Sejam todos muito bem vindos! Pretendo que seja aqui o nosso novo espaço de pesquisa, troca de idéias e informações.E não deixe de ler meu livro "DOUSSEAU: ENTER - FRANCESES NO IMPÉRIO DO CAFÉ".Você vai gostar! Abraços!
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
NOTA DE FALECIMENTO
É com muito pesar que venho, mais uma vez, a terceira em tão pouco tempo, notificar o falecimento de um primo tão querido! Aconteceu no dia 03-06, em Bicas. ÉDSON (DOUSSEAU) DA COSTA, nosso MANINHO, era filho de FRANCISCA GUILHERMINA DOUSSEAU (tia NINI) e ELPÍDIO DA COSTA. FRANCISCA era filha de ANNET e SUZANNA DOUSSEAU. Sempre voltarei a repetir que, com o correr dos anos durante os quais fiz minhas pesquisas que deram origem ao nosso livro, o maior de todos os presentes que a vida me deu foi resgatar laços de há muito perdidos. ENY, esposa de MANINHO, foi de uma gentileza extrema ao iluminar meus primeiros passos no conhecimento dos filhos e netos de ANNET e SUZANNA. Através dela cheguei à muito querida e até então desconhecida (para mim!) FATINHA, filha de nossa tia LUZIA DOUSSEAU FILGUEIRAS. E cheguei também a JOSÉ MANDRAL, primo até então desconhecido de minha avó, pois era sobrinho de SUZANNA. WANTUIL, filho de MANINHO, foi meu colega de turma no nosso querido LICEU. E o próprio MANINHO... do qual já falo com muita saudade. Visitou-me algumas vezes na casa de meu irmão AMARILDO, em minhas viagens à BICAS. Mas guardarei até o fim dos meus dias a lembrança de sua emoção indisfarçável ao ter finalmente em suas mãos o livro enfim escrito com a história de nossa família. Da qual ele tão honrosamente fez parte. Obrigada, MANINHO. Por haver cruzado tardiamente meu caminho, mas deixando nele marcas tão profundas. Que Deus o receba com as porteiras abertas. Como você fez conosco em seu SÍTIO DAS ARARAS (como era no tempo de ANNET...), nos MACHADOS. Para sua esposa ENY, seus filhos, nora, netas e bisneta, meu abraço mais carinhoso e respeitoso. Você jamais será esquecido. Porque sua passagem pela vida, assim como a de ALMIRA e VALTENCIR foi registrada. E por isso me ter sido permitido agradecerei para sempre a DEUS.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
GONÇALVES DE MORAES x ARRUDA CÂMARA
Tempos atrás, ao receber de FABRICIO MARTINS, de MARIPÁ, o maravilhoso presente que foi para nós, descendentes perigordinos, as duas únicas e preciosas fotos da FAZENDA MONTE CRISTO que até o momento possuímos, trocamos alguns e-mails e pairou uma dúvida sobre qual seria a filha de JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES que veio a se tornar a primeira esposa (a segunda é da família TEMPONI) do CORONEL ARRUDA CÂMARA, proprietário da FAZENDA SANTANA, em ARGIRITA, que, na época, chama-se RIO PARDO DO LEOPOLDINA.
O que venho trazer para vocês hoje é a reprodução de uma postagem na excelente página "HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL IMPERIAL", oriunda do site abaixo indicado do nosso prezadíssimo ALOYSIO CLEMENTE BREVES BEILER. Essa postagem foi a confirmação de todas as pesquisas que eu havia feito anteriormente, e apontavam nessa direção, isto é: havia uma profunda ligação entre as fazendas MONTE CRISTO e SANTANA. Desconheço à fundo a região onde as mesmas se localizam, mas posso apostar que apresentam continuidade territorial. E foi aí, nesse enorme latifúndio familiar, que se instalou FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT como administrador/proprietário e, anos depois, os imigrantes perigordinos, contratados para a lavoura do café.
A primeira esposa do CORONEL ARRUDA CÂMARA, e que não deixou herdeiros, foi RITA DOLORES DE MORAES, uma dos onze filhos do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES. É preciso paciência e boa vontade para compreender as genealogias antigas, onde os nomes se repetem geração após geração e o casamento intrafamiliar era quase uma norma.
Vamos ao texto em questão:
GENEALOGIA ARRUDA CÂMARA:
Filho 1 - Ana Elizabeth de Arruda Câmara, casada com Mário Ferreira da Costa. O casal reside em Bicas/MG e tem dois filhos:
FONTE (TEXTO E FOTO): www.brevescafe.xpg.com.br/
O que venho trazer para vocês hoje é a reprodução de uma postagem na excelente página "HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL IMPERIAL", oriunda do site abaixo indicado do nosso prezadíssimo ALOYSIO CLEMENTE BREVES BEILER. Essa postagem foi a confirmação de todas as pesquisas que eu havia feito anteriormente, e apontavam nessa direção, isto é: havia uma profunda ligação entre as fazendas MONTE CRISTO e SANTANA. Desconheço à fundo a região onde as mesmas se localizam, mas posso apostar que apresentam continuidade territorial. E foi aí, nesse enorme latifúndio familiar, que se instalou FIRMIN FRANÇOIS ALIBERT como administrador/proprietário e, anos depois, os imigrantes perigordinos, contratados para a lavoura do café.
A primeira esposa do CORONEL ARRUDA CÂMARA, e que não deixou herdeiros, foi RITA DOLORES DE MORAES, uma dos onze filhos do COMENDADOR JOAQUIM JOSÉ GONÇALVES DE MORAES. É preciso paciência e boa vontade para compreender as genealogias antigas, onde os nomes se repetem geração após geração e o casamento intrafamiliar era quase uma norma.
Vamos ao texto em questão:
GENEALOGIA ARRUDA CÂMARA:
Antônio de Arruda Câmara, nascido por
volta de 1875, na Vila de Itatuba Coronel Francisco -
INGÁ/PB (antiga Vila de Cachoeira de Cebolas), proprietário rural e fazendeiro
nos municípios de Leopoldina e Bicas, Minas Gerais, especificamente na Vila de Maripá,
em Bicas/MG, Fazenda Santana. Construiu na Fazenda de Santa Rita a igreja de
Santa Rita.Era cafeicultor e criador. Casou-se em primeiras núpcias, com
Rita de Moraes Câmara (Dona Ritoca), viúva, filha do Comendador Francisco
Gonçalves de Moraes e CECÍLIA BREVES DE MORAES e em segundas núpcias com
Manoela Temponi, filha de Vicente Temponi
e Maria Temponi. Não houve filhos do primeiro matrimônio e do segundo houve uma
filha:
Filho 1 - Ana Elizabeth de Arruda Câmara, casada com Mário Ferreira da Costa. O casal reside em Bicas/MG e tem dois filhos:
Netos1 a 2 - Francisco José e Vicente
de Paula.
Este levantamento foi feito entre 1950
e 1960 pelo primo em 1º grau de meu bisavô, Antônio de Arruda Câmara, e a
informação é fidedigna, pois este Coronel era irmão deste Antônio. Além disso,
temos o seguinte artigo:
"Maripá de Minas comemorou seus 38
anos de emancipação política administrativa, dia 1º de março, uma grande
conquista para a época, sem missa em ação de graças ou reunião na Câmara
Municipal. Os tempos passaram e com os anos se foram ilustres políticos da
terra dos guaianim, ou sejam índios sem nação, como por exemplo Bertholdo
Machado, Major Necésio Silva, Cel. Quintino, Cel. Arruda Câmara, Cel. Retto e o
Capitão Xixico Guimarães. Vamos mais além até o Major Delfino da Costa
Carvalho, casado com D. Florência, da tradicional família dos Ferreiras, de
Portugal e deste casal nasceu a filha Bebela a qual contraiu núpcias com o
libanês José Waldy Augusto, este um chamado à época "rei do café". Junto a estes líderes políticos da época ressalto
ainda a figura do Cel Arruda Câmara, casado com D. Ritoca, filha do comendador
Moraes, motivo das principais divergências da terra naquela época, quando tudo partia da Fazenda
Santana. Assim poderia ser resumida a vida política
maripaense, perdão, da terra do Curato de São Sebastião de Maripá, nome
original do atual município, nunca jamais Córrego do Meio, como desejam alguns,
até mesmo historiadores famosos, basta consultar os livros do Cartório de Paz e
verificar que em 1810 assim já era designada esta terra. Quanto a Domingos
Antônio de Oliveira, doador das terras para a Capela de São Sebastião, isso
fica por obra e graça dos encargos fiscais da época e dos distribuidores das
patentes."
Estamos falando da mesma pessoa. Este
artigo foi tirado de um Site (comemoração aos 38 anos de Emancipação de Maripá
de Minas/MG), o qual não me recordo agora. Se tiver alguma informação a
acrescentar agradeço!
Esclarecimentos Genealógicos:
Dona Ritóca ou Rita Dolores de Moraes é
filha do Comendador Joaquim José Gonçalves de Moraes (filho do barão de Piraí
José Gonçalves de Moraes e Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves,
baronesa de Piraí), portanto, neta do capitão-mór José de Souza Breves.
Joaquim José Gonçalves de Moraes, Comendador,
n. 5 nov 1811, + 29 set 1886 casado com sua prima-irmã Cecília Pimenta de
Almeida Breves (mesmo nome da baronesa de Piraí). Pais de:
- Maria Clara Gonçalves de Moraes
- Emiliana de Moraes
- Leopoldo Gonçalves de Moraes
- Luiza Clara Gonçalves de Moraes
- Cecília de Moraes
- José Gonçalves de Moraes
- Joaquim José Gonçalves de Moraes
- Francisco Gonçalves de Moraes (dr. Chiquinho)
- Eugênia Luiza de Moraes
- Rita Dolores de Moraes (Ritóca)
- Clara de Moraes
E assim enfim podemos estar certos de que os Breves passaram por nossa região na Zona da Mata Mineira (Bicas, Guarará, Maripá, Argirita...) e ali fizeram história, ainda que quase que COMPLETAMENTE esquecida.
Para mais detalhes, navegue aqui mesmo por esse blog, e encontrará fotos, relatos e documentos que corroboram esse fato.
terça-feira, 13 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
NOTA DE FALECIMENTO
Queridos primos... Sinto muito ter que voltar aqui em tão pouco tempo para anunciar o falecimento de um dos nossos queridos primos/tio DOUSSEAU. Dessa vez, trata-se de VALTENCIR DOUSSEAU, um dos poucos entre nós que viveu até o fim nos MACHADOS. Ao lado de sua esposa, INÁ. Ao tempo em que lá estive, vivia também com seu filho, LUIS, nora e neto. São das melhores as lembranças que guardo daquelas poucas horas passadas com esses dois seres tão doces quanto VALTENCIR e INÁ. Não tenho ainda maiores informações a dar. Mas creio que poderemos já de agora, todos nós, rezar por ele e por sua família mais próxima. Receba, VALTENCIR, todo nosso carinho e consideração. Para sempre!
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| FONTE: ÁLBUM DE FAMÍLIA |
quarta-feira, 16 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
domingo, 23 de março de 2014
NOTA DE FALECIMENTO
É já com saudades que venho comunicar a toda família DOUSSEAU o falecimento de ALMIRA DOUSSEAU DE SOUZA, filha de ARLINDO FLORENTINO DE SOUZA e de MARIA DOUSSEAU DE SOUZA. Nossas próximas idas aos MACHADOS, onde morava com a irmã SEBASTIANA (TIANA), seu sobrinho SILVINHO e a esposa deste, deixará a todos nós na falta de seus lindos e tão expressivos olhos azuis, que foram contemplar outras paragens. Que nosso carinho seja contado na lista de seus merecimentos. Obrigada pelo tempo que desfrutamos de sua companhia entre nós!
FOTOS: ÁLBUM DE FAMÍLIA e ARQUIVOS PESSOAIS
sábado, 8 de março de 2014
27.000 VISITAS!
Como sempre... muito obrigada! Voltem sempre! E não deixem de visitar todas as páginas, para estar sempre a par das novidades que são publicadas quase diáriamente. Sejam sempre bem vindos!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
... E OS PRIMEIROS TRILHOS LEVAM A MINAS...
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| FOTO: RENATO MAYRINK |
Foi então que, com a ajuda preciosa de meu outro querido irmão, AMARILDO, considero agora enfim palmilhado pelos documentos, fotografias e imaginação o itinerário correto seguido de trem por nossos bisavós, em sua chegado ao BRASIL (RIO DE JANEIRO), vindos da FRANÇA (BORDEAUX) em 1885.
1º PASSO: Saindo juntas, aproximadamente 84 pessoas, entre adultos e crianças, tomaram o trem na GARE DE LA BACHELLERIE, no PÉRIGORD (hoje DORDONHA), em direção à BORDEAUX, cidade costeira onde se situava o porto mais próximo. Ali embarcaram, após alguns dias, no VAPOR ORENOQUE.
2º PASSO: Seu navio, o VAPOR ORENOQUE, atracou na ILHA DAS FLORES (na BAÍA DE GUANABARA). (Ver foto em "ÁLBUM DE FOTOS ANTIGAS").
3º PASSO: Dali, levados num pequeno barco para o CAIS DA PRAINHA (hoje PRAÇA MAUÁ). (Ver foto em "ÁLBUM DE FOTOS ANTIGAS").
4º PASSO: Em seguida, tomavam uma outra barca, que os levariam até GUIA DE PACOBAÍBA, estação de plataforma avançada localizada no fundo da BAÍA DE GUANABARA, em MAGÉ. Obs: Não podemos excluir a hipótese de que pudessem ser levados diretos de barco da ILHA DAS FLORES para a GUIA DE COPAÍBA.
5º PASSO: Em GUIA DE PACOBAÍBA, tomavam um trem puxado por uma locomotiva a vapor comum, que os levava até a estação do MEIO DA SERRA (hoje VILA INHOMIRIM). (Foto abaixo)
Ali mudavam-se as locomotivas, entrando em ação um modelo como a da foto acima, que tracionavam por cremalheira (a grande engrenagem no centro), característica para vencer as grandes inclinações da SERRA até PETRÓPOLIS, numa paisagem de tirar o fôlego até os dias de hoje.
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| FONTE: AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. |
Nas duas fotos seguintes, podemos ver o trem saindo da ESTAÇÃO MEIO DA SERRA e iniciando a subida da SERRA DE PETRÓPOLIS.(Na segunda, observar a mudança de inclinação dos trilhos).
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| FONTE: www.estacoesferroviarias.com.br |
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| FONTE: acervo MARCELO LORDEIRO |
Abaixo, vista do MEIO DA SERRA, de um ponto de visão no ALTO DA SERRA. Na foto seguinte, um trecho da viagem no meio da SERRA, passando pelo VIADUTO DA GROTA FUNDA.
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| FOTO: Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária |
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| FONTE: www.estacoesferroviarias.com.br |
Na chegada a PETRÓPOLIS (foto abaixo), as locomotivas cremalheiras eram novamente trocadas por locomotivas à vapor, que seguiam para o interior de MINAS GERAIS. Mas, para chegar lá, na sua ESTAÇÃO DE BICAS, ainda deveria ser dado mais um passo. O quinto passo. O último no que se refere à ferrovia.
6º PASSO: Essa última composição, mesmo após essas sucessivas trocas de locomotivas, não chegava até BICAS. Por questão de ramais diferentes, nossos antepassados com certeza precisaram fazer uma baldeação em AREAL ou utilizar de outros meios para chegar até a estação de SILVEIRA LOBO (primeira estação da ESTRADA DE FERRO UNIÃO MINEIRA) para, aí sim, tomar o trem que os levaria ao destino final: a estação de BICAS, na ZONA DA MATA MINEIRA. Veja abaixo o mapa de todo o trajeto.
Dali, como ainda distavam de cerca de 15km de MARIPÁ e da FAZENDA MONTE CRISTO, para a qual haviam sido contratados, nossos bisavós, com seus filhos e pertences trazidos de tão longe, tiveram que recorrer aos próprios pés. Ou quem sabe a ajuda de alguma carroça para o transporte das crianças menores e dos objetos maiores? Aqui, só podemos agradecer ao trem que os levou tão longe. Vencendo tantas e tantas dificuldades. Barreiras naturais quase intransponíveis.
E, se aprofundarmos nosso olhar, veremos que os trilhos levavam muito mais que pessoas e mercadorias. Levaram literalmente a construção do interior de nosso país. E cada um desses inúmeros ramais, como artérias de um organismo jovem que precisava se expandir, levou o sangue que nosso país precisava para crescer.
Bom que tenham trazido aqueles que nos precederam. Pena que não traga mais nada. Nem ninguém...
E seguimos escutando o apito de nossas memórias...
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| FOTO: Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. |
6º PASSO: Essa última composição, mesmo após essas sucessivas trocas de locomotivas, não chegava até BICAS. Por questão de ramais diferentes, nossos antepassados com certeza precisaram fazer uma baldeação em AREAL ou utilizar de outros meios para chegar até a estação de SILVEIRA LOBO (primeira estação da ESTRADA DE FERRO UNIÃO MINEIRA) para, aí sim, tomar o trem que os levaria ao destino final: a estação de BICAS, na ZONA DA MATA MINEIRA. Veja abaixo o mapa de todo o trajeto.
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| FOTO: Acervo Antônio Pastori - AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. |
Dali, como ainda distavam de cerca de 15km de MARIPÁ e da FAZENDA MONTE CRISTO, para a qual haviam sido contratados, nossos bisavós, com seus filhos e pertences trazidos de tão longe, tiveram que recorrer aos próprios pés. Ou quem sabe a ajuda de alguma carroça para o transporte das crianças menores e dos objetos maiores? Aqui, só podemos agradecer ao trem que os levou tão longe. Vencendo tantas e tantas dificuldades. Barreiras naturais quase intransponíveis.
E, se aprofundarmos nosso olhar, veremos que os trilhos levavam muito mais que pessoas e mercadorias. Levaram literalmente a construção do interior de nosso país. E cada um desses inúmeros ramais, como artérias de um organismo jovem que precisava se expandir, levou o sangue que nosso país precisava para crescer.
Bom que tenham trazido aqueles que nos precederam. Pena que não traga mais nada. Nem ninguém...
E seguimos escutando o apito de nossas memórias...
domingo, 22 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
CARTA DE NÉLIE AUDEBERT PARA SEUS FILHOS E NETOS
Essa é uma postagem MUITO especial para mim. O material que lhe dá origem foi-me repassado por ISABEL (AUDEBERT) PINTO para ser publicado nesse blog. Isso já faz alguns meses e eu, mesmo depois de feito o trabalho de tradução, que para mim ainda é um pouco difícil, guardei essa carta com todo o máximo respeito que lhe é devido. Esperando o momento em que meu coração dissesse: publique. Porque tantos cuidados? Porque, mesmo depois de todos esses anos de pesquisa; mesmo depois de tantos maravilhosos documentos e fotos raras encontradas; mesmo depois dos relatos verbais mais emocionantes... ainda existem coisas capazes de me tocar profunda e completamente. Mesmo não sendo uma carta de minha familia (imaginem se o fosse!!). Porque, com essa carta, tive o primeiro contacto com uma troca familiar de ideias, notícias, memórias, sentimentos dos contemporâneos de meus bisavós. Companheiros de ORENOQUE. Nós, pesquisadores, sonhamos à obssessão com um dia quem sabe encontrarmos diários perdidos, cartas perdidas, etc...etc... E desanimamos muitas vezes quando nos deparamos com o fato crucial de que os imigrantes eram, em sua maioria, analfabetos. Mas aí vêm o inusitado e recebemos uma carta que foi ditada a terceiros. Mas escrita "ipsis litteris". Por isso, podemos sentir a ambientação de cada palavra, como se assistíssemos a um filme. APAIXONANTE!
Não vou me prolongar em comentários. Porque a carta em si é tudo que pode haver de mais lindo e significativo, para o universo de nossas memórias de descendentes perigordinos.
Viajem comigo!!!
OBRIGADA, ISABEL, POR TODA SUA CONFIANÇA!
Não vou me prolongar em comentários. Porque a carta em si é tudo que pode haver de mais lindo e significativo, para o universo de nossas memórias de descendentes perigordinos.
Viajem comigo!!!
Les Charreaux, 29 de Agosto de 1916.
Meus queridos filhos
Eu
escrevo a fim de dar nossas notícias que são muito boas no momento e nós
desejamos de todo coração que com vocês seja da mesma forma.
Nossa viagem transcorreu muito bem.
NINI foi muito sábia e não teve medo ou cansaço. Ela aproveita a olhos vistos.
Ela come bem e se distrai muito. Ela é carinhosa com todo mundo, como se os
conhecesse desde sempre. Ela fala o francês quase correntemente e compreende
tudo. É uma encantadora francesinha. Ela também não esqueceu suas irmãzinhas,
seus irmãozinhos e seu querido papai. Nem sua querida mamãe. Ela fala deles
frequentemente e como vocês podem imaginar, meus filhos, à todo instante nós
falamos com ela sobre vocês todos e não
será ingrata como você pensa, meu caro PIERRE. Mas como ela está feliz em
pensar que não terá mais micose sob as unhas. Ela ficou muito contente quando
recebeu essas bonitas cartinhas. E nós, meus queridos netos, como nós agradecemos
a atenção de vocês. Minha querida MARIA LOUISE (ou MARIA, LOUISE) e você, minha
querida NÉLIE, vocês que já são grandes ajudem muito sua mãe, à fim de que ela
não se canse demais e que ela se cure rápido da perna, porque me espanta que
ela ainda não estivesse curada
quando você nos escreveu. Veja minha
RACHEL, tudo isso é da fraqueza. Seria necessário desmamar seu filho. Você tem
suficiente leite para lhe dar e eu te asseguro que a criança não teria do que
se queixar e você, minha pequena, se restabeleceria bem depressa. E
naturalmente seria necessário não fazer um outro imediatamente. Seria
necessário esperar pelo menos que a guerra tenha acabado.
Tudo
isso é brincadeira. Exceto, meus filhos, o fato que o que queremos é que vocês
estejam bem. Com isso nós ficaremos todos felizes. Porque vocês sabem que o
sacrifício que nós fizemos deixando vocês é para o bem de vocês. Nós
trabalhamos continuamente para vocês, da mesma forma como se estivéssemos
juntos de vocês. O que mais eu poderia dizer? Que o senhor e a senhora RAVAILHE
estão muito felizes de nos ter junto deles e eles nos demonstram bastante
afeição. Eu já estava esquecendo de repreender nosso pequeno HENRI por não ter
escrito para nós. Será por acaso que ele se teria tornado preguiçoso ou será
que ele nos esqueceu? Isso eu acho que não e espero que logo ele nos escreverá
uma cartinha e nós também vamos enviar-lhe belos cartões que interessam tanto a
vocês.
Olhem
meus filhos. Eu já conversei tanto com vocês sem ter dito que nós estávamos
sozinhos em nossa casa e é na casa da tia que nós fazemos tudo. (Esse trecho
está muito confuso. Mas é assim que está escrito. O finalzinho de cada palavra
à direita está apagado e às vezes, como nesse caso, tive quase que adivinhar. E
nesse caso acima achei a frase bem esquisita...). Nós temos um belo jardim
atrás da casa, mas ele ainda não está muito bem trabalhado. Essa não é ainda
bem a estação e além do mais fez um forte calor durante todo o verão. Malgrado
isso não nos falta nada. Nada que é uma coisa: ter vocês junto de nós. E eu
espero que isso acontecerá e toda uma família reunida é o que faz as pessoas
felizes.
Meus queridos filhos, vocês
receberam a carta
a respeito do pedido que nós fizemos
para vocês poderem voltar à França. O senhor CHAVOIX deve vir à Hautefort. E
nós o esperamos todos os dias. O que é certo, meu querido PIERRE, é que é
necessário que você faça 3 anos e 6 meses de exercícios (serviço militar, segundo ISABEL AUDEBERT) e em seguida nos “depósitos” (espécie de "preço a pagar", em dinheiro, para ser liberado do serviço militar) de um lado ou do outro. Mas você não irá jamais ao front com o
número de filhos que tem. Mas você é livre. Cabe a você refletir antes de dizer
sim. Mas nós te escreveremos em alguns dias, o que nos tiver dito o senhor
CHAVOIX e os conselhos que ele nos dará. É um homem que é capaz de nos dar uma
ajuda. Agora você está livre. A decisão é sua. Se você aproveitar, é provável
que a guerra não dure muito tempo. Eu acabo de ver no jornal que a Romênia
acaba de declarar guerra à Áustria e isso abreviará de alguma forma o tempo da
guerra. Mas você tem tempo. Faça sua reflexão porque depois eu não quero ser
censurada.
Meu
querido PIERRE, eu recebi uma carta de ... ( nome feminino começando com AGE ?)
a alguns dias. Ela me convidou para almoçar em Hautefort e nós falamos longamente de você e, sobretudo de sua mãe com a
qual ela não está contente.
Muitos
cumprimentos de sua tia e de seu tio e de nossa parte nós abraçamos vocês muito
afetuosamente em nossos netos,
Seu
pai e mãe Nélie.
Minha RACHEL tem pelo filho de
MARGUERITE sobre o qual nós conversamos tão frequentemente. Ele é de um (...) e
o marido a informou muito bem. De resto, era uma pena evitar para (...). Mas a
criança é muito (...).
Minhas
queridas meninas. Sua mamãe me disse que vocês têm lindos frangos e também
lindos porquinhos. São vocês que cuidarão deles para evitar tanto trabalho à
mãezinha de vocês. Cuidem também de sua irmãzinha e ensinem-lhe depressa a
andar. NINI te manda beijos. Recebam meus netos, de sua avó e de seu avô e da
pequena NINI os mais ternos beijos e as melhores recordações.
NÉLIE
AUDEBERT
Minha
querida RACHEL e também querida amiga. Sou eu, ALINE, da família POUQUET que te
escreve. Queira me desculpar se eu cometo alguma falta na carta. “Se era sua
mãe... ... ...ela deve de antemão” (outro trecho completamente obscuro para
mim). Ela muito me honra me encarregando de te escrever. Eu te desejo querida
amiga, assim como a todos os seus, uma boa saúde. Mas você deveria desmamar seu
filho já que você tem leite suficiente para lhe dar. Você verá que logo você
estará restabelecida.
Veja
você. Eu fui obrigada a fazer assim para o meu mais velho. Eu estava sempre
doente. Uma vez meu filho desmamado, eu não senti mais nada. Espero que você faça
o mesmo. Nós desejamos a todos vocês saúde e não sofram por seus pais. Eles
estão muito bem. Não faltam amigos, e esses amigos não se esquecem de desejar
bom dia para você.
Uma
amiga,
ALINE
NOTAS BASEADAS EM INFORMAÇÕES DE ISABEL (AUDEBERT) PINTO:
1- NINI é LEONÍDIA (LÉONIE), nascida em 1911, filha de PIERRE DELAGE e RACHEL AUDEBERT. Morou algum tempo na FRANÇA com os avós HENRI AUDEBERT e JEANNE HONORINE DUCAMUS.
2-MARIA LUÍSA é a filha mais velha, nascida em 1904.
3-NELIE (NÈLIA) é outra filha do casal PIERRE e RACHEL, nascida em 1906.
4- A criança a ser desmamada deve tratar-se de LUIZ, que nasceu em 1916 e era o sétimo filho de um total de 11.
5- HENRI é HENRIQUE, nascido em 1907.
Para fechar com chave de ouro sua visita às memórias da família AUDEBERT DELAGE, vá ao nosso álbum de fotos antigas e veja as fotos de número: 58 - 102 - 114- 120 - 121- 122.
Para fechar com chave de ouro sua visita às memórias da família AUDEBERT DELAGE, vá ao nosso álbum de fotos antigas e veja as fotos de número: 58 - 102 - 114- 120 - 121- 122.
OBRIGADA, ISABEL, POR TODA SUA CONFIANÇA!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
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