decretada uma lei para que a Estrada de Mangaratiba fosse encampada pelo governo imperial e, em 1878, diversas propriedades da Companhia foram a leilão. Um interessante anúncio do leilão no Jornal O cruzeiro, em 1878, descrevia as propriedades:
"Estações de Mar e Trapiche: Um grande cais cercado de cantaria com grande armazém corrido, construído de pedra e cal, paredes de grande grossura, madeiramento de primeira qualidade e em bom estado, coberto de telha. Adiante um outro armazém menor da mesma construção. Na beira da estrada tem um grande armazém, coberto de telhas, em ruínas, com larga paredes de pedra e cal. Estes três armazéns estão dentro de uma área de 200 braças quadradas (...) Barreira da Serra: Casa edificada a beira da Estrada de Mangaratiba que serviu para a cobrança dos direitos da barreira, e um telheiro ao lado, coberto de telha. Ambas edificações precisam de reparo (...)
Fazenda de Santo Antônio da Ingaíba: É de magníficas terras para plantação e com grandes pastos. Distanciando somente uma e meia léguas da Vila de Mangaratiba, para a qual terá fácil comunicação (...)
Estação de São João do Príncipe: São dois armazéns, um coberto de zinco, construído de pedra e cal e boas maneiras; outro coberto de telha, em bom estado de conservação, dividido em três grandes cômodos para moradia (...)
Casa do Largo do Rosário: É uma grande casa construída para moradia, bem construída e dividida para duas moradas (...)
Estação do Cará: É um grande armazém edificado na Estrada de Mangaratiba, coberto de zinco, com paredes de pedra e cal de grande grossura..."
Apesar da falência da Companhia Estrada de Mangaratiba, a mesma continuou sendo utilizada, escoando principalmente grandiosas safras do café produzido serra acima.
Passada algumas décadas, a verdadeira decadência alcança a região, com o início da era ferroviária. Com o alto custo de pedágio e tempo maior de viagem em relação aos trens, a estrada foi perdendo sua importância. Fato que se agravou com a abolição da escravatura, pois o povoado da Praia do Saco, assim como toda a vizinhança tinham suas economias baseadas na escravidão / cafeicultura.
A Estrada Imperial hoje é denominada RJ-149 (Rodovia Luiz Ascendino Dantas) e nela se encontram diversos vestígios históricos, verdadeiras obras de arte! É o caso do Bebedouro da Barreira, todo em cantaria, onde era cobrado o pedágio, além da magnífica Ponte Bela, o mirante imperial frequentado por Dom Pedro II e muitas outras belezas.
A região é linda demais e merece uma visita
Nas imagens a seguir mais um pouco dessa história.










domingo, 20 de dezembro de 2020

INCÊNDIO NA FAZENDA DA GRAMA

 20-12-2020

Bom dia a todos!


          No dia 21 de Novembro, nesse ano de 2020 tão sofrido nós, os amantes da História em geral e de seu patrimônio, tivemos a notícia do triste incêndio na FAZENDA DA GRAMA, em RIO CLARO, município de fundamental importância no Ciclo do Café fluminense. Uma das joias do VALE DO PARAÍBA.

          Em razão de uma ligação de nossos franceses com a FAMÍLIA BREVES, especialmente na pessoa do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ DE SOUZA BREVES, sua história e suas possessões no VALE e também na ZONA DA MATA MINEIRA, houve um tempo em que mergulhei fundo na história dessa família como se minha fosse, o que vocês podem constatar tanto na leitura de nosso livro quanto passeando pelas páginas desse blog.

         Imediatamente após ler essa notícia, ainda nas primeiras horas da manhã, repassei-a para FABIO RODRIGUES, morador de MANGARATIBA e também amante da história da região, com a qual é ligado afetivamente desde a infância. Além disso, muito ligado à SECRETARIA DE CULTURA daquele município, demonstra em todas as suas ações e publicações um interesse genuíno pela preservação e defende um reconhecimento  mais concreto das ruínas do SACO DE MAGARATIBA e da SERRA DO PILOTO como essencialmente ligados à história de MANGARATIBA e  dos BREVES pelos arredores.  Aliás, podemos dizer que os BREVES SÃO a região. Inclusive nos quilombos que ainda existem por lá, resistindo com muita coragem encontramos, de certa forma, o lado nada glamoroso e igualmente importante da opulência dos nossos Barões. Um "rescaldo humano", digamos assim,  para o qual ainda não se voltaram com vontade os olhos do poder público e dos amantes da mais genuína cultura popular, que precisa ser resgatada e valorizada em suas raízes. Ao menos assim percebe meu imaginário de historiadora amadora. 

         As fotos a seguir foram tomadas por ele, praticamente em seguida ao incêndio. As palavras que as seguem também lhe pertencem.






     Neste último fim de semana o casarão colonial de dois andares, sede da Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, erguido pelo Comendador Joaquim José de Souza Breves, o maior escravagista e produtor de café brasileiro, foi incendiado. Neste imóvel do Século XIX, Patrimônio Histórico-Cultural da nossa região praticamente abandonado pelo poder público, foram discutidos assuntos de interesse dos senhores imperiais e costurados acordos políticos de todo o sul fluminense e do Brasil. Parte importante da nossa História se vai com o incêndio! Nossa memória importa para não esquecermos alguns absurdos cometidos pelo ser humano! Preservem nossa cultura! Preservem nossa identidade!

No mesmo dia, algumas horas depois, no mesmo FACEBOOK, mais uma postagem muito esclarecedora sobre o evento em questão, por CLÁUDIO PRADO DE MELLO, replicada na página O PASSADO DO RIO no que se refere aos aspectos da teia de trâmites e questões que envolvem nossos patrimônios histórico-culturais. Vejamos:


A REALIDADE DA FAZENDA DA GRAMA , EM RIO CLARO, NESSA SEGUNDA, APÓS O INCÊNDIO DE SÁBADO-DOMINGO

Realizamos nesta segunda-feira (23), uma vistoria na Fazenda São Joaquim da Grama, em Rio Claro, que foi atingida por um incêndio na noite do último sábado (21).
A equipe esteve no local para verificar a estrutura do casarão construído no século XIX, mas constatamos que o incêndio ainda tinha focos consumindo várias partes e chamamos os Bombeiros de Barra do Piraí e Volta Redonda, que chegaram ao local para combater os focos.
A Fazenda São Joaquim da Grama foi residência da família do comendador Joaquim José de Souza Breves, o "Rei do Café". O imóvel faz parte do inventário do Inepac, mas não foi tombado em 2007 quando os proprietários solicitaram o tombamento.
Porém, a igreja da Fazenda São Joaquim da Grama tem o seu tombamento definitivo (processo número E-03/1.800/89).
Em setembro de 2019 os proprietários tinham procurado o órgão para uma conversa sobre a restauração do casarão, mas essa conversa ainda não tinha evoluído quando foi eclipsada por esta tragédia.
Além da vistoria, também buscamos informações com a Polícia Civil, responsável pela investigação, para saber os motivos do incêndio e ouvimos moradores, políticos e representantes da comunidade.
O Inepac na atual gestão está fortalecendo as ações para a preservação do patrimônio histórico em todo o estado, principalmente no interior. Hoje contamos com a possibilidade de obter recursos via Lei do Incentivo Fiscal do ICMS e dessa forma temos levado essa possibilidade a muitos proprietários como forma de obter recursos para a restauração do seu bem tombado. Várias cidades já receberam visitas técnicas neste ano.
Para auxiliar nesse reforço, o órgão criou o Brigada do Patrimônio, um sistema voluntário e colaborativo que tem recebido diversas denúncias através do número (21) 98913-1561, que também possui o serviço de WhatsApp e funciona 24 horas por dia.


Enfim, queridos leitores, falar sobre o abandono de nosso patrimônio histórico-cultural é praticamente "malhar em ferro frio", como bem o sabemos. Mas o que seria do ainda resta, não fosse a existência de "trazedores à luz"? Bem aventurados todos eles!

PS: A postagem de Cláudio Prado de Melo vem acompanhada de fotos na referida página no Facebook. Convido o leitor a segui-la, pois é um passeio normalmente muito agradável.

Obrigada por sua visita e volte sempre!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

DOUSSEAU NO MURO!

Bom dia, povo!

           Sei que venho trazer uma "novidade velha" mas, por conta desse tempo de exceção que estamos vivendo devido à pandemia de coronavirus eu, literalmente, não estou vendo o tempo passar. Tudo aquilo que nos insere na realidade, através dos compromissos diários, dos aniversários, das comemorações cívicas ou culturais, do convívio em geral, foi deixado de lado e, com isso, o tempo passou a ser mera abstração.

            Eu pretendia fazer essa publicação quando tivesse ido antes,  pessoal e educadamente,  agradecer à homenagem tão linda e que tanto me sensibilizou, estampando o muro da SECRETARIA DE CULTURA de BICAS. Sei que houve um momento qualquer no qual alguém, por iniciativa própria, sugeriu que nosso livro fosse estampado ali. Gostaria muito de saber quem e agradecer sinceramente. Talvez a  maioria das pessoas não saiba  o valor que isso possa ter, não só para mim, mas para todos os pequenos produtores de cultura. E é um exemplo positivo e inspirador que pode ser para a formação dos jovens biquenses que visitem aquele espaço. Ideia genial! 

            Como eu não saberia listar a quem devo todos os meus sinceros agradecimentos, faço-o na pessoa do Secretário de Cultura, ALEXANDRE DE CASTRO MENDES; do pintor SCOOBY, autor da obra; da funcionária ALZIRINHA e de quantos mais, de forma direta ou indireta, estiveram envolvidos nesse projeto de cidadania e na divulgação do mesmo.   

            Em meu nome e no nome dos DOUSSEAU do BRASIL e da FRANÇA... MUITO OBRIGADA!


                                                                                





Todas as fotos são de autoria de AMARILDO MAYRINK

              

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

FELIZ ANIVERSÁRIO GUARARÁ!!

 

                                                                 




Bom dia!

      Embora com alguns dias de atraso, venho compartilhar com vocês uma postagem de "GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO", que você pode encontrar no FACEBOOK e  na qual RODRIGO, seu dedicado administrador descreve, com seus conhecimentos, mas também pelo seu amor pela terrinha, os motivos pelos quais devemos comemorar seus 130 anos de história. Mais abaixocompartilho algumas fotos com você. Mas quer encontrar mais, muito mais? Siga a página GUARARÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO no Facebook e tão bem cuidada por RODRIGO ou passeie aqui mesmo nesse blog, através das páginas de "Fotos Antigas" e de "Documentos Antigos. PARABÉNS, GUARARÁ!


"Neste festivo 05/12/2020 o Município de Guarará completa seus 130 anos de emancipação política e administrativa. Desde sua fundação oficial, em 1828, e a partir daí construindo seu caminho entre vales, montanhas, matas fechadas, riachos e ribeirões foi se desenvolvendo. O recém criado curato do Espírito Santo vira seu povoamento expandir conforme se avançavam os anos e décadas seguintes, até a data de 05/12/1890, quando se realizou o anseio de seus habitantes de terem uma vida própria e independente.
O desbravamento dessas terras quase inabitadas foi lento durante as primeiras décadas de povoamento. Trilhos estreitos entre a vegetação densa e pequenas pontes improvisadas com troncos de árvores para o trânsito de pessoas e tropas foram aos poucos se consolidando como caminhos que levariam ao estabelecimento dos primeiros colonos e suas famílias. Com o passar do tempo, esses precários trilhos e pontes foram cedendo lugar a novas rotas, com uma melhor estrutura, e dessa forma criando novos trajetos para o deslocamento de pessoas e tropeiros, por diversos pontos das terras do Distrito do Espírito Santo, inclusive rumo a outros destinos da região. Assim, o progresso foi chegando e fazendo morada nas terras consagradas ao Divino Espírito Santo que futuramente receberia o nome de Guarará, por sugestão do 2º Barão de Catas Altas, depois da emancipação.
Após 1890, novos sonhos e perspectivas alimentavam a vida dos antigos moradores e dos novos cidadãos que chegavam de diversas partes de Minas Gerais e da região Sudeste. O período pós-emancipação também coincide com a chegada em maior número de imigrantes vindos da Europa: portugueses, espanhóis, franceses, alemães e em especial, os italianos. Posteriormente, imigrantes sírios, libaneses e turcos vieram se estabelecer em nossas terras. Toda essa diversidade étnica produziu um excepcional caldeirão cultural em nosso Guarará e região, deixando marcas positivas até o momento atual.
Com o tempo, muitos deixaram essa terrinha e foram atrás de seus sonhos em outros lugares da região e do país. Os espaços urbanos e rurais, antes agitados com o êxodo, foram abrindo caminho ao cenário de tranquilidade e nostalgia, que passou a se fazer presente em suas terras doravante.
Essa é a realidade histórica de nossa cidade, com sua gente simples que encontramos numa esquina após a outra. As décadas passaram e nesses 130 anos de emancipação vivenciamos nossas histórias e memórias recortadas por uma paisagem de vales e montanhas (mesmo com pouca vegetação de mata original), regados a muito amor, carinho, respeito, dedicação e admiração por essa Terra hospitaleira que acolheu e continua acolhendo seus filhos naturais e adotivos.
Parabéns, Guarará, pelos seus 130 anos de emancipação em 05/12/2020!" .





Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.

Fonte: ALMANAQUE DE GUARARÁ, DE F.S.TEIXEIRA, PROPRIETÁRIO EDITOR DA GAZETA DE GUARARÁ.



GUARARÁ ANTES DE 1909. Fonte: GUARARÁ HISTÓRIA E CULTURA




ANTIGA IGREJA DO ROSÁRIO. Fonte:  guararahistoria.blogspot.com.br



 ANTIGA CÂMARA MUNICIPALl- 1917.  Fonte: - FRANCISCO OLIVEIRA em GUARARÁ HISTÓRIA E CULTURA.