terça-feira, 29 de setembro de 2015

80.000 VISITAS!




                                                                                  

sábado, 12 de setembro de 2015

BICAS - JORNADA CULTURAL 2015.

Bom dia a todos!

        Hoje venho trazer um pouquinho do que foi a Jornada Cultural 2015, em Bicas, através das fotos abaixo. Foram dias de grande troca, tanto com o público quanto com os outros expositores. Nosso livro esteve presente, no estande compartilhado com JÚNIOR ROSSI e JOHNNY MACHADO. Os dias chuvosos, frios e com vento, com certeza afastaram muitos biquenses do evento, durante o qual foram homenageados os "Homens Honrados" desse ano. 
         Mas é imperativo para mim deixar aqui, em nome de todos os outros expositores à PREFEITURA MUNICIPAL DE BICAS nosso reconhecimento da importância dessa iniciativa. Não deixá-la morrer e, ao contrário, ampliá-la. Incluir nela uma galeria com tudo que Bicas já produziu em termos de cultura. Trazer também à "luz dos holofotes"  todos aqueles que, embora não nascidos em Bicas, fizeram dela seu tema de estudo e interesse, tornando-a um pouco mais conhecida além de seu pequeno contorno geográfico. Quais sejam, na literatura: JÚLIO VANNI, EMIL, CHICRE e FUED FARHAT, JOSÉ LUIZ MACHADO RODRIGUES, CARLOS AUGUSTO MACHADO VEIGA e ROSÁLIA MAYRINK - Pe. CÁSSIO. Isso apenas como exemplos mais conhecidos. Sabemos que há muito mais. Um estande com a obra de todos eles seria sempre, tenho certeza, muito apreciado! 
         Confesso que vi, nessa Jornada, coisas que jamais supus fossem produzidas em BICAS. Uma qualidade de obras ( e de "obreiros"...) que só faz aumentar minha esperança no futuro da terra que os viu nascer.
         Obrigada a todos que se esforçaram para tornar possível essa grata ocasião. Especialmente a JOHNNY, que foi quem esteve todo tempo mergulhado conosco no evento. Muito obrigada!

FONTE DAS FOTOS: MARLY e AMARILDO MAYRINK. Desconheço a autoria da foto do     grupo. Alguém me indica?

Primeira foto: extraída de "RESGATANDO A HISTÓRIA - HOMENS HONRADOS".
                               

Duas últimas fotos: Portfólio distribuído durante o evento.


                                                         





                                                       



                                                          













                       

           



sexta-feira, 31 de julho de 2015

ADEUS PARA SEMPRE, DONDOCA...



         Tendo como fonte integral o grupo existente no Facebook chamado "Amigos do Trem", venho trazer mais uma "nota de falecimento", publicada originalmente em 14-07-2015. Acho que podemos chamar assim... Retratamos aqui a "lenta agonia" da qual NINGUÉM foi capaz de salvá-la. O povo biquense com certeza deveria vestir luto. Por ela e por nós próprios.

"É COM PESAR, QUE VENHO COMUNICAR QUE ESTA GUERREIRA QUE ENCONTRAVA-SE ABANDONADA EM PRAIA FORMOSA-RJ FOI COMPLETAMENTE DESMANCHADA. MESMO COM O AVAL DO DNIT PARA O RESGATE DESSA EXTINTA DONDOCA, FOMOS DERROTADOS PELA " BURROCRACIA " E PELO DESCASO COM A HISTÓRIA DAS NOSSAS FERROVIAS, CERTAMENTE UMA GRANDE PERDA PARA TODOS NÓS, MAS PRINCIPALMENTE PARA A CIDADE DE BICAS-MG ONDE ERAM FABRICADAS ESSAS CHARMOSAS DONDOCAS."




                                                                                           











quarta-feira, 29 de julho de 2015

75.000 VISITAS!




                                                                           

domingo, 14 de junho de 2015

NOTA DE FALECIMENTO

 
                                                                               
ALMIRA (de pé) e TIANA (sentada), em janeiro de 2010, nos MACHADOS. FONTE: Arquivos pessoais.




              É com muito pesar que venho anunciar o falecimento em São João Nepomuceno de SEBASTIANA (DOUSSEAU) DE SOUZA, nossa querida TIANA dos Machados...
              Ainda há pouco, conversando com minha mãe por telefone, demo-nos conta de como vai ficando cada vez mais distante nossos laços  com a terra de nossos bisavós. Pelo menos do ponto de vista prático. Aqueles com os quais convivi desde minha infância, foram-se todos. Lamento muito! Mas lamento por mim. Não por Tiana. Tiana era figurinha dupla e, desde que sua irmã ALMIRA se foi, me afligia imaginar o tamanho de sua dor. Pois NUNCA havia visto uma sem a outra. Jamais. E me consola e alegra saber que ela já reencontrou  sua alma metade. Me consola de fato
              Aproveito aqui e agora, para agradecer em nome de toda família todo o cuidado, atenção e carinho com que sempre foi tratada pelos irmãos e sobrinhos mas, especialmente, dia após dia, noite após noite, por seu sobrinho SILVINHO e sua esposa. Você, Silvinho, é minha esperança no futuro dos Machados. Que Deus o abençõe e recompense. E se para isso eu puder ser de alguma utilidade, não deixe de me fazer saber.
              Quanto aos laços afetivos com aquela terra onde ela viveu... jamais se extinguirão! Estarão para sempre registrados aqui, no nosso livro e principalmente nas memórias mais doces do meu coração. 
              Amém!


                                                                                 
Nessa foto, uma boa parte da família DOUSSEAU DE SOUZA por ocasião da visita aos MACHADOS de DOM GERALDO PENIDO. Tiana está marcada por uma seta vermelha. Nessa foto, também presente, um primo da família, meu tio ANNET DOUSSEAU DUQUE. FONTE: ALMIRA e TIANA.
                   

sábado, 30 de maio de 2015

O NAVIO DE NOSSA BISAVÓ

         
                           O "VILLE DE BUENOS AiRES"               


                                                                               



          Bom dia! E hoje temos uma postagem bem especial! Todinha inspirada no interesse de nossa prima MARYSE LABROUSSE (DELPÉRIER) pelo navio que trouxe sua (e nossa!) antepassada MARIE DELPÉRIER MANDRAL (mãe de SUZANNA). 
          Conhecemo-nos recentemente, através desse blog, que ela encontrou justamente procurando saber o que havia sido feito dessa sua antepassada que emigrou para o BRASIL com seu marido JEAN MANDRAL e sua pequena e única filha até então, SUZANNA, em 1888.
          Devagarzinho, MARYSE vai conhecendo nossa história em comum... Depois de obter por mim a lista de passageiros do vapor VILLE DE BUENOS AIRES, no qual nossos antepassados vieram para o BRASIL, passou a procurar imagens do dito vapor.
           Ora, acontece que o vapor ORENOQUE, no qual veio ANNET com seus pais FRANÇOIS GUILLAUME/MARIE MANDRAL e sua irmã MARIÁ em 1885 possui muitas imagens que nos são acessíveis pela internet, pelo nosso livro e aqui mesmo pelo blog. E quanto ao VILLE DE BUENOS AIRES? O que temos nós? 
          Vejamos. Desde o começo de minhas pesquisas soube que esse vapor havia sido vendido para uma outra companhia de navegação  e seu nome havia sido mudado para VILLE DE ROCHEFORT. E foi com esse nome que veio a afundar, anos e anos mais tarde, não deixando mais nenhuma história a ser contada, exceto por umas poucas imagens. 


                                                             



          Será? 
          Eis que ontem, durante uma intensa troca de e-mails com MARYSE, resolvi pesquisar mais uma vez. O resultado dessa pesquisa venho trazer para vocês. Em nossas conversas percebemos que compartilhamos o mesmo estarrecimento: como tantas famílias (além da tripulação!) couberam nesse navio naquela viagem de 1888 e em tantas outras? Qual seria a situação de desconforto à bordo? Dói no coração pensar... 
          Ainda me restam dúvidas. Há informações controversas sobre ele. Às vezes fico até pensando que poderiam ter havido dois navios com o mesmo nome. Mesmo levando se em conta que  todas as imagens encontradas são da mesma embarcação... Mas o fato é que acabei encontrando essa maravilha, publicada em 2014. Que compartilho com todos vocês.
          Através desse site, você pode ver, através de um mergulho, o que restou do Ville de Buenos Aires/Rochefort.(cole o link no seu navegador):   
 http://www.plongee-anges.com/epaves-atlantique/ville-de-rochefort/


                Passo a traduzi-lo:

HISTÓRICO

          Este é um cargueiro a vapor francês construído em 1882 nos estaleiros de la Seine sur Mer com o nome Ville de Buenos Aires para a Compagnie Maritime des Chargeurs Réunis. Ele foi vendido em julho de 1899 à Compagnie des Bateaux a Vapeur du Nord e rebatizado em 1911: Ville de Roquefort. 94 metros de comprimento, bitola de 2200tx, 1 máquina de 1000cv, 2 caldeiras cilíndricas.
          O Vapor Ville de Roquefort, vindo de Pauillac com um carregamento diversificado, é abordado às 3hs do dia 14 de Outubro de 1910 pelo vapor inglês Peveril, que havia partido de Saint Nazare sur Lest com destino a Bilbao. O tempo estava claro mas ventava e uma forte brisa do norte transformou esse vento em tempestade. Quando foi abalroado pelo Peveril, o choque foi tão violento que a haste do navio que bateu penetra até a braçarola do painel nº 7 do Ville de Roquefort. Imediatamente a tripulação se precipita para as embarcações, mas na confusão e sob o choque somente tres sobreviventes subsistirão sobre uma tábua pousada sobre um dos painéis do navio, enquanto que 23 vítimas perecerão nas ondas.
             Às 9:30hs, o barco de salvamento de l'Herbaudière se põe à caminho do lugar do drama na esperança de encontrar sobreviventes. Na sua volta uma multidão o espera, mas ele volta "apitando tristemente". Imagine-se a emoção causada entre a população de marinheiros e pescadores que habitam a ilha de Noimoutier, ainda mais que o capitão Palvadeau, que comandava o Ville de Roquefort, era nativo de Noimoutier...
            


MERGULHO

           Sendo eu próprio marinheiro-pescador, não posso continuar indiferente a esses marinheiros desaparecidos há 90 anos. 
           (Nesse trecho do relato, o autor descreve tudo aquilo que você também pode ver no link que citei acima. Vale a pena!)
           Até breve, Capitão Palvadeau e sua tripulação!Talvez tenham esquecido vocês mas, hoje vocês ressurgem em nossa memória e falaremos de vocês.
                              Dominique Chauvin, pescador em Noimoutier, armador do Otimista.

          Então é isso, leitores queridos. Vejam só que ironia. Do vapor Orenoque, com suas muitas fotos, não nos resta nada. Que destino terá tido? Desmontado? Sucateado?
          Mas do misterioso Ville de Buenos Ayres, do qual nada tínhamos... temos agora não só algumas fotos. Temos antes a oportunidade de ver, repousando no fundo do Atlântico, na costa da França, o veículo que nos trouxe Suzanna e sua família ele mesmo. Sua sombra e seu espírito nele contidos. 

Boa viagem!


                                                           



PS: Todas as fotos postadas aqui são oriundas de coleções de antigos cartões postais franceses, que são vendidos como raridades aqui mesmo na internet. Portanto, são vários os sites onde podemos encontrá-las, repetidamente. Por isso não cito as fontes de cada uma, embora duas delas possuam sua prória legenda, conforme encontrei.








terça-feira, 26 de maio de 2015

PAUILLAC

    Bom dia! 
    Mais uma vez venho trazer para vocês uma foto. Uma foto antiga. E, da mesma forma que fiz em minha última postagem desta página, devo esclarecer o porque de não havê-la publicado na página de "Fotos Antigas". Vejamos. Todas as fotos publicadas naquela página são, sem dúvida, importantes para nossa história familiar, de uma forma ou de outra. Entretanto, algumas são IMPRESCINDÍVEIS para uma melhor compreensão dessa mesma história. Existem muitos "o que de fato aconteceu" que devem ser esclarecidos. Embora devamos ter em mente que, infelizmente, muita coisa se perdeu de fato para sempre, quem vai impedir o pesquisador apaixonado de continuar procurando? Buscando incansávelmente? E foi nessa busca que me deparei com a foto abaixo.
          No que se refere ao CAMINHO EXATO percorrido por nossos bisavós, desde sua casa no Périgord até a Fazenda Monte Cristo, muitas dúvidas ainda existem. Porque todos os caminhos não são mais como eram. 
          Os ramais das vias férreas são os mais complicados de determinar de forma definitiva. Tanto no Brasil quanto na França. Nossa amiga querida Pascale Lagauterie já havia comentado sobre o porto chamado Pauillac, que citei de passagem em nosso livro, na legenda da foto do porto de Bordeaux. 
          Navegando agora pela internet (como o mundo mudou, não é mesmo?? ) encontrei enfim uma foto antiga do dito porto de Pauillac. E a surpresa: um ramal de trem ia até ele. Ora, Pauillac não é Bordeaux,  mas sim uma cidadezinha próxima. A pergunta que fica é a mesma que tenho sobre o Rio. Eles foram de trem direto do Périgord para Pauillac sem sequer passar por Bordeaux e lá se hospedaram enquanto esperavam a liberação do navio Orenoque? Esse trem levava passageiros ou somente carga? Ou foram para Bordeaux e lá fizeram uma baldeação, na gare Saint Jean? 


Pauillac: porto e gare.  Fonte:  myweb.tiscali,co.uk

          Porque essas perguntas? Porque parece que nossa primeira hipótese (aquela que foi publicada) não é válida. Não haveria cais para grandes navios em Bordeaux, estando seu porto localizado num "braço de mar"...
        Enfim, apreciem a foto. Quem sabe esse também foi cenário importantíssimo na vida de nossos bisavós? Deixemos a imaginação viajar... 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

70.000 VISITAS!



                                                                             

quinta-feira, 19 de março de 2015

65.000 VISITAS!



                                                                         

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

60.000 VISITAS!



                                                                                 

domingo, 4 de janeiro de 2015

55.000 VISITAS



                                                                     

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

DELPÉRIER - FOTOS INÉDITAS!

          Queridos primos DOUSSEAU... A postagem que faço hoje é especialmente para vocês. Digamos que é um "presente de Ano Novo". 
                Vocês já devem ter percebido, tanto através de nosso livro quanto aqui pelo blog, que a quantidade de material referente aos MANDRAL e aos DELPÉRIER  é práticamente nula. Meu propósito sempre foi aprofundar as origens do nosso nome DOUSSEAU, mas sabemos todos que uma árvore genealógica se ramifica ao infinito quanto mais recuamos no tempo. Nunca me propus a avançar tão longe. É trabalho hercúleo, que demanda tempo e outros recursos, principalmente quando somos descendentes de imigrantes. Mas...
           Ao menos dentro de minha pequena família, os nomes MANDRAL e DELPÉRIER sempre foram muito citados. MANDRAL, sobrenome do pai de SUZANNA, mas também da mãe de ANNET. Ainda não entendi como nunca cruzei com nenhum descendente, em minhas constantes visitas a BICAS. O nome práticamente se extinguiu no Brasil, eu sei (apenas sobrevive pelos poucos descendentes de JOSÉ MANDRAL), mas as filhas mulheres foram tres, e óbviamente deixaram muitos outros descendentes!  
           Depois do acontecimento que passarei a narrar, tenho esperanças que um deles nos localize aqui mesmo pelo blog. Afinal, foi por aqui que se realizou o "milagre" de mais um encontro que nunca imaginei ser possível. 
           Quando de minhas duas viagens à FRANÇA, não tentei encontrar esses dois ramos familiares (Mandral e Delpérier). Precisava otimizar meu tempo e me concentrei nos Dousseau. 
           Então aconteceu que uma DELPÉRIER nos encontrou! Por via do mesmo estranho interesse que súbitamente nos assalta e nos faz pesquisar na internet e em toda parte de onde viemos e quanto das histórias que passamos a vida ouvindo são verdadeiras ou imaginação...
           Assim ela encontrou o blog. E a mim. Temos trocado correspondência e ainda há muito a aprofundar. Ainda nem sequer conheço seu rosto. Mas sei que se chama MARYSE LABROUSSE. Maryse é nossa prima muito distante. Mas ouviu o mesmo chamado que ouviram todos aqueles que nos encontramos aqui e do qual os mais antigos já falavam e nomeavam "o chamado do sangue".
           Abaixo, compartilho com vocês algumas fotos que ela me enviou e autorizou a publicar. Vocês devem se perguntar porque demorei tanto a trazê-las à luz. Mas isso tem uma explicação justa. Maryse me disse, respondendo a uma pergunta que lhe fiz por e-mail, que existe, sim, uma foto do nosso  "elo de ligação". De nossa parte, nosso elo é MARIE DELPÉRIER MANDRAL. Da parte de Maryse, o elo é o irmão de Marie,  BERNARD DELPÉRIER. Mas, embora existente, essa foto ainda não me chegou às mãos. Como não pertence também a ela, e nem mesmo sei se vai conseguir alcançar seu propósito de trazê-la para nós, achei por bem trazer hoje mesmo para vocês o que já temos. Vocês conhecerão agora o "elo seguinte". A filha de BERNARD e avó de MARYSE. Prima portanto de nossa bisavó SUZANNA. Ela se chama ANNE.
              Que tenham um bom "reencontro" com mais uma face de nosso passado! Não deixa de ser uma espécie maravilhosa de "viagem"... Embarquemos!


                                                
ANNE DELPÉRIER com seu marido PIERRE LABROUSSE e seus filhos ÉDMOND e ERNESTINE. (Édmond é o pai de MARYSE).                 

          
ANNE DELPÉRIER (à direita). Ao lado dela ERNESTINE. Agachada: GEORGETTE com seus filhos. No PUY DE CAPPETTE, em PEYRIGNAC.
                                                
                                                                                     
Aqui, ANNE está de pé à esquerda. Esta é sua descendência.

                                                                                 
ÉDMOND DELPÉRIER LABROUSSE: filho de ANNE; pai de MARYSE.






                                                                              
EDMOND DELÉRIER LABROUSSE. Filho de ANNE. Pai de MARYSE.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

50.000 VISITAS!!



                                                                   

terça-feira, 11 de novembro de 2014

FERROVIA GUARARÁ-BICAS

         Bom dia! Trazendo hoje para vocês uma pérola de documento raro, que merecia esse destaque. Por isso achei por bem não publicá-lo na página de "Documentos Antigos". Ele traz mais luz sobre a ferrovia de meteórica existência que ligava BICAS a GUARARÁ. Tão meteórica que a grande maioria dos biquenses, mesmo os mais idosos, jura de pés juntos ser mentira... Mas do bonde... ah! do bonde todos se lembram, mesmo que só de ouvir falar! Correndo puxado por tração animal durante muito mais tempo do que pela pequena locomotiva de tão curta existência. Quando a Companhia de Bonds ainda se chamada Estrada de Ferro.
         Em conversa recente com o incansável pesquisador FRANCISCO OLIVEIRA, ouvi a formulação de um raciocínio que calou profundamente em mim, pelo tanto de verdade que ela comporta. Expondo com minhas próprias palavras, visto que compartilho veementemente desse ponto de vista, concluimos que a história de BICAS ( e de todas as pequenas cidades, ao meu ver...) precisa ser recontada com documentos. A história que conhecemos é uma repetição infinita de "causos", fotos e pessoas proeminentes sempre as mesmas. Isso acaba por deixar no total esquecimento tantos outros "causos", pessoas, fotos, etc... que são de fundamental importância para a verdadeira compreensão do que fomos de fato. E que por algum motivo foram  ignorados pelo história "oficial".
        É então que entramos em cena pessoas um tanto aficionadas por arquivos de todo gênero, do qual eu sou apenas uma entre algumas outras. Felizmente não estou sózinha. Há muita lebre escondida, muita poeira (e coisas maiores...) empurrada para debaixo de seculares tapetes... Vamos levantá-los juntos? É uma aventura bastante agradável, para os amantes da VERDADEIRA história.
       Vamos lá, então, à nossa "ferrovia fantasma"... Ops: nossa "Companhia de Bonds". Boa viagem!


                                                    



Escriptura de contracto que fazem Companhia de Bonds Ferro Carril Espírito Santense, por seus Directores, com João Leite Guimarães - pela forma abaixo - Saibão quantos o presente instrumento virem, que no anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e nove - aos quatro dias do mez de Maio, neste Arraial do Espírito Santo, Termo e Comarca do Mar de Hespanha, em à casa de residência do Presidente da Companhia Francisco Joaquim de Noronha e Silva, onde eu escrivão à chamado fui vindo, e ahi perante mim compareceram partes justas e contractadas à saber: de uma como outorgantes Directores da Companhia de Bonds Ferro Carril Espírito Santense, Comendador Francisco Joaquim de Noronha e


                                                 


Silva, José Pinto Soares e Adolpho Álvares de Oliveira, residentes neste Arraial e de outra parte como outorgado João Leite Guimarães, também residente neste Arraial, todos reconhecidos pelos próprios de que tracto de mim e dos testemunhos abaixo nomeados e assignados do que dou fé, em presença dos quais, pelos outorgantes Directores foi dito que achão-se contractados com o outorgado João Leite Guimarães para dar-lhe de empreitada como effectivamente dá a construção do leito da estrada de bonds que a mesma Companhia pretende construir de Bicas a este Arraial, pelo preço de quatro contos trezentos e oitenta mil réis, pagos sempre pela metade do serviço feito, sendo o último pagamento feito depois de concluído todos os trabalhos a que este contracto se refere e acceitos os mesmos pela Administração da Companhia. As obras constão de todo o leito da estrada em movimento de terra e obra de arte necessária a construção e solidez da referida estrada, sendo o outortgado obrigado a entregar a estrada em condições precisas para o assentamento de trilhos. Os trabalhos deverão começar no dia seis de Maio do corrente ano e concluir-se no dia seis de Agosto do mesmo anno. A construção será da plataforma da Estação de Bicas ao Rancho denominado José Gomes, na Praça do Divino. A diminuição de qualquer serviço na referida estrada como por exemplo se for o ponto terminal antes do referido Rancho ou outra qualquer diminuição será descontada a sua importância pela avaliação de dois árbitros com a aprovação do Engenheiro encarregado dos trabalhos, sendo um destes louvado da parte do outorgado e por sua escolha. Pela mesma cláusula será pago em separado ao outorgado qualquer augmento de obra que se rezolva


                                             



fora dos limites designados.O outorgado será obrigado a fazer todo o serviço de accôrdo com o Engenheiro encarregado e a executar suas ordens. Pela falta do cumprimento das dispozições deste contracto será o outorgado obrigado a pagar a outorgante Companhia a quantia de quinhentos mil réis por cada quinze dias ou "facção" dos mesmos que exceder do praso estipulado salvando força maior que sendo provado a Directoria relevará a multa. Os pagamentos serão feitos de trinta em trinta dias a contar da data do começo do serviço. Pelo outorgado foi dito que acceita o presente contracto como nelle se consta e me apresentou os talões do theor seguinte : nº 81. Renda Provincial Minas Geraes exercício de 1889 - A folhas do caderno de receitas fica debitado ao Collector Dr.Carlos Thomaz de Magalhães Gomes a importância de vinte e dous mil réis 22.000 recebido a João Leite Guimarães pelo imposto de (...) Direitos para acceitar escriptura de contracto com a Companhia Ferro Carril Espírito Santense para construir o leito da Estrada e obras de arte da Estação de Bicas ao Arraial do Espírito Santo no valor de 4380:000 a Collectoria Municipal de Mar de Hespanha 4 de Maio de 1889. O Collector Carlos Thomaz de Magalhães Gomes. O Escrivão C.Benício de Mattos. Assino, disse e dou fé, e me pedirão este instrumento que lhes li, acharão conforme, acceitarão e assignarão em presença dos testemunhos José Vieira (...) e João Augusto de Moraes perante mim José Alvares de Oliveira Júnior. escrivão que escrevi e assigno em público e raso.
                             Em testemunho da verdade.
                             (seguem assinaturas)

                                                                     
                              


         E então? Ficou confuso? Trem ou bonde? Aprofunde-se visitando a página "Documentos Antigos", nos números: 47 - 51 - 52 - 60 e 61.

            Minha conclusão provisória é que houve o forte desejo da população guararense, aliado à necessidade real de ligação mais rápida e fácil com  Bicas e sua Estação dos sonhos. O custo altíssimo e os conhecimentos de ordem técnica exigidos para levar a cabo a empreitada com êxito eram sérios entraves. Some-se a isso o clima político sempre tenso, envolvendo coronéis, comendadores e seus afins (ou não)... e temos esse "caldo" confuso para digerir. Mas nem por isso deve ser ignorado e jogado na gaveta do esquecimento, não é? 



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

OS "MERCADOS" FRANCESES

         LES HALLES... Que charme! Que profusão de odores, de cores, de sons! Que delícia de ver, seja para fazer compras, seja para passear e mergulhar nessa experiência que faz parte do cotidiano dos franceses desde tempos imemoriais...
         A tradução seria "os mercados cobertos". Mas hoje, o "espírito" desses antigos mercados sobrevive quase que apenas no formato das feiras que também podemos encontrar em cada cantão perigordino desde séculos. Elas acontecem em intervalos de tempo que podem variar de uma pequena vila a outra, mas sempre ocorrerão num local e dia da semana constantes. 
         Séculos de existência carregam o ar de lembranças ancestrais, quando percorremos cada uma delas. Em Agosto de 2013, visitei a de TERRASSON, cantão de nossos bisavós. As cestas de lavanda, temperos surpreendentes, enormes morangos e frutas de todo gênero, sempre diferentes dos nossos, é claro... Nozes e avelãs são presença universal (e baratas!!!). Embutidos dos mais diferentes tipos, pequenos artesanatos em madeira, em bordados, em renda... etc... etc... A particularidade dessas feiras, que muito me encantou, é que não se nota a presença dessa cadeia infinita que, em nosso cotidiano das grandes cidades faz o alimento atravessar infinitas mãos entre o produtor e o consumidor. Nos "halles" perigordinos, o "artista" apresenta sua obra (bordada, talhada, cultivada, colhida, etc... etc...) diretamente de suas mãos às nossas. Cheio de orgulho e respeito por cada grão, cada ponto, cada semente, cada fruto. 
         Como os franceses cultivam o hábito de respeitar o "antigo" e o "usado", muitas barracas oferecem objetos, roupas, etc... com "história", digamos assim. E não é demérito nenhum (muito pelo contrário!) tanto vendê-los quanto comprá-los. 
         Recentemente visitei em BICAS a "feira de produtores" que acontece todos os sábados pela manhã. Guardadas as devidas proporções, senti no ar um que de "reminiscência". De um tempo em que só se negociava assim. O orgulho de quem produziu em contacto com o respeito de quem compra ou troca. 
         E foi nessa visita que decidi fazer esse post. Tenho comigo duas fotos, que seguem abaixo, tomadas em 2013 em VILLAC. Villac é a vila onde PIERRE, o avô de ANNET, se instalou quando voltou ao PÉRIGORD depois de alguns anos em CORRÈZE, terra de sua esposa MADELEINE. Por essa "halle" esse casal andou puxando seus pequenos filhos pelas mãos, entre os quais FRANÇOIS GUILLAUME, o pai de ANNET. Quem sabe tinham também algum produto para ali vender ou trocar? Aliás, quantos "quem sabe" poderíamos exercitar aqui e agora? 
         Essa visita, fiz em companhia de nossa prima FATINHA e de nossa prima NICOLE, com a qual estávamos hospedadas em PEYRIGNAC. Trago para vocês esse pedacinho de lembrança, carregada de muita emoção. Sintam-se em casa!

                                              
Esse mercado coberto (halle) em Villac permanece de pé e bem conservado. Cada uma das outras vilas que visitamos um dia teve o seu. Mas a maior parte deles desapareceu ao longo dos séculos.





Traduzindo: Mercado Coberto. Reconstruído em 1655 e restaurado em 1840, ele era utilizado uma vez por mês até 1945.
Note que a data da contrução não é citada, provávelmente por ter se perdido na noite dos tempos. Podemos observar também que logo depois da data da restauração, PIERRE DOUSSEAU voltou com sua família para VILLAC (PÉRIGORD), após muitos anos vivendo em LOUIGNAC (CORRÈZE).


terça-feira, 28 de outubro de 2014

45.000 VISITAS!



                                                                                 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TARUAÇU

       Bom dia. Recentemente, depois de um comentário deixado nesse blog, mantive um rápido contato com o leitor DANIEL VALENTIM NERY (a quem devemos nossos agradecimentos), que, na ocasião, nos brindou com algumas fotos antigas da pequena TARUAÇU. Esse lugar guarda a honra de ter sido a terra da família CAUTIERO, ascendência materna do ex-presidente ITAMAR FRANCO. Devido a importância que TARUAÇU teve para muitas das famílias francesas de imigrantes perigordinos, considerei que seria justo dispor dessa postagem especial para apresentar essas fotos e também para nos informarmos melhor sobre esse lugar. O texto que se segue foi extraído do livro "OS SERTÕES DO LESTE", de CELSO FALABELLA DE FIGUEIREDO CASTRO. 


                                                                     
TARUAÇU, distrito de SÃO JOÃO NEPOMUCENO, está situado na divisa deste  com MARIPÁ DE MINAS e ARGIRITA. Donde podemos delimitar muito bem a área que recebeu os imigrantes perigordinos, num primeiro momento. FONTE: DANIEL VALENTIM NERY



                                                       
Nessa imagem de satélite, vemos marcados TODOS os lugares que nos interessam, como descendentes perigordinos. CAFÉS, por exemplo foi várias vezes citado por SEBASTIANA MOUTINHO, maripaense descendente de PEDRO GUILHERMINO, como relacionado à história de nossas famílias e a muitas outras (franceses, italianos, etc...). Também podemos ver CARLOS ALVES, igualmente distrito de SÃO JOÃO NEPOMUCENO atualmente, onde está localizado o povoado dos MACHADOS. Sabemos que foi nesse povoado que se  estabeleceram nossos DOUSSEAU.  Naquele tempo, ainda distrito de RIO NOVO, chamando-se SANTA BÁRBARA. FONTE: DANIEL VALENTIM NERY



                                           TARUAÇU

          Bem próximo à cidade de SÃO JOÃO NEPOMUCENO está localizado o DISTRITO DE TARUAÇU, outrora NOSSA SENHORA DAS DORES DE MONTE ALEGRE, e nos primórdios, segundo NELSON SENA, quando ali se estabeleceu o primeiro rancho de tropas, RABICHO.
          No começo do século (XIX) era motivo de referência a BIBLIOTECA PÚBLICA, fundada a exemplo da "LAMINENSE", no município de LAFAIETE.
          Os assentamentos mais antigos datam de 1836, com a assinatura do PE. ANTÔNIO PINHEIRO, sendo certo que o Curato  entrou em exercício, com direito de Capela Curada, a 3 de Agosto de 1859. Que a Capela, como Aplicação, existiu antes de 1825, parece não existir dúvida,* pois D. JOSÉ CAETANO DA SILVA COUTINHO, Bispo do RIO DE JANEIRO, nas impressões deixadas acerca da visita feita à Capela de SÃO JOSÉ DA PARAÍBA, referiu-se "às DORES", não visitada por não ter agradado muito a recepção que lhe proporcionou o Pe.PAIVA.
          A primeira referência à Paróquia data de 1859 (Termo de abertura do ano, assinado pelo Pe.LEITÃO). O Padre LUÍS LOPES TEIXEIRA, na abertura do livro de batizados de 1866, declarou que "criada a Freguesia, não recebeu instgituição canônica do Bispo D.PEDRO MARIA LACERDA". A 11 de Fevereiro de 1893 o Pe. FRANCISCO RIZZOTTI, pela primeira vez, nos livros de registro, assinalou "NOSSA SENHORA DAS DORES DE TARU-ASSU".
          O patrimônio foi constituído de seis alqueires doados por MANOEL LOPES DE OLIVEIRA e sua mulher, MARIA EUGÊNIA DE ASSUNÇÃO, em 6 de Maio de 1827.

* Nota: A 6 de maio de 1827, quando da doação do terreno para o patrimônio, constou no registro que "os seis alqueires que situavam-se no edifício da mesma Capela, que vem a ser da aguada do córrego, encostada a um mato virgem, direito à serra, até a divisa de FELISBERTO PEREIRA".



Essa foto, não fosse a data escrita embaixo, à caneta, me pareceria mais antiga... Mas óbviamente não são os anos 80 do século XIX,  até mesmo em função da vestimenta do homem no pé da escada...  Donde devemos concluir que são os anos 80 do século XX. O que também não me parece convincente... Qual é sua opinião? FONTE: DANIEAL VALENTIM NERY
                                                                     
Segundo a estimativa de DANIEL VALENTIM NERY, essa foto estaria datada de um período entre o final do século XIX e o começo do século XX. Agradeceria se porventura alguém tivesse maiores informações a respeito.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

40.000 VISITAS!

Bom dia, amigos. Graças as suas visitas tão importantes para mim, nosso blog alcançou um nível de visitação que tornou excessivo anunciá-las de mil em mil. Que bom! Mas, à fim de não me tornar maçante ou pretensiosa, vou deixar de fazê-lo com tanta frequência. Esporádicamente continuarei compartilhando com vocês essa alegria e esse agradecimento traduzido em números, mas não no mesmo ritmo. Mas não se enganem: continuarei comemorando dia-a-dia cada visitante que me dá a honra de dividir comigo todos os frutos de minha pesquisa e de minha paixão pela história, principalmente pela NOSSA história. Continuem sempre bem vindos! E um grande abraço a todos!


                                                  

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

39.000 VISITAS!



                                                                             

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

MARIA (DOUSSEAU) DE SOUZA DUTRA (MARIINHA)

        


                                                
FONTE: FAMÍLIA SOUZA DUTRA



                   No último sábado, dia 09-08-2014, comemoramos na Igreja de BOM JESUS DOS MACHADOS, os 90 anos de MARIINHA. Prima mais velha de minha mãe, filha primogênita de MARIQUINHA e ARLINDO e primeira neta de ANNET e SUZANNA DOUSSEAU. (Ilustra nosso livro, na página 66, ao lado de seus pais, sua irmã SUZANNA e minha avó MERITA). A data foi muito aguardada por mim. Tanto pela perspectiva de enfim conhecê-la quanto pela deliciosa expectativa de rever primas e primos queridos de minha mãe que eu não via a muitos e muitos anos. Mas, infelizmente, o tempo de Deus está escrito sempre muito antes de termos lido. Por isso, soubemos no local, instantes antes,  que a Missa que seria celebrada em comemoração da data não contaria com a presença da aniversariante, que encontrava-se internada em SÃO JOÃO NEPOMUCENO, tratando de uma pneumonia. Então, o sentido daquela celebração ampliou-se em muito, pois embora ausente, estavam ali presentes, em nossas memórias e corações, não só MARIINHA,  como também ALMIRA. No meu coração, estavam também VALTENCIR e MANINHO. Todos levados tão recentemente do nosso convívio.  
            Infelizmente ontem, dia 13-08-2014, chegou-me a notícia de seu falecimento. Façamos então dessa postagem um outro tipo de celebração: a do renascimento. Para aquela vida da qual todos nós um dia viemos cumprir nessa terra o papel que nos era destinado. MARIINHA cumpriu o seu. Que seja recebida com a festa que merecia ter aqui, dessa vez ao lado de todos os nossos queridos que a antecederam.
                  Aos seus 10 filhos, 16 netos e 9 bisnetos, meu carinho e todo meu respeito.

                                                                       
APÓS A MISSA, EM FRENTE À IGREJA DE BOM JESUS DOS MACHADOS


DURANTE A HOMILIA DO PE.CÁSSIO, A ATENÇÃO DE TODA A FAMÍLIA PELAS LEMBRANÇAS AFETIVAS DE MARIINHA E ALMIRA, BEM COMO DA IMPORTÂNCIA QUE ESTA ÚLTIMA TEVE NA PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA DESSA PEQUENA  E TÃO QUERIDA COMUNIDADE.

AQUI VEMOS OS FILHOS E FILHAS DE MARIINHA, QUE TÃO ATENCIOSA E CARINHOSAMENTE RECEBERAM A TODOS NÓS.



PROCUREI UMA IMAGEM PARA OS SENTIMENTOS DE MEU CORAÇÃO. AÍ ESTÁ. POIS ESSE CHÃO EU PISO COM DEVOÇÃO. A DEVOÇÃO QUE DEVO A CADA UM DOS QUE AÍ VIVERAM, DESDE OS TEMPOS DE ANNET E SUZANNA E DE MINHA TÃO E TÃO QUERIDA VÓ MERITA. TRANSMITA-LHES MEU ABRAÇO, MARIINHA. ATÉ QUE EU TAMBÉM SEJA CONVIDADA UM DIA PARA ESSA OUTRA FESTA. A ETERNA. AMÉM.