quinta-feira, 29 de maio de 2014

32.000 VISITAS!

       

                                                                   

quarta-feira, 21 de maio de 2014

GONÇALVES DE MORAES x ARRUDA CÂMARA

                  Tempos atrás, ao receber de FABRICIO MARTINS, de MARIPÁ, o maravilhoso presente que foi para nós, descendentes perigordinos, as duas únicas e preciosas fotos da FAZENDA MONTE CRISTO que até o momento possuímos, trocamos alguns e-mails e pairou uma dúvida sobre qual seria a filha de JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES que veio a se tornar a primeira esposa (a segunda é da família TEMPONI) do CORONEL ARRUDA CÂMARA, proprietário da FAZENDA SANTANA, em ARGIRITA, que, na época, chama-se RIO PARDO DO LEOPOLDINA. 
                  O que venho trazer para vocês hoje é a reprodução de uma postagem na excelente página "HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL IMPERIAL", oriunda do site abaixo indicado do nosso prezadíssimo ALOYSIO CLEMENTE  BREVES BEILER. Essa postagem foi a confirmação de todas as pesquisas que eu havia feito anteriormente, e apontavam nessa direção, isto é: havia uma profunda ligação entre as fazendas MONTE CRISTO e SANTANA.  Desconheço à fundo a região onde as mesmas se localizam, mas posso apostar que apresentam continuidade territorial. E foi aí, nesse enorme latifúndio familiar, que se instalou FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT como administrador/proprietário e, anos depois, os imigrantes perigordinos, contratados para a lavoura do café.
                A primeira esposa do CORONEL ARRUDA CÂMARA, e que não deixou herdeiros, foi RITA DOLORES DE MORAES, uma dos onze filhos do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES. É preciso paciência e boa vontade para compreender as genealogias antigas, onde os nomes se repetem geração após geração e o casamento intrafamiliar era quase uma norma.
                Vamos ao texto em questão:

GENEALOGIA ARRUDA CÂMARA:
Antônio de Arruda Câmara, nascido por volta de 1875, na Vila de Itatuba Coronel Francisco - INGÁ/PB (antiga Vila de Cachoeira de Cebolas), proprietário rural e fazendeiro nos municípios de Leopoldina e Bicas, Minas Gerais, especificamente na Vila de Maripá, em Bicas/MG, Fazenda Santana. Construiu na Fazenda de Santa Rita a igreja de Santa Rita.Era cafeicultor e criador. Casou-se em primeiras núpcias, com Rita de Moraes Câmara (Dona Ritoca), viúva, filha do Comendador Francisco Gonçalves de Moraes e CECÍLIA BREVES DE MORAES e em segundas núpcias com Manoela Temponi, filha de Vicente Temponi e Maria Temponi. Não houve filhos do primeiro matrimônio e do segundo houve uma filha:

Filho 1 - Ana Elizabeth de Arruda Câmara, casada com Mário Ferreira da Costa. O casal reside em Bicas/MG e tem dois filhos:
Netos1 a 2 - Francisco José e Vicente de Paula.
Este levantamento foi feito entre 1950 e 1960 pelo primo em 1º grau de meu bisavô, Antônio de Arruda Câmara, e a informação é fidedigna, pois este Coronel era irmão deste Antônio. Além disso, temos o seguinte artigo:
"Maripá de Minas comemorou seus 38 anos de emancipação política administrativa, dia 1º de março, uma grande conquista para a época, sem missa em ação de graças ou reunião na Câmara Municipal. Os tempos passaram e com os anos se foram ilustres políticos da terra dos guaianim, ou sejam índios sem nação, como por exemplo Bertholdo Machado, Major Necésio Silva, Cel. Quintino, Cel. Arruda Câmara, Cel. Retto e o Capitão Xixico Guimarães. Vamos mais além até o Major Delfino da Costa Carvalho, casado com D. Florência, da tradicional família dos Ferreiras, de Portugal e deste casal nasceu a filha Bebela a qual contraiu núpcias com o libanês José Waldy Augusto, este um chamado à época "rei do café". Junto a estes líderes políticos da época ressalto ainda a figura do Cel Arruda Câmara, casado com D. Ritoca, filha do comendador Moraes, motivo das principais divergências da terra naquela época, quando tudo partia da Fazenda Santana. Assim poderia ser resumida a vida política maripaense, perdão, da terra do Curato de São Sebastião de Maripá, nome original do atual município, nunca jamais Córrego do Meio, como desejam alguns, até mesmo historiadores famosos, basta consultar os livros do Cartório de Paz e verificar que em 1810 assim já era designada esta terra. Quanto a Domingos Antônio de Oliveira, doador das terras para a Capela de São Sebastião, isso fica por obra e graça dos encargos fiscais da época e dos distribuidores das patentes."
Estamos falando da mesma pessoa. Este artigo foi tirado de um Site (comemoração aos 38 anos de Emancipação de Maripá de Minas/MG), o qual não me recordo agora. Se tiver alguma informação a acrescentar agradeço!
Esclarecimentos Genealógicos:
Dona Ritóca ou Rita Dolores de Moraes é filha do Comendador Joaquim José Gonçalves de Moraes (filho do barão de Piraí José Gonçalves de Moraes e Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves, baronesa de Piraí), portanto, neta do capitão-mór José de Souza Breves.
Joaquim José Gonçalves de Moraes, Comendador, n. 5 nov 1811, + 29 set 1886 casado com sua prima-irmã Cecília Pimenta de Almeida Breves (mesmo nome da baronesa de Piraí). Pais de:
  • Maria Clara Gonçalves de Moraes
  • Emiliana de Moraes
  • Leopoldo Gonçalves de Moraes
  • Luiza Clara Gonçalves de Moraes
  • Cecília de Moraes
  • José Gonçalves de Moraes
  • Joaquim José Gonçalves de Moraes
  • Francisco Gonçalves de Moraes (dr. Chiquinho)
  • Eugênia Luiza de Moraes
  • Rita Dolores de Moraes (Ritóca)
  • Clara de Moraes

                                                     
JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES (BREVES)


                         

            E assim enfim podemos estar certos de que os Breves passaram por nossa região na Zona da Mata Mineira (Bicas, Guarará, Maripá, Argirita...) e ali fizeram história, ainda que quase que COMPLETAMENTE esquecida. 
               Para mais detalhes, navegue aqui mesmo por esse blog, e encontrará fotos, relatos e documentos que corroboram esse fato.




FONTE (TEXTO E FOTO): www.brevescafe.xpg.com.br/

terça-feira, 13 de maio de 2014

31.000 VISITAS

                                         

                                                                           

domingo, 27 de abril de 2014

30.000 VISITAS!!!




                                                                             


E VOLTEM SEMPRE!!!!

sábado, 26 de abril de 2014

NOTA DE FALECIMENTO

    Queridos primos... Sinto muito ter que voltar aqui em tão pouco tempo para anunciar o falecimento de um dos nossos queridos primos/tio DOUSSEAU. Dessa vez, trata-se de VALTENCIR DOUSSEAU, um dos poucos entre nós que viveu até o fim nos MACHADOS. Ao lado de sua esposa, INÁ. Ao tempo em que lá estive, vivia também com seu filho, LUIS, nora e neto. São das melhores as lembranças que guardo daquelas poucas horas passadas com esses dois seres tão doces quanto VALTENCIR e INÁ. Não tenho ainda maiores informações a dar. Mas creio que poderemos já de agora, todos nós, rezar por ele e por sua família mais próxima.  Receba, VALTENCIR, todo nosso carinho e consideração. Para sempre!


                                                                              
FONTE: ÁLBUM DE FAMÍLIA


                                                                          

quarta-feira, 16 de abril de 2014

29.000 VISITAS!



                                                                                       
       

quinta-feira, 3 de abril de 2014

28.000 VISITAS!



                                                                         

domingo, 23 de março de 2014

NOTA DE FALECIMENTO

É já com saudades que venho comunicar a toda família DOUSSEAU  o falecimento de ALMIRA DOUSSEAU DE SOUZA, filha de ARLINDO FLORENTINO DE SOUZA e de MARIA DOUSSEAU DE SOUZA. Nossas próximas idas aos MACHADOS, onde morava com a irmã SEBASTIANA (TIANA), seu sobrinho SILVINHO e a esposa deste, deixará a todos nós na falta de seus lindos e tão expressivos olhos azuis, que foram contemplar outras paragens. Que nosso carinho seja contado na lista de seus merecimentos. Obrigada pelo tempo que desfrutamos de sua companhia entre nós!

                                                


FOTOS: ÁLBUM DE FAMÍLIA e ARQUIVOS PESSOAIS


sábado, 8 de março de 2014

27.000 VISITAS!

Como sempre... muito obrigada! Voltem sempre! E não deixem de visitar todas as páginas, para estar sempre a par das novidades que são publicadas quase diáriamente. Sejam sempre bem vindos!

                                                  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

26.000 VISITAS!

                                         

                                                                           

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

25.000 VISITAS!

                                                   

                                                                                   

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

24.000 VISITAS!



                                                                           

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

23.000 VISITAS!

               

                                                                               

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

... E OS PRIMEIROS TRILHOS LEVAM A MINAS...

        ... coração bate forte e feliz, cada vez que vê uma locomotiva. Quando escuta seu apito, então... é êxtase de fato! Recentemente, numa viagem à PETRÓPOLIS, com meu irmão RENATO e sua muito querida família, tive mais um encontro com meu "sangue ferroviário": a locomotiva (com um vagão) foi a primeira a subir a ESTRADA DE FERRO PRÍNCIPE DO GRÃO PARÁ (ou DA SERRA DE PETROPOLIS), inaugurada em 19 de Fevereiro de  1883 pelo IMPERADOR D.PEDRO II.


FOTO: RENATO MAYRINK
   

       Foi então que, com a ajuda preciosa de meu outro querido irmão, AMARILDO, considero agora enfim palmilhado pelos documentos, fotografias e imaginação o itinerário correto seguido de trem por nossos bisavós, em sua chegado ao BRASIL (RIO DE JANEIRO), vindos da FRANÇA (BORDEAUX)  em 1885.   
 1º PASSO: Saindo juntas, aproximadamente 84 pessoas, entre adultos e crianças, tomaram o trem na GARE DE LA BACHELLERIE, no PÉRIGORD (hoje DORDONHA), em direção à BORDEAUX, cidade costeira onde se situava o porto mais próximo. Ali embarcaram, após alguns dias, no VAPOR ORENOQUE.
 2º PASSO: Seu navio, o VAPOR ORENOQUE, atracou na ILHA DAS FLORES (na BAÍA DE GUANABARA). (Ver foto em "ÁLBUM DE FOTOS ANTIGAS"). 
 3º PASSO: Dali, levados num pequeno barco para o CAIS DA PRAINHA (hoje PRAÇA MAUÁ). (Ver foto em "ÁLBUM DE FOTOS ANTIGAS"). 
 4º PASSO: Em seguida, tomavam uma outra barca, que os levariam até GUIA DE PACOBAÍBA, estação de plataforma avançada localizada no fundo da BAÍA DE GUANABARA, em MAGÉ. Obs: Não podemos excluir a hipótese de que pudessem ser levados diretos de barco da ILHA DAS FLORES para a GUIA DE COPAÍBA.
 5º PASSO: Em GUIA DE PACOBAÍBA, tomavam um trem puxado por uma locomotiva a vapor comum, que os levava até a estação do MEIO DA SERRA (hoje VILA INHOMIRIM). (Foto abaixo)
      Ali mudavam-se as locomotivas, entrando em ação um modelo como a da foto acima, que tracionavam por cremalheira (a grande engrenagem no centro), característica para vencer as grandes inclinações da SERRA até PETRÓPOLIS, numa paisagem de tirar o fôlego até os dias de hoje.

                                                                     
FONTE: AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária.

       
         Nas duas fotos seguintes, podemos ver o trem saindo da ESTAÇÃO MEIO DA SERRA e iniciando a subida da SERRA DE PETRÓPOLIS.(Na segunda, observar a mudança de inclinação dos trilhos).

                                                                                             
FONTE:  www.estacoesferroviarias.com.br
       

                                                                                
FONTE: acervo MARCELO LORDEIRO

                                                                         
             Abaixo, vista do MEIO DA SERRA, de um ponto de visão no ALTO DA SERRA. Na foto seguinte, um trecho da viagem no meio da SERRA, passando pelo VIADUTO DA GROTA FUNDA.

                                                                            
FOTO:  Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária

FONTE:  www.estacoesferroviarias.com.br




       Na chegada a PETRÓPOLIS (foto abaixo), as locomotivas cremalheiras eram novamente trocadas por locomotivas à vapor, que seguiam para o interior de MINAS GERAIS. Mas, para chegar lá, na sua ESTAÇÃO DE BICAS, ainda deveria ser dado mais um passo. O quinto passo. O último no que se refere à ferrovia.


                                                                                  
FOTO: Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária.

6º PASSO: Essa última composição, mesmo após essas sucessivas trocas de locomotivas, não chegava até BICAS. Por questão de ramais diferentes, nossos antepassados com certeza precisaram fazer uma baldeação em AREAL ou utilizar de outros meios para chegar até a estação de SILVEIRA LOBO (primeira estação da ESTRADA DE FERRO UNIÃO MINEIRA) para, aí sim, tomar o trem que os levaria ao destino final: a estação de BICAS, na ZONA DA MATA MINEIRA. Veja abaixo o mapa de todo o trajeto.



                                                                                
FOTO: Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária.




          Dali, como ainda distavam de cerca de 15km de MARIPÁ e da FAZENDA MONTE CRISTO, para a qual haviam sido contratados, nossos bisavós, com seus filhos e pertences trazidos de tão longe, tiveram que recorrer aos próprios pés. Ou quem sabe a ajuda de alguma carroça para o transporte das crianças menores e dos objetos maiores? Aqui, só podemos agradecer ao trem que os levou tão longe.  Vencendo tantas e tantas dificuldades. Barreiras naturais quase intransponíveis. 
         E, se aprofundarmos nosso olhar, veremos que os trilhos levavam muito mais que pessoas e mercadorias. Levaram literalmente a construção do interior de nosso país. E cada um desses inúmeros ramais, como artérias de um organismo jovem que precisava se expandir, levou o sangue que nosso país precisava para crescer. 
         Bom que tenham trazido aqueles que nos precederam. Pena que não traga mais nada. Nem ninguém... 
         E seguimos escutando o apito de nossas memórias...
            




























     

                                                                     

domingo, 22 de dezembro de 2013

22.000 VISITAS!

                                                                                 

                                                                                     

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CARTA DE NÉLIE AUDEBERT PARA SEUS FILHOS E NETOS

        Essa é uma postagem MUITO especial para mim. O material que lhe dá origem foi-me repassado por ISABEL (AUDEBERT) PINTO para ser publicado nesse blog. Isso já faz alguns meses e eu, mesmo depois de feito o trabalho de tradução, que para mim ainda é um pouco difícil, guardei essa carta com todo o máximo respeito que lhe é devido. Esperando o momento em que meu coração dissesse: publique. Porque tantos cuidados? Porque, mesmo depois de todos esses anos de pesquisa; mesmo depois de tantos maravilhosos documentos e fotos raras encontradas; mesmo depois dos relatos verbais mais emocionantes... ainda existem coisas capazes de me tocar profunda e completamente. Mesmo não sendo uma carta de minha familia (imaginem se o fosse!!). Porque, com essa carta, tive o primeiro contacto com uma troca familiar de ideias, notícias, memórias, sentimentos dos contemporâneos de meus bisavós. Companheiros de ORENOQUE. Nós, pesquisadores, sonhamos à obssessão com um dia quem sabe encontrarmos diários perdidos, cartas perdidas, etc...etc... E desanimamos muitas vezes quando nos deparamos com o fato crucial de que os imigrantes eram, em sua maioria, analfabetos. Mas aí vêm o inusitado e recebemos uma carta que foi ditada a terceiros. Mas escrita "ipsis litteris". Por isso, podemos sentir a ambientação de cada palavra, como se assistíssemos a um filme. APAIXONANTE!
            Não vou me prolongar em comentários. Porque a carta em si é tudo que pode haver de mais lindo e significativo, para o universo de nossas memórias de descendentes perigordinos. 
            Viajem comigo!!!


                                                                            





Les Charreaux, 29 de Agosto de 1916.

                           Meus queridos filhos

             Eu escrevo a fim de dar nossas notícias que são muito boas no momento e nós desejamos de todo coração que com vocês seja da mesma forma.
            Nossa viagem transcorreu muito bem. NINI foi muito sábia e não teve medo ou cansaço. Ela aproveita a olhos vistos. Ela come bem e se distrai muito. Ela é carinhosa com todo mundo, como se os conhecesse desde sempre. Ela fala o francês quase correntemente e compreende tudo. É uma encantadora francesinha. Ela também não esqueceu suas irmãzinhas, seus irmãozinhos e seu querido papai. Nem sua querida mamãe. Ela fala deles frequentemente e como vocês podem imaginar, meus filhos, à todo instante nós falamos com ela sobre vocês  todos e não será ingrata como você pensa, meu caro PIERRE. Mas como ela está feliz em pensar que não terá mais micose sob as unhas. Ela ficou muito contente quando recebeu essas bonitas cartinhas. E nós, meus queridos netos, como nós agradecemos a atenção de vocês. Minha querida MARIA LOUISE (ou MARIA, LOUISE) e você, minha querida NÉLIE, vocês que já são grandes ajudem muito sua mãe, à fim de que ela não se canse demais e que ela se cure rápido da perna, porque me espanta que ela ainda não estivesse curada 

                                                                                      





quando você nos escreveu. Veja minha RACHEL, tudo isso é da fraqueza. Seria necessário desmamar seu filho. Você tem suficiente leite para lhe dar e eu te asseguro que a criança não teria do que se queixar e você, minha pequena, se restabeleceria bem depressa. E naturalmente seria necessário não fazer um outro imediatamente. Seria necessário esperar pelo menos que a guerra tenha acabado.
            Tudo isso é brincadeira. Exceto, meus filhos, o fato que o que queremos é que vocês estejam bem. Com isso nós ficaremos todos felizes. Porque vocês sabem que o sacrifício que nós fizemos deixando vocês é para o bem de vocês. Nós trabalhamos continuamente para vocês, da mesma forma como se estivéssemos juntos de vocês. O que mais eu poderia dizer? Que o senhor e a senhora RAVAILHE estão muito felizes de nos ter junto deles e eles nos demonstram bastante afeição. Eu já estava esquecendo de repreender nosso pequeno HENRI por não ter escrito para nós. Será por acaso que ele se teria tornado preguiçoso ou será que ele nos esqueceu? Isso eu acho que não e espero que logo ele nos escreverá uma cartinha e nós também vamos enviar-lhe belos cartões que interessam tanto a vocês.
            Olhem meus filhos. Eu já conversei tanto com vocês sem ter dito que nós estávamos sozinhos em nossa casa e é na casa da tia que nós fazemos tudo. (Esse trecho está muito confuso. Mas é assim que está escrito. O finalzinho de cada palavra à direita está apagado e às vezes, como nesse caso, tive quase que adivinhar. E nesse caso acima achei a frase bem esquisita...). Nós temos um belo jardim atrás da casa, mas ele ainda não está muito bem trabalhado. Essa não é ainda bem a estação e além do mais fez um forte calor durante todo o verão. Malgrado isso não nos falta nada. Nada que é uma coisa: ter vocês junto de nós. E eu espero que isso acontecerá e toda uma família reunida é o que faz as pessoas felizes.
            Meus queridos filhos, vocês receberam a carta 


                                                                                          


a respeito do pedido que nós fizemos para vocês poderem voltar à França. O senhor CHAVOIX deve vir à Hautefort. E nós o esperamos todos os dias. O que é certo, meu querido PIERRE, é que é necessário que você faça 3 anos e 6 meses de exercícios (serviço militar, segundo ISABEL AUDEBERT) e em seguida nos “depósitos” (espécie de  "preço a pagar", em dinheiro, para ser liberado do serviço militar) de um lado ou do outro. Mas você não irá jamais ao front com o número de filhos que tem. Mas você é livre. Cabe a você refletir antes de dizer sim. Mas nós te escreveremos em alguns dias, o que nos tiver dito o senhor CHAVOIX e os conselhos que ele nos dará. É um homem que é capaz de nos dar uma ajuda. Agora você está livre. A decisão é sua. Se você aproveitar, é provável que a guerra não dure muito tempo. Eu acabo de ver no jornal que a Romênia acaba de declarar guerra à Áustria e isso abreviará de alguma forma o tempo da guerra. Mas você tem tempo. Faça sua reflexão porque depois eu não quero ser censurada.

            Meu querido PIERRE, eu recebi uma carta de ... ( nome feminino começando com AGE ?) a alguns dias. Ela me convidou para almoçar em Hautefort       e nós falamos longamente de você e, sobretudo de sua mãe com a qual ela não está contente.
            Muitos cumprimentos de sua tia e de seu tio e de nossa parte nós abraçamos vocês muito afetuosamente em nossos netos,
                                                           Seu pai e mãe Nélie.

Minha RACHEL tem pelo filho de MARGUERITE sobre o qual nós conversamos tão frequentemente. Ele é de um (...) e o marido a informou muito bem. De resto, era uma pena evitar para (...). Mas a criança é muito (...).


                                                                             





            Minhas queridas meninas. Sua mamãe me disse que vocês têm lindos frangos e também lindos porquinhos. São vocês que cuidarão deles para evitar tanto trabalho à mãezinha de vocês. Cuidem também de sua irmãzinha e ensinem-lhe depressa a andar. NINI te manda beijos. Recebam meus netos, de sua avó e de seu avô e da pequena NINI os mais ternos beijos e as melhores recordações.

                                                                       NÉLIE AUDEBERT

            Minha querida RACHEL e também querida amiga. Sou eu, ALINE, da família POUQUET que te escreve. Queira me desculpar se eu cometo alguma falta na carta. “Se era sua mãe... ... ...ela deve de antemão” (outro trecho completamente obscuro para mim). Ela muito me honra me encarregando de te escrever. Eu te desejo querida amiga, assim como a todos os seus, uma boa saúde. Mas você deveria desmamar seu filho já que você tem leite suficiente para lhe dar. Você verá que logo você estará restabelecida.
            Veja você. Eu fui obrigada a fazer assim para o meu mais velho. Eu estava sempre doente. Uma vez meu filho desmamado, eu não senti mais nada. Espero que você faça o mesmo. Nós desejamos a todos vocês saúde e não sofram por seus pais. Eles estão muito bem. Não faltam amigos, e esses amigos não se esquecem de desejar bom dia para você.
                                                           Uma amiga,
                                                                                  ALINE




NOTAS BASEADAS EM INFORMAÇÕES DE ISABEL (AUDEBERT) PINTO:

1- NINI é LEONÍDIA (LÉONIE), nascida em 1911, filha de PIERRE DELAGE e RACHEL AUDEBERT. Morou algum tempo na FRANÇA com os avós HENRI AUDEBERT e JEANNE HONORINE DUCAMUS.
2-MARIA LUÍSA é a filha mais velha, nascida em 1904.
3-NELIE (NÈLIA) é outra filha do casal PIERRE e RACHEL, nascida em 1906.
4- A criança a ser desmamada deve tratar-se de LUIZ, que nasceu em 1916 e era o sétimo filho de um total de 11.
5- HENRI é HENRIQUE, nascido em 1907.


Para fechar com chave de ouro sua visita às memórias da família AUDEBERT DELAGE, vá ao nosso álbum de fotos antigas e veja as fotos de número: 58 - 102 - 114- 120 - 121- 122.


OBRIGADA, ISABEL, POR TODA SUA CONFIANÇA!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

21.000 VISITAS!!!

                                                                       

                                                                                       

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

DOUSSEAU NA PRIMEIRA GUERRA

        Tanto na minha primeira viagem à FRANÇA, em 2009, quanto nessa última, em 2013, me perdi em cada comuna visitada lendo o nome dos soldatos mortos na Primeira Grande Guerra. Sim, cada comuna, infalivelmente, tem o seu monumento, em lugar de honra na praça principal. Sabemos que as Guerras do século XX (e todas as outras não o foram menos!) devastaram FRANÇA e franceses. Quantidade inimaginável de mortos. Principalmente na PRIMEIRA. 
       O curioso para mim é que sinto-me praticamente "em casa", tal é a minha intimidade com a maior parte daqueles sobrenomes, de tanto ler, reler e trabalhar pesquisando as tres listas de imigrantes vindas do PÉRIGORD para o BRASIL. 
       Esse monumento que posto hoje está localizado na comuna de VILLAC. Foi nessa comuna que se estabeleceu o avô de ANNET com sua esposa e filhos (inclusive o pai de ANNET, FRANÇOIS GUILLAUME), depois de ter se casado e tido seus filhos na comuna de LOUIGNAC, no departamento de CORRÈZE, que é vizinho à DORDOGNE, ou PÉRIGORD. Mesmo tendo partido de PEYRIGNAC e lá ter finalmente vindo a falecer, poucos anos após a vinda de seu filho FRANÇOIS GUILLAUME para o BRASIL, com sua nora MARIE  e seus netos ANNET e MARIE (MARIÁ).
      Já visitei duas vezes a casa onde moraram e a cada vez a mesma emoção. Da última vez eu e FATINHA, acompanhadas por NICOLE, pudemos até experimentar as deliciosas "prunes" (uma das milhares de espécies de ameixa do PÉRIGORD...) do terreno em derredor. A casa da qual falo é aquela cuja foto está na página 128 de nosso livro.
      Então, para vocês, o munumento aos mortos de VILLAC. Um DOUSSEAU entre eles, é claro. Mas também, em sua maioria absoluta, sobrenomes de outras famílias que também emigraram em parte para o BRASIL, como a nossa. Basta comparar com a lista da página "Lista de sobrenomes franceses pesquisados".
     Que honremos a cada um. Os que lutaram derramando seu sangue em sua terra natal. E os que lutaram derramando seu sangue em terras longínquas...



                                                                              
FOTO: MARIA DE FÁTIMA (DOUSSEAU) FILGUEIRAS ROCHA





quinta-feira, 21 de novembro de 2013

MEUS ANTEPASSADOS



                                              
ANNET DOUSSEAU e SUZANNA MANDRAL com os seis primeiros de seus nove filhos: JOÃO, MARIA, MARGARIDA, ALICE, FRANCISCA e MERITA, não necessáriamente nessa ordem. Atrás, a mãe de SUZANNA, MARIE DELPÉRIER MANDRAL e seus outros dois filhos, irmãos de SUZANNA, ELIAS e MARTHA MANDRAL. Foto tirada na FAZENDA DOS MACHADOS, provávelmente no começo dos anos 20. Os filhos que nasceram depois foram: SEBASTIÃO, JOSÉ e LUZIA. FONTE: DEBORAH DELAGE e ODETTE DOUSSEAU GUILHERMINO ROCHA.



Eles  se multiplicam todos remontando os anos
Desaparecem em seguida na noite dos tempos.
Seu número exponencial me dá vertigem.
Eles formam um ramo, um galhosinho, uma haste,
Cada vez menores, cada vez mais longínquos.
Mas o que seria minha árvore sem essa contribuição sem fim?
É nessa abundância que ele vem extrair sua seiva,
É nesse aspecto espesso que enfim toma corpo meu sonho.
                                                                     


                                                                         
ANNET DOUSSEAU e SUZANNA MANDRAL, provávelmente também na década de 20. FONTE: ALMIRA e SEBASTIANA DOUSSEAU FLORENTINO DE SOUZA.





Antes de se irem, infelizmente, para sempre,
Eles choraram, dançaram e se amaram.
Eles conheceram alegrias, dramas e sofrimentos;
A fome, o frio, a felicidade, as andanças,
As invasões, a guerra, o progresso e a paz.
Manejaram o forcado, a roca ou a espada,
Se deslocando à pé, à cavalo, em carroça,
Ficando perto do campanário ou correndo mundo.


                                                  
MERITA DOUSSEAU DUQUE. Provávelmente no final da década de 20. FONTE: MARIA DE FÁTIMA DOUSSEAU FILGUEIRAS ROCHA.





Através das épocas, os costumes, as leis,
Com imperadores, presidentes, reis;
Do fabricante de tecido ao ferrador,
Do pobre diarista ao rico camponês,
Eles forjaram a história e deixaram sua marca
Sobre um vasto afresco que cada um deles pintou.
Sem sequer imaginar que um dia, através de um computador,
Sua existência enfim seria honrada!


                                                     
MERITA DOUSSEAU DUQUE. Provávelmente década de 30. FONTE: MARIA DE FÁTIMA DOUSSEAU FILGUEIRAS ROCHA.




Sem essa cadeia humana, sem essas preciosas ligações,
Quer eles estejam em belos adornos ou em farrapos,
Sem essas vidas, esses nascimentos, esse ciclo interminável,
Que nem sempre foi muito caridoso para eles,
Sem esse fio que teceram muitas gerações,
Com perseverança, com obstinação,
Eu não estaria aqui para lhes dizer obrigada.
SIM! ESSES SÃO MEUS ANTEPASSADOS!
TALVEZ OS SEUS TAMBÉM!


                                                                 


CASAMENTO DE MERITA DOUSSEAU e EVARISTO GONÇALVES DUQUE, realizado no dia 06-11-1935, em BICAS. FONTE: ÁLBUM DE FAMÍLIA.


   

O POEMA PUBLICADO ACIMA, TRADUZIDO POR MIM DO ORIGINAL FRANCÊS, É DE AUTORIA DESCONHECIDA E ME FOI ENVIADO POR NICOLE DOUSSEAU LeCANNE.




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

20.000 VISITAS

... e vocês estão conseguindo ser mais rápidos que eu! Que bom!